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Retrato de Lono, divindade polinésia
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Lono

O Deus da Paz e da Fartura

Domínio
Paz, Chuva e Agricultura
Alinhamento
Neutro e Bom
Elemento
Água
Relíquias do Poder
Estandarte da Colheita
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O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Povos polinésios
Região
Ilhas do Pacífico
Período
c. 1000 a.C. – presente

Os deuses polinésios eram cultuados pelos navegadores que colonizaram as ilhas do Pacífico, do Havaí à Nova Zelândia e à Ilha de Páscoa. Honravam-nos em plataformas sagradas (marae) e no conceito de mana, o poder espiritual. Seus mitos, como os do herói Maui, ainda são contados entre maoris e havaianos.

Nos marae, plataformas sagradas de pedra, sacerdotes ofereciam primícias e invocavam os deuses antes de pescas e guerras. O sistema de kapu (tabu) regia o que era sagrado e proibido, e no Havaí o hula nasceu como dança devocional a deusas como Pele e Laka.

Em poucas palavras

Lono (frequentemente invocado como Lono-makua e Lono-i-ka-makahiki) é uma das quatro magnas divindades fundacionais (nā akua) do panteão tradicional havaiano, compartilhando a cosmologia insular com Kāne, Kū e Kanaloa. Personificação das nuvens de chuva que nutrem a terra, dos estrondos do trovão fértil, da paz civil, da agricultura abundante e do bem-estar comunitário, Lono governava o ciclo sazonal em que a violência institucional era suspensa em favor da renovação biológica. Seu culto atingia o ápice no monumental festival do Makahiki, um período de quatro meses (aproximadamente entre outubro e fevereiro) que inaugurava o ano novo havaiano sob a vigília da constelação das Plêiades (Makaliʻi). Durante esse intervalo sagrado, os templos de sacrifício humano e guerra dedicados a Kū eram cobertos e cerrados, as hostilidades armadas eram rigidamente interditadas pelo direito consuetudinário e a imagem esvoaçante de Lono-makua percorria as ilhas recolhendo oferendas agrícolas e presidindo disputas esportivas pacíficas.

7 min de leitura · Revisado em 28 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

O estandarte branco, as nuvens de chuva, a batata-doce e o porco

Família

Lono
Uniões
Kaikilani (Kaikilani-aliʻi-o-Puna, consorte mítica da tradição do Makahiki)
Genealogia segundo David Malo, Moolelo Hawaii (1898/1903); Samuel M. Kamakau, Ka Po'e Kahiko (1964); Martha Beckwith, Hawaiian Mythology (1940); Abraham Fornander, Polynesian Race (1878-1880); Marshall Sahlins, Historical Metaphors and Mythical Realities (1981)

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Malo, David, Hawaiian Antiquities (Moolelo Hawaii). tradução: Translated from Hawaiian by Nathaniel Bright Emerson. Honolulu: Hawaiian Gazette Co., 1903. ler
  • Kamakau, Samuel Manaiakalani, Ka Po'e Kahiko: The People of Old. tradução: Translated from Hawaiian by Mary Kawena Pukui; edited by Dorothy B. Barrère. Honolulu: Bishop Museum Press, 1964. ler
  • Emerson, Nathaniel Bright, Unwritten Literature of Hawaii: The Sacred Songs of the Hula. tradução: Washington, D.C.: Government Printing Office / Smithsonian Institution Bureau of American Ethnology Bulletin 38, 1909. ler
  • Fornander, Abraham, Fornander Collection of Hawaiian Antiquities and Folk-Lore. tradução: Memoirs of the Bernice Pauahi Bishop Museum, Vols. IV-VI. Honolulu: Bishop Museum Press, 1916-1920.

Estudos

  • Beckwith, Martha Warren, Hawaiian Mythology. New Haven: Yale University Press, 1940. abrir
  • Sahlins, Marshall, Historical Metaphors and Mythical Realities: Structure in the Early History of the Sandwich Islands Kingdom. Ann Arbor: University of Michigan Press, 1981. abrir
  • Valeri, Valerio, Kingship and Sacrifice: Ritual and Society in Ancient Hawaii. Chicago: University of Chicago Press, 1985. abrir
  • Kirch, Patrick Vinton, How Chiefs Became Kings: Divine Kingship and the Rise of Archaic States in Ancient Hawaii. Berkeley: University of California Press, 2010.

Nome e epítetos

O teônimo havaiano Lono é o cognato direto do taitiano Roʻo, do maori Rongo (ou Rongomātāne) e do marquesano Ono, descendendo do vocábulo proto-polinésio *roŋo, cujo campo semântico primordial abrange os conceitos de ou…

Nas fontes antigas

Hawaiian Antiquities (Moolelo Hawaii), 1898 / 1903. Documentação pioneira de David Malo descrevendo a confecção do mastro de Lono-makua, as regras de interdição de trabalho e os torneios de Makahiki.

Os mitos

A Descida pelo Arco-Íris e a Instituição Trágica do Makahiki. Nas narrativas recolhidas por Henry Lyman e sintetizadas por Martha Beckwith, relata-se que o deus Lono enviou dois de seus mensageiros divinos para encontra…

Culto e arqueologia

O culto a Lono diferenciava-se categoricamente da religião bélica de Kū pela estrita rejeição a execuções e ao derramamento de sangue humano, concentrando-se no revigoramento agrícola e na reconciliação da comunidade cí…

Como era representado

A representação litúrgica de Lono evitava a iconografia zoomórfica ou agressiva típica das efígies guerreiras. Sua principal imagem cultual durante o Makahiki, denominada akua loa ou Lono-makua, consistia em uma haste c…

O que os estudiosos discutem

A Apoteose de James Cook e a Controvérsia Antropológica Sahlins-Obeyesekere. Um dos mais célebres debates da antropologia moderna opôs Marshall Sahlins e Gananath Obeyesekere a respeito dos acontecimentos na Baía de Kea…

Depois da Antiguidade

Com a abolição formal dos tabus tradicionais em 1819 e a cristianização das ilhas, a celebração estatal do Makahiki foi suprimida pela administração monárquica.

Você sabia?

A Baía de Kealakekua na Ilha do Havaí, onde o Capitão Cook ancorou em 1779 e foi posteriormente morto após tentar capturar o rei Kalaniʻōpuʻu, traduz-se literalmente como 'O Caminho do Deus', em referência histórica às…

Relíquia do Códice

Estandarte da Colheita. Um estandarte de pano branco erguido nas festas da colheita para celebrar a paz e a fartura.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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