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Retrato de Anúbis, divindade egípcia
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5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Egípcios antigos
Região
Vale do Nilo, Egito
Período
c. 3100 a.C. – 400 d.C.

Os deuses egípcios foram cultuados por mais de três milênios às margens do Nilo, com templos monumentais em Karnak, Luxor e Heliópolis. Os faraós eram tidos como divinos, e a vida girava em torno da ordem cósmica (Maat) e da preparação para a vida após a morte. O culto perdurou até a ascensão do cristianismo no Egito romano.

No festival de Opet, a barca sagrada de Amon navegava de Karnak a Luxor entre multidões em festa. Nos templos, sacerdotes despertavam, vestiam e alimentavam a estátua do deus todos os dias, e a Bela Festa do Vale levava as divindades a visitar a margem dos mortos.

Em poucas palavras

Anúbis é uma divindade funerária egípcia. O Encanto 81 dos Textos das Pirâmides o nomeia Primeiro dos Ocidentais, e o Encanto 213 compara a ele o rosto do morto. Na cena da pesagem do coração do Papiro de Ani, atende à balança, enquanto Thoth registra o julgamento. Plutarco apresenta outra dimensão de sua tradição: filho de Osíris e Néftis, criado por Ísis, torna-se guardião da deusa. Esses testemunhos pertencem a contextos diferentes e não estabelecem uma biografia única. A filiação a Rá ou Hesat e a cronologia de uma suposta transferência de soberania para Osíris não estão demonstradas pelas passagens cotejadas nesta ficha.

16 min de leitura · Revisado em 8 de outubro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

Chacal, balança do julgamento, ankh e a cor negra do renascimento

Família

Pais
OsírisNéftis (tradição tardia / Plutarco)
Anúbis
Genealogia segundo Plutarch, De Iside et Osiride 14 (Babbitt, 1936): Osiris and Nephthys; Isis raises the child. Other genealogies are discussed as variants in the text.

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Plutarco, De Iside et Osiride (caps. 14, 44). tradução: Frank Cole Babbitt, Plutarch's Moralia, Volume V, Loeb Classical Library, Harvard University Press, 1936. ler
  • Anônimo, The Pyramid Texts: Utterances 57 §40b; 81 §§56a–57e; 133 §§83a–b. tradução: Samuel A. B. Mercer (1952). ler
  • Anônimo, The Pyramid Texts: Utterances 213 §§134a–135c; 214 §§136a–139d; 217 §§157b–d. tradução: Samuel A. B. Mercer (1952). ler
  • Apuleius, Metamorphoses XI.9–14 / The Golden Ass. ler
  • Herodotus, Histories II.66–67. tradução: G. C. Macaulay. ler
  • Strabo, Geography 17.1.40. tradução: H. L. Jones, Loeb Classical Library. ler

Estudos

  • Musée du Louvre, Papyrus Jumilhac, E 17110: Description, Inscriptions, Places and dates. abrir
  • British Museum, Papyrus from the Book of the Dead of Ani: descripción en Google Arts & Culture. abrir
  • Paul T. Nicholson, Salima Ikram, Steve Mills, The Catacombs of Anubis at North Saqqara: an archaeological perspective. Antiquity 89 (2015), 2015. abrir
  • Kelsey Museum of Archaeology, University of Michigan, Death Dogs: The Jackal Gods of Ancient Egypt. abrir
  • The Metropolitan Museum of Art, Anubis, object 04.2.427. abrir

Nome e epítetos

Anúbis é o nome usado em português para a divindade cujo nome egípcio é representado nesta ficha por Jnpw, com as vocalizações convencionais Inpu e Anpu.

Nas fontes antigas

Textos das Pirâmides, Reino Antigo (c. 2400–2200 a.C.).. Mercer, Pyramid Texts, Utterance 81 §57d e 213 §135b: títulos e comparação facial já cotejados.

Os mitos

Uma tradição de nascimento em Plutarco. No capítulo 14, Plutarco retoma a morte de Osíris narrada no capítulo anterior.

Culto e arqueologia

A catacumba canina de Saqqara integra um fenômeno mais amplo de oferendas votivas de animais. Nicholson, Ikram e Mills distinguem os animais sagrados mantidos nos recintos dos templos dos numerosos animais mumificados p…

Como era representado

A iconografia funerária apresenta Anúbis como canídeo deitado, animal inteiro ou figura humana com cabeça canina.

O que os estudiosos discutem

Culto animal: oferenda, não retrato de um zoológico sagrado. As catacumbas de Saqqara contêm grandes depósitos de animais mumificados.

Depois da Antiguidade

A circulação de Anúbis fora do Egito é documentada em contextos helenísticos e romanos. A exposição do Kelsey Museum registra inscrições votivas dedicadas ao deus no templo de Ísis em Delos, dos séculos II–I a.C., e a f…

Você sabia?

Uma múmia votiva em forma de cão do Kelsey Museum (KM 88821) continha restos ósseos humanos, segundo a análise radiográfica descrita pelo museu.

Relíquia do Códice

Ankh de Ouro Negro. A chave da vida eterna e julgamento, usada para aferir o peso das almas.

O resto deste pergaminho está selado

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