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Anat
Cananeus

Anat

A Donzela Guerreira

Domínio
Guerra, Caça e Fertilidade
Alinhamento
Caótico e Neutro
Elemento
Fogo
Relíquias do Poder
Cinto de Cabeças
Falar com Anat

O Povo

Povo
Cananeus e fenícios
Região
Levante (Síria, Líbano, Israel)
Período
c. 3000 – 300 a.C.

Os deuses cananeus eram cultuados pelos povos do Levante, incluindo os fenícios, grandes navegadores e comerciantes do Mediterrâneo. Presididos por El e pelo deus da tempestade Baal, eram honrados em cidades como Ugarit, Tiro e Cartago. Seus mitos, redescobertos em tábuas de Ugarit, dialogam de perto com as tradições bíblicas.

O culto seguia o ciclo agrícola de Baal, com festas de outono pedindo as chuvas e lamentos por sua descida ao mundo dos mortos. Os fiéis adoravam nos "altos lugares" (bamot) e em templos urbanos, com estelas de pedra, incenso e sacrifícios de animais.

Os Pergaminhos Sagrados

Anat é a deusa cananeia da guerra, da caça e também da fertilidade, irmã e fiel aliada de Baal. Feroz e indomável, é uma virgem guerreira de sede de batalha quase insaciável. Apesar da violência, é também a protetora apaixonada que faz tudo para resgatar e vingar seu irmão amado. Como A Donzela Guerreira, esta divindade ocupa uma posição de prestígio supremo no panteão dos cananeus. Seus domínios sobre Guerra, Caça e Fertilidade refletem a ordem cósmica ancestral mantida através dos milênios. Na iconografia clássica, é retratada com uma aura de majestade inabalável e atributos sagrados que inspiravam reverência tanto a imperadores quanto a camponeses. Sua influência estendia-se além das fronteiras terrenas, governando os destinos e a harmonia entre o visível e o invisível. Para os antigos devotos, contemplar sua essência era compreender as próprias forças fundamentais da natureza e da existência humana.

Símbolos Sagrados

A espada, o sangue da batalha, a novilha e as asas

Linhagem Divina

Irmã e amante de Baal; filha de El; ligada a Astarte por seus domínios.

O Mito Lendário

Num episódio famoso dos textos de Ugarit, Anat entrega-se a uma carnificina, vadeando até os joelhos no sangue de guerreiros e pendurando suas cabeças e mãos como troféus.

Lendas & Feitos

Uma célebre lenda secundária preservada nas tradições orais dos cananeus narra a jornada em que Anat interveio diretamente na vida dos mortais.

Culto & Adoração

Historicamente, o culto a Anat ocupava um lugar central no calendário religioso e arquitetônico da antiguidade. Imponentes templos de pedra e santuários ao ar livre foram erguidos em sua honra nas principais capitais dos…

Relíquias do Poder

Os troféus de guerra que cinge ao corpo após o massacre, banhada no sangue de seus inimigos.

Você Sabia?

O ato de moer Mot 'como grão' liga Anat ao ciclo agrícola: a debulha do cereal torna-se a metáfora da derrota da morte e do renascimento da vida.

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