Pular para o conteúdo
CodexMythologia
Voltar ao Códice
Retrato de Xbalanqué, divindade maia
Maias
Toque ou arraste
Maias

Xbalanqué

O Herói Gêmeo Lunar

Domínio
Heroísmo, Engenho e Lua
Alinhamento
Caótico e Bom
Elemento
Trevas
Relíquias do Poder
Tocha do Jaguar Noturno
Falar com Xbalanqué

O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Maias
Região
Mesoamérica (Iucatã e Guatemala)
Período
c. 2000 a.C. – 1500 d.C.

Os deuses maias eram cultuados nas cidades-estado da Mesoamérica, como Tikal, Palenque e Chichén Itzá. Sacerdotes-astrônomos liam os céus e o calendário para honrá-los no tempo certo, em templos-pirâmide cobertos pela selva. Muitos de seus mitos sobrevivem no Popol Vuh, o livro sagrado dos maias quichés.

Reis e rainhas maias ofereciam o próprio sangue em rituais de sangria para alimentar os deuses, e o jogo de bola ritual reencenava o duelo contra os senhores do submundo. Cenotes como o de Chichén Itzá recebiam oferendas preciosas, guiadas pelo calendário sagrado de 260 dias.

Em poucas palavras

Xbalanque (na ortografia maia k'iche' padronizada Xb'alanke, correspondente ao teônimo maia clássico Yax B'ahlam, significando 'Primeiro Jaguar' ou 'Jaguar Oculto') é o engenhoso herói gêmeo lunar, xamã divino e mestre estrategista da mitologia maia, co-protagonista do épico Popol Vuh ao lado de seu irmão Hunahpu. Distinguido na iconografia clássica por retalhos e manchas de pele de jaguar pintados na face, ao redor da boca ou nos membros, Xbalanque personifica a astúcia intelectual, o domínio das artes mágicas e a resiliência no confronto contra os soberanos da morte de Xibalba. Quando Hunahpu foi decapitado no covil do morcego Camazotz na Casa dos Morcegos, foi Xbalanque quem arquitetou a salvação do irmão, esculpindo uma cabeça vegetal temporária em uma cabaça e recuperando a cabeça biológica real durante a partida de jogo de pelota no submundo com o auxílio de um coelho. Após a imolação voluntária dos irmãos na fogueira subterrânea e seu renascimento miraculoso das águas como artistas itinerantes, Xbalanque conduziu a encenação teatral que culminou no degolamento definitivo dos reis de Xibalba (Jun Kame e Wuqub' Kame), vingando a morte de seu pai Hun Hunahpu e ascendendo aos céus na conclusão da era primordial para se converter na lua prateada e na constelação protetora da noite.

6 min de leitura · Revisado em 28 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

A tocha, as manchas de jaguar na pele, a bola de jogo e a lua

Família

Pais
Hun HunahpúXquic (Senhora Sangue)
Irmãos
Xbalanqué
Genealogia segundo Popol Vuh (manuscrito k'iche' c. 1554-1558); vasos clássicos de cerâmica policromada (estilo códice e vasos funerários de Petén)

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Anônimo (Maias K'iche'), Popol Vuh: The Sacred Book of the Maya. tradução: Tradução de Allen J. Christenson, University of Oklahoma Press, 2007.
  • Michael D. Coe, The Maya Scribe and His World. tradução: The Grolier Club, New York, 1973.

Estudos

  • Oswaldo Chinchilla Mazariegos, Art and Myth of the Ancient Maya. Yale University Press, 2017.
  • Karl Taube, The Major Gods of Ancient Yucatan. Dumbarton Oaks, 1992.
  • Dennis Tedlock, Popol Vuh (Tradução Dennis Tedlock). Simon & Schuster, 1996.

Nome e epítetos

O teônimo k'iche' colonial Xbalanque (Xb'alanke) é composto pelo prefixo diminutivo x- (que denota 'pequeno', 'jovem' ou 'feminino sutil'), pelo substantivo b'alan (variante dialetal de b'alam, 'jaguar') e pelo sufixo k…

Nas fontes antigas

Popol Vuh, C. 1554-1558 dC.. Documenta as artimanhas mágicas de Xbalanque na Casa dos Morcegos e a derrota final dos monarcas do inframundo. Vaso dos Dançarinos de Xibalba, C. 700 dC..

Os mitos

A Substituição da Cabeça no Jogo de Pelota de Xibalba. Quando a cabeça de Hunahpu foi decepada pelo morcego Camazotz na Casa dos Morcegos, Xbalanque manteve serenidade inabalável.

Culto e arqueologia

Assim como seu irmão Hunahpu, Xbalanque era venerado no contexto sagrado dos rituais cívicos e guerreiros das cortes reais maias do período Clássico e Pós-Clássico.

Como era representado

Na pintura cerâmica clássica, Yax B'ahlam é inequivocamente identificado pela presença de manchas de pele de jaguar (retalhos com rosetas e pelos) pintadas ao redor de sua boca, sobre o queixo ou em faixas nos braços e…

O que os estudiosos discutem

Identificação Iconográfica: Yax B'ahlam nos Vasos Clássicos. Durante as primeiras décadas de decifração da epigrafia maia, debateu-se se o herói do Popol Vuh possuía representação real na arte clássica de Petén e Chiapa…

Depois da Antiguidade

Xbalanque é celebrado internacionalmente como a personificação do triunfo da astúcia e da inteligência tática sobre a força bruta e a tirania opressora.

Você sabia?

A destreza cirúrgica de Xbalanque ao decapitar e restaurar seres vivos na corte de Xibalba é considerada pelos historiadores da medicina pré-colombiana como uma metáfora xamânica para a regeneração biológica e o poder c…

Relíquia do Códice

Tocha do Jaguar Noturno. Uma tocha que guia os gêmeos pelas trevas de Xibalba e simboliza a luz que vence a morte.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

Ver o Codex PROBaixar na Google Play

Do mesmo panteão

Ver panteão