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Enciclopédia · 478

Maias

15 divindades do panteão

Panteão Histórico·c. 2000 a.C. – 1500 d.C.·Mesoamérica (Iucatã e Guatemala)

Origem, Cosmovisão e Mitologia dos Maias

Tradição sagrada associada aos Maias

Origem e Cosmovisão Mitológica

Os deuses maias eram cultuados nas cidades-estado da Mesoamérica, como Tikal, Palenque e Chichén Itzá. Sacerdotes-astrônomos liam os céus e o calendário para honrá-los no tempo certo, em templos-pirâmide cobertos pela selva. Muitos de seus mitos sobrevivem no Popol Vuh, o livro sagrado dos maias quichés.

Os mitos deste panteão fundamentavam a estrutura moral e política de suas cidades e aldeias, estabelecendo liturgias de consagração, ritos de passagem e explicações para os ciclos sazonais da terra e das estrelas.

Principais Divindades e Figuras Centrais

Entre as 15 divindades catalogadas no Codex para este panteão, destacam-se figuras de liderança cósmica, protetores dos lares e soberanos dos elementos:

  • ItzamnáCéu, Sabedoria e Criação
  • KukulkanVento, Chuva e Sabedoria
  • ChaacChuva, Trovão e Agricultura
  • HurakanTempestade, Vento e Criação
  • Ix ChelLua, Parto, Cura e Tecelagem

Templos, Práticas Rituais e Culto

Reis e rainhas maias ofereciam o próprio sangue em rituais de sangria para alimentar os deuses, e o jogo de bola ritual reencenava o duelo contra os senhores do submundo. Cenotes como o de Chichén Itzá recebiam oferendas preciosas, guiadas pelo calendário sagrado de 260 dias.

Os sacerdotes e guardiões tradicionais mantinham a preservação dos hinos sagrados e das genealogias divinas, assegurando que o favor dos deuses sustentasse a fertilidade das colheitas e a proteção contra pragas e guerras.

15 divindades