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Retrato de Astarte, divindade cananeia
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Astarte

A Senhora do Amor e da Guerra

Domínio
Amor, Guerra e Fertilidade
Alinhamento
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Elemento
Luz
Relíquias do Poder
Estrela da Tarde
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O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Cananeus e fenícios
Região
Levante (Síria, Líbano, Israel)
Período
c. 3000 – 300 a.C.

Os deuses cananeus eram cultuados pelos povos do Levante, incluindo os fenícios, grandes navegadores e comerciantes do Mediterrâneo. Presididos por El e pelo deus da tempestade Baal, eram honrados em cidades como Ugarit, Tiro e Cartago. Seus mitos, redescobertos em tábuas de Ugarit, dialogam de perto com as tradições bíblicas.

O culto seguia o ciclo agrícola de Baal, com festas de outono pedindo as chuvas e lamentos por sua descida ao mundo dos mortos. Os fiéis adoravam nos "altos lugares" (bamot) e em templos urbanos, com estelas de pedra, incenso e sacrifícios de animais.

Em poucas palavras

Astarte (em ugarítico: 𐎓𐎘𐎚𐎗𐎚, ʿAṯtartu; em fenício: 𐤏𐤔𐤕𐤓𐤕, ʿAštart; em grego: Ἀστάρτη) é a grande deusa semítica norte-ocidental da realeza dinástica, da guerra sobre carros de combate, da caça e do poder cívico marítimo. Cognata etimológica direta da divindade mesopotâmica Ishtar e do deus astral sul-arábico ʿAthtar, Astarte ocupou posição de enorme relevo litúrgico e político no Levante desde o terceiro milênio a.C. em Ebla e Mari, florescendo nos arquivos cuneiformes de Ugarit e Emar durante a Idade do Bronze Recente. Na Idade do Ferro, transformou-se na padroeira suprema das cidades-estados fenícias de Sídon, Tiro e Biblos. Nas tabuletas de Ras Shamra, ʿAṯtartu surge vinculada à realeza e à defesa da ordem cósmica: ao lado de sua irmã Anat, contém o ímpeto violento de Baal contra os enviados de Yammu (KTU 1.2 I 40) e repreende o deus do mar em socorro do soberano legítimo (KTU 1.2 IV 28). O notável hino RIH 98/02 aclamava-a como leoa e pantera veloz encarregada de fechar as mandíbulas dos inimigos de El. Com a expansão marítima fenícia pelo Mediterrâneo, os fenícios levaram seu culto a Chipre (Kition e Pafos), à Etrúria (onde as célebres lâminas de ouro de Pirgi registram sua consagração pelo rei Thefarie Velianas em equivalência à deusa etrusca Uni) e a Cartago no Norte da África. No Egito faraônico da Décima Nona Dinastia, foi reverenciada como deusa guerreira equestre montada a cavalo, protetora do carro de guerra do soberano e contraparte celestial de Seth.

7 min de leitura · Revisado em 1 de outubro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

A estrela, a pomba, o leão e a lua crescente

Família

Irmãos
Astarte
Uniões
BaalEshmun (divindade curadora de Sídon com quem compartilhava santuários e templos cívicos)Seth
Genealogia segundo Ciclo de Baal (KTU 1.2 I e IV); Mito da Caçada KTU 1.92; Hino Cuneiforme da Leoa RIH 98/02; Inscrição Real do Sarcófago de Eshmunazar II (KAI 14); Lâminas de Ouro de Pirgi (KAI 277); Papiro Chester Beatty I; Livros Bíblicos de 1 Reis (11:5) e 1 Samuel (31:10); Mark S. Smith (1994, 2014); John Day (2000); Corinne Bonnet (1996)

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Thefarie Velianas (Rei de Caere) & Chancelaria Fenícia de Pirgi, Lâminas de Ouro de Pirgi (Inscrição Monumental Fenícia e Etrusca KAI 277 / TLE 874). tradução: Edição epigráfica oficial, transcrição fenícia e documentação no portal Wikipedia. ler
  • Eshmunazar II & Rainha Amoashtart de Sídon, Inscrição Real do Sarcófago de Eshmunazar II (Corpus Inscriptionum Semiticarum I 3 / KAI 14). tradução: Texto epigráfico fenício de Sídon e aparato crítico no portal Wikipedia. ler
  • Escribas de Ras Shamra & Smith, Mark S., Textos Mitológicos do Ciclo de Baal (Placas cuneiformes KTU 1.2 I e IV do Museu do Louvre). tradução: Aparato filológico e mitológico documentado no portal Wikipedia. ler

Estudos

  • Equipe de Redação do Projeto Enciclopédico Wikimedia, Verbete Astarte: Origens, Epigrafia Fenícia, Inscrições de Sídon e Pirgi. Wikimedia Foundation, 2026. abrir
  • Day, Peggy L., Astarte and Anat in the Ancient Levant (em Dictionary of Deities and Demons in the Bible). E.J. Brill, Leiden, 1999. abrir
  • Equipe Editorial de História e Religiões Comparadas, Astarte: Levantine Goddess of Kingship, Warfare and Chariotry. Encyclopedia.com / Gale Research, 2018. abrir

Nome e epítetos

O teônimo semítico ocidental ʿAṯtart remonta à raiz proto-semítica comum \*ʿ-ṯ-r, compartilhada com a deusa acádia Ištar e com a divindade masculina etíope e sabeia ʿAṯtar.

Nas fontes antigas

Inscrição Real do Sarcófago de Eshmunazar II (KAI 14), século V a.C. (c. 525–500 a.C.). Documenta a dinastia dos reis-sacerdotes de Sídon e a edificação de templos magníficos dedicados a Astarte e Eshmun pela rainha Amo…

Os mitos

A Contenção de Baal e o Feitiço contra Yammu (KTU 1.2). Quando os mensageiros arrogantes do príncipe marinho Yammu chegam à assembleia divina exigindo que El lhes entregue Baal prisioneiro, o deus tempestuoso é tomado p…

Culto e arqueologia

O culto a Astarte em Sídon constituía a espinha dorsal da ideologia real fenícia. Conforme registrado no sarcófago de Eshmunazar II, a rainha-mãe Amoashtart exerceu pessoalmente o cargo de suma sacerdotisa de Astarte, s…

Como era representado

Na plástica levantina e púnica, Astarte é frequentemente retratada nua ou com vestes talarares diáfanas, ladeada por leoas ou em pé sobre o dorso de um leão prostrado, enfatizando sua soberania sobre feras predadoras.

O que os estudiosos discutem

A Diferenciação entre Astarte, Asherah e Anat. Durante grande parte do século XIX e da primeira metade do século XX, os estudos bíblicos e orientalistas confundiram rotineiramente Astarte com a deusa-mãe Athirat (a bíbl…

Depois da Antiguidade

Durante o período helenístico e romano, o culto de Astarte fundiu-se amplamente ao de Afrodite e Vênus. No célebre monte Érix, na Sicília, o antigo santuário fenício da deusa foi transformado no centro de culto a Vênus…

Você sabia?

A célebre estatueta fenícia de bronze e ouro descoberta no sítio arqueológico de El Carambolo, perto de Sevilha (Espanha), traz uma inscrição dedicatória em fenício consagrando o objeto à deusa Astarte, demonstrando a p…

Relíquia do Códice

Estrela da Tarde. O astro do entardecer, símbolo de sua beleza e poder, que reina sobre o amor e a batalha.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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