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Retrato de Sekhmet, divindade egípcia
Egípcios
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Egípcios

Sekhmet

A Poderosa Leoa da Guerra

Domínio
Guerra, Cura e Vingança
Alinhamento
Caótico e Neutro
Elemento
Fogo
Relíquias do Poder
Flechas da Pestilência
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O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Egípcios antigos
Região
Vale do Nilo, Egito
Período
c. 3100 a.C. – 400 d.C.

Os deuses egípcios foram cultuados por mais de três milênios às margens do Nilo, com templos monumentais em Karnak, Luxor e Heliópolis. Os faraós eram tidos como divinos, e a vida girava em torno da ordem cósmica (Maat) e da preparação para a vida após a morte. O culto perdurou até a ascensão do cristianismo no Egito romano.

No festival de Opet, a barca sagrada de Amon navegava de Karnak a Luxor entre multidões em festa. Nos templos, sacerdotes despertavam, vestiam e alimentavam a estátua do deus todos os dias, e a Bela Festa do Vale levava as divindades a visitar a margem dos mortos.

Em poucas palavras

Secmete (Sekhmet ou Sakhmet) é a terrível e majestosa deusa leoa do fogo solar destrutivo, da vingança cósmica, da guerra justa, das epidemias virulentas e, paradoxalmente, a suprema senhora da medicina curativa, dos cirurgiões e dos antídotos profiláticos no Antigo Egito. Manifestação primordial do Olho de Rá (o Uraeus flamejante que aniquila os inimigos da ordem de Maat), ela foi enviada pelo sol ancião nos primórdios dos tempos para punir a humanidade rebelde que conspirava contra os deuses no célebre mito d'O Livro da Vaca Celestial, sendo pacificada apenas quando o solo do Egito foi inundado por cerveja vermelha disfarçada de sangue. Esposa do grande deus criador Ptah de Mênfis e mãe do gracioso deus lótus Nefertum na sublime Tríade Menfita, Secmete comandava os ventos ardentes do deserto (os 'Mensageiros da Peste') e presidia a mais renomada corporação de médicos-sacerdotes cirurgiões (os Sunu Sekhmet), personificando a verdade médica e espiritual de que a força capaz de causar a doença é a única dotada do poder soberano de curá-la e extingui-la. Ela é a senhora do fogo solar e da medicina curativa que defende os fracos, purifica os lares de enfermidades e guia os corações valorosos com justiça implacável. Sua presença augusta e seu olhar de fogo proclamam a soberania da verdade contra a tirania e a bênção da saúde restaurada para todos os justos. A poderosa senhora leoa de Mênfis e Karnak protege a justiça com fogo implacável e restaura a saúde dos doentes com sabedoria médica e compaixão curativa perene. A deusa leoa do sol resplandecente cura as feridas dos humildes e defende a retidão moral com poder soberano e amor invencível. Ela é a soberana da coragem que guia os médicos e fortalece os fracos com saúde e dignidade eterna.

14 min de leitura · Revisado em 28 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

Leoa, o disco solar, as flechas e o deserto escaldante

Família

Pais
Irmãos
Sekhmet
Uniões
Filhos
Nefertum
Genealogia segundo O Livro da Vaca Celestial; Textos das Pirâmides; Papiro Ebers; Hinos do Templo de Mut em Karnak

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Miriam Lichtheim, Ancient Egyptian Literature, Vol. II. tradução: University of California Press, 1976.
  • Paul Ghalioungui, The Ebers Papyrus: A New English Translation. tradução: Academy of Scientific Research, 1987.

Estudos

  • Betsy M. Bryan, The Statue Program of Amenhotep III. Cambridge University Press, 1997.
  • Paul Ghalioungui, The Physicians of Pharaonic Egypt. Al-Ahram Center, 1983.

Nome e epítetos

O teônimo egípcio arcaico Sḫmt (Sekhmet, Sacmis em grego) deriva diretamente da raiz verbal sḫm, que significa 'ser forte', 'possuir autoridade soberana', 'ser violenta e poderosa' ou 'ter domínio supremo', complementad…

Nas fontes antigas

O Livro da Vaca Celestial., Reino Novo (c. 1350 aC).. Texto mitológico fundamental que narra a destruição quase total da humanidade por Secmete e sua pacificação com cerveja escarlate. Textos das Pirâmides., C.

Os mitos

A Destruição da Humanidade e a Pacificação pela Cerveja Vermelha.. Nas sagradas estrofes gravadas n'O Livro da Vaca Celestial, relata-se que nos primeiros tempos do mundo, quando o deus sol Rá havia envelhecido e seus o…

Culto e arqueologia

O culto a Secmete foi um dos mais estruturados, poderosos e temidos de todo o Antigo Egito, mantido por uma prestigiosa corporação de sacerdotes-médicos (os Webau Sekhmet e Sunu Sekhmet) que operavam como a mais respeit…

Como era representado

A representação iconográfica de Secmete na escultura em diorito negro polido, nos relevos em calcário de Karnak e nas estatuetas votivas em bronze é uma das mais aristocráticas, imponentes e hipnóticas de toda a históri…

O que os estudiosos discutem

A Ambiguidade Estrutural da Deusa: Destruição versus Terapêutica Médica.. Egiptólogos, historiadores da medicina antiga e antropólogos renomados como Paul Ghalioungui, Jean Yoyotte e Betsy Bryan examinam a fascinante po…

Depois da Antiguidade

Na contemporaneidade e na cultura internacional, Secmete é reverenciada como uma das figuras femininas mais poderosas, inspiradoras e magnéticas de toda a mitologia universal.

Você sabia?

Das cerca de 730 estátuas originais de granito de Secmete talhadas sob Amenófis III, mais de 250 sobrevivem hoje nos maiores museus do mundo, incluindo o Museu Britânico, o Museu Egípcio de Turim e o Museu do Vaticano.

Relíquia do Códice

Flechas da Pestilência. Flechas ardentes que espalham a doença e a destruição, mas que também podem curar a peste.

O resto deste pergaminho está selado

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