Pular para o conteúdo
CodexMythologia
Voltar ao Códice
Retrato de Hurakan, divindade maia
Maias
Toque ou arraste
Maias

Hurakan

O Coração do Céu

Domínio
Tempestade, Vento e Criação
Alinhamento
Neutro Puro
Elemento
Trovão
Relíquias do Poder
Sopro da Tempestade
Falar com Hurakan

O Códice completo

4 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Maias
Região
Mesoamérica (Iucatã e Guatemala)
Período
c. 2000 a.C. – 1500 d.C.

Os deuses maias eram cultuados nas cidades-estado da Mesoamérica, como Tikal, Palenque e Chichén Itzá. Sacerdotes-astrônomos liam os céus e o calendário para honrá-los no tempo certo, em templos-pirâmide cobertos pela selva. Muitos de seus mitos sobrevivem no Popol Vuh, o livro sagrado dos maias quichés.

Reis e rainhas maias ofereciam o próprio sangue em rituais de sangria para alimentar os deuses, e o jogo de bola ritual reencenava o duelo contra os senhores do submundo. Cenotes como o de Chichén Itzá recebiam oferendas preciosas, guiadas pelo calendário sagrado de 260 dias.

Em poucas palavras

Hurakan (na ortografia maia quiché padronizada Jun Raqan, significando literalmente 'Uma Perna' ou 'Aquele de Uma Só Perna') é a suprema divindade criadora das tempestades, do fogo celeste, dos relâmpagos e dos ventos torrenciais na cosmologia maia k'iche' das terras altas da Guatemala, imortalizado no Popol Vuh. Reverenciado pelo augusto título teológico de Uk'u'x Kaj ('Coração do Céu') e correlato Uk'u'x Ulew ('Coração da Terra'), Jun Raqan atua como o principal arquiteto intelectual e demiurgo dinâmico da criação cósmica ao lado de Tepeu e Q'uq'umatz. Ele manifesta-se no Popol Vuh como uma trindade sagrada de forças do raio: K'aqulja Jun Raqan (o Raio de Uma Perna), Ch'ipi K'aqulja (o Raio Menor) e Raxa K'aqulja (o Raio Repentino ou Verdejante). Foi a sua voz tonitruante que ordenou que a terra firme e as montanhas emergissem das águas primordiais caóticas, e foi ele quem enviou o dilúvio destruidor de resina negra ardente para aniquilar a imperfeita segunda geração de seres de madeira. Do ponto de vista histórico-religioso e epigráfico, Jun Raqan corresponde diretamente ao deus K'awiil (Deus K) do período Clássico maia, caracterizado por exibir uma perna que se transforma em serpente relampejante e um machado de obsidiana incandescente cravado na fronte. Seu nome indígena é amplamente considerado por filólogos como a raiz etimológica e histórica transmitida através do taíno antilhano para a palavra moderna furacão.

7 min de leitura · Revisado em 28 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

O redemoinho, a perna única, o relâmpago e a tempestade

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Anônimo (Maias K'iche'), Popol Vuh: The Sacred Book of the Maya. tradução: Allen J. Christenson, University of Oklahoma Press, 2007.
  • Anônimo (Maias K'iche'), Popol Vuh: The Definitive Edition of the Mayan Book of the Dawn of Life. tradução: Dennis Tedlock, Simon & Schuster, 1996.
  • Anônimo (Maias K'iche'), Título de Totonicapán. tradução: Robert M. Carmack e James L. Mondloch, UNAM, 1983.

Estudos

  • Karl Taube, The Major Gods of Ancient Yucatan. Dumbarton Oaks, 1992.
  • David Stuart, The Inscriptions of Temple XIX at Palenque. Pre-Columbian Art Research Institute, 2005.
  • Munro S. Edmonson, The Book of Counsel: The Popol Vuh of the Quiche Maya of Guatemala. Middle American Research Institute, Tulane University, 1971.

Nome e epítetos

O teônimo na língua k'iche' clássica é Jun Raqan, composto pelo numeral jun ('um' ou 'único') e pelo substantivo raqan ('perna', 'pé' ou 'haste ereta'), significando literalmente 'Uma Perna' ou 'Aquele que Possui uma Pe…

Nas fontes antigas

Popol Vuh (Livro do Conselho dos Maias K'iche'), C. 1554-1558 dC (transcrição de Francisco Ximénez c. 1701).. Principal fonte textual que registra o papel demiúrgico de Jun Raqan, o envio do dilúvio e a instrução dos Gê…

Os mitos

A Palavra da Criação sobre as Águas Primordiais. No início absoluto dos tempos narrado no Popol Vuh, o cosmos jazia imóvel, em completa escuridão e silêncio sobre a imensidão das águas calmas.

Culto e arqueologia

Nas terras altas da Guatemala, o culto ao Coração do Céu (Jun Raqan) era a base metafísica do poder político e sacerdotal da elite real k'iche' na capital fortificada de Q'umarkaj (Utatlán).

Como era representado

No período Clássico maia, a divindade homóloga de Jun Raqan é representada na epigrafia e na escultura monumental como K'awiil (Deus K).

O que os estudiosos discutem

A Homologia Epigráfica: Jun Raqan no Popol Vuh e K'awiil no Período Clássico. Especialistas em epigrafia e iconografia maia, como David Stuart, Karl Taube e Dennis Tedlock, investigam a identidade entre Jun Raqan do tex…

Depois da Antiguidade

Jun Raqan é universalmente celebrado como um dos pilares intelectuais da literatura indígena das Américas através da consagração do Popol Vuh, considerado pela crítica literária internacional como uma das maiores obras-…

Você sabia?

No manuscrito original do Popol Vuh conservado na Newberry Library de Chicago, o frei dominicano Francisco Ximénez organizou o texto k'iche' em duas colunas paralelas, uma contendo a língua indígena transliterada e outr…

Relíquia do Códice

Sopro da Tempestade. O vento tempestuoso de uma só perna com que criou o mundo e desencadeou o grande dilúvio.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

Ver o Codex PROBaixar na Google Play

Do mesmo panteão

Ver panteão