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Retrato de Baal, divindade cananeia
Cananeus
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Cananeus

Baal

O Senhor da Tempestade

Domínio
Tempestade, Chuva e Fertilidade
Alinhamento
Caótico e Bom
Elemento
Trovão
Relíquias do Poder
Maças Yagrush e Aymur
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O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Cananeus e fenícios
Região
Levante (Síria, Líbano, Israel)
Período
c. 3000 – 300 a.C.

Os deuses cananeus eram cultuados pelos povos do Levante, incluindo os fenícios, grandes navegadores e comerciantes do Mediterrâneo. Presididos por El e pelo deus da tempestade Baal, eram honrados em cidades como Ugarit, Tiro e Cartago. Seus mitos, redescobertos em tábuas de Ugarit, dialogam de perto com as tradições bíblicas.

O culto seguia o ciclo agrícola de Baal, com festas de outono pedindo as chuvas e lamentos por sua descida ao mundo dos mortos. Os fiéis adoravam nos "altos lugares" (bamot) e em templos urbanos, com estelas de pedra, incenso e sacrifícios de animais.

Em poucas palavras

Baal-Hadad (em ugarítico: Baʿlu Haddu; em fenício e aramaico: Baʿal Hadad) é a proeminente divindade das tempestades celestes, dos relâmpagos vivificantes, das chuvas outonais e da fecundidade agrária na antiga religião cananeia e levantina da Idade do Bronze e do Ferro. Entronizado no píncaro do Monte Saphon (o imponente cume do Jebel Aqra, ao norte da Síria), Baal encarna a energia dinâmica que dissipa a seca mortal do verão e fecunda os olivais, vinhedos e trigais do corredor síro-palestino. Nos célebres tabletes cuneiformes de Ras Shamra redigidos pelo escriba Ilimilku, ele é aclamado como o Poderosíssimo Baal (aliyn bʿl) e o Cavaleiro das Nuvens (rkb ʿrpt), cuja voz ribomba nos horizontes e cujos raios despedaçam a escuridão. O enredo épico do Ciclo de Baal consagra sua dupla consagração régia: primeiro, ele enfrenta e aniquila o monarca tirânico das águas bravias, Yammu (o Mar), empunhando as duas clavas prodigiosas criadas pelo artesão divino Kothar-wa-Khasis; em seguida, com o consentimento do venerável patriarca El, ergue seu palácio de cedro, prata e ouro nas alturas do Saphon. Ao confrontar Motu (a personificação implacável da Morte e da aridez), Baal desce temporariamente à goela do submundo para resguardar o ciclo da vida, sendo pranteado pelos deuses e vingado pela temível deusa guerreira Anat, até ressurgir vitorioso em meio a chuvas milagrosas de óleo e vales fluindo mel para restaurar a ordem na terra.

8 min de leitura · Revisado em 1 de outubro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

O raio, a maça, o touro e as nuvens de tempestade

Família

Irmãos
Baal
Uniões
Pidray (filha da luz e do orvalho estival, coabitante do santuário do monte Saphon)Tallay (filha da chuva pluvial fecunda e do nevoeiro irrigador dos vales)Arsay (filha das várzeas férteis e das nascentes terrestres)
Filhos
O novilho divino gerado na união mística no deserto pantanoso de Dabar (KTU 1.5 V)
Genealogia segundo Série mitológica de Haddu de Ras Shamra (tabletes KTU 1.1–1.6 no departamento oriental do Louvre); relevo do deus com raio AO 15775; inscrições aramaicas de Zincirli; estudos de Mark S. Smith (1994), John Day (2000) e Nicolas Wyatt (2002)

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Escribas da Chancelaria de Ugarit & Smith, Mark S., Textos Mitológicos do Ciclo de Haddu (Placas de argila KTU 1.1–1.6 do Museu do Louvre). tradução: Tradução acadêmica e aparato textual em 'The Ugaritic Baal Cycle', referenciada no repositório Mythos Atlas. ler
  • Museu do Louvre (Département des Antiquités orientales), Stèle du Baal au foudre (Notice d'œuvre AO 15775 / RS 4.427 de Ras Shamra). tradução: Ficha catalográfica oficial e inventário de arqueologia fenícia e ugarítica no portal Collections du Louvre. ler
  • Panamuwa I de Sam'al & Gibson, John C. L., Inscrições Monumentais Aramaicas de Hadad de Sam'al (KAI 214). tradução: Edição e transcrição epigráfica em 'Textbook of Syrian Semitic Inscriptions', documentado na Wikipédia. ler

Estudos

  • Smith, Mark S., The Ugaritic Baal Cycle: Volume I. Introduction with Text, Translation and Commentary of KTU 1.1-1.2. Supplements to Vetus Testamentum, E.J. Brill, 1994. abrir
  • Day, John, Yahweh and the Gods and Goddesses of Canaan. Sheffield Academic Press / Bloomsbury, 2000. abrir
  • Green, Alberto Ravinell Whitney, The Storm-God in the Ancient Near East. Biblical and Judaic Studies, Eisenbrauns, 2003. abrir
  • Equipe de Redação do Portal Enciclopédico Global, Verbete Temático Hadad. Acervo Digital Aberto da Wikimedia Foundation, Registro analítico consultado no ciclo de 2026. abrir

Nome e epítetos

O teônimo composto une dois vocábulos semíticos fundamentais: o substantivo Baʿal (em semítico norte-ocidental significando 'Senhor', 'Mestre', 'Possuidor' ou 'Esposo legítimo') e o nome próprio tempestuoso Hadad (Haddu…

Nas fontes antigas

Poema Épico das Lutas de Baal (KTU 1.1–1.6), aproximadamente 1300 a.C.. Maior épico teológico cananeu conhecido, articulando a vitória de Baal sobre o Mar, seu templo e seu retorno triunfal da Morte.

Os mitos

A Conquista da Realeza Cósmica contra Yammu. Quando o soberano oceânico Yammu (o Mar primordial), estimulado por El, enviou embaixadores arrogantes ao conselho dos deuses exigindo a escravização incondicional de Baal e…

Culto e arqueologia

A prática cultual devotada a Baal-Hadad centralizava-se no célebre Templo de Baal, erguido na parte mais elevada da acrópole de Ugarit, nas vizinhanças imediatas do templo consagrado ao deus Dagon.

Como era representado

A mais monumental manifestação visual de Baal recuperada pela arqueologia é a Estela do Baal com Raio (AO 15775), descoberta em 1932 por Claude Schaeffer na acrópole de Ras Shamra.

O que os estudiosos discutem

Interpretação Sazonal Agrária versus Teologia de Soberania Política. Durante meados do século XX, exegetas influenciados pelo mito do 'deus que morre e ressuscita' (como James George Frazer e Johannes de Moor) interpret…

Depois da Antiguidade

Com a expansão helenística e romana no Mediterrâneo oriental, Baal-Hadad foi identificado pelos gregos a Zeus e pelos romanos a Júpiter Cásio (Jupiter Casius), mantendo um famoso santuário oracular no topo do Monte Cási…

Você sabia?

A célebre expressão hebraica bíblica rōkēḇ ba-ʿărāḇōt ('Aquele que cavalga sobre as nuvens' no Salmo 68:4) é um decalque linguístico e teológico direto do título ugarítico Rākibu ʿarapāti concedido mil anos antes a Baal…

Relíquia do Códice

Maças Yagrush e Aymur. As duas maças mágicas forjadas por Kothar com que Baal venceu o mar caótico e o demônio da morte.

O resto deste pergaminho está selado

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