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Retrato de Hel, divindade nórdica
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Hel

A Senhora de Helheim

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5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 8 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Povos nórdicos e germânicos
Região
Escandinávia e norte da Europa
Período
Era Viking, séc. VIII–XI

Os deuses de Asgard eram cultuados pelos povos nórdicos da Escandinávia e pelos germânicos, sobretudo durante a Era Viking. Guerreiros buscavam morrer em batalha para alcançar o Valhalla de Odin, e os mitos foram preservados nas Eddas da Islândia. O culto declinou com a cristianização da região por volta do ano 1000.

Os nórdicos celebravam blóts, sacrifícios sazonais com banquetes de carne e hidromel, como o Yule do solstício de inverno. O grande templo de Uppsala, na Suécia, reunia a cada nove anos um dos maiores festivais sacrificiais do mundo viking.

Em poucas palavras

Hel é, nas fontes nórdicas medievais, o nome de uma personagem e também de um domínio dos mortos. Em Gylfaginning 34, Snorri a apresenta como filha de Loki e da giganta Angrboda, lançada por Odin em Niflheim com poder sobre nove mundos e a tarefa de repartir moradas entre os que lhe são enviados, que ali são os mortos de doença ou de velhice. Na história de Baldr, ela recebe o mensageiro Hermóðr e fixa a condição de que todas as coisas chorem pelo morto; uma giganta, Þökk, recusa. Outras fontes trazem cenas diferentes: em Baldrs draumar, Odin interroga uma profetisa morta junto à casa de Hel, sem falar com ela; na Ynglinga saga, um verso sobre a morte do rei Dyggvi alude à “donzela de Loki”. Esses textos diferem em gênero e alcance. Não formam uma biografia única e não provam culto organizado nem uma geografia histórica do além. O mesmo nome serve à governante e ao lugar, de modo que cada passagem deve ser lida pelo seu próprio sujeito e episódio.

15 min de leitura · Revisado em 13 de outubro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

Meio rosto cadavérico, o reino gélido e os portões de Helheim

Família

Pais
LokiAngrboda
Irmãos
FenrirJörmungandrSleipnir (meio-irmão)
Hel
Genealogia segundo Edda em Prosa de Snorri Sturluson (Gylfaginning 34 e seções 50–55 de Anderson); Edda Poética (Völuspá, Baldrs draumar); Saga dos Ynglingos (Heimskringla)

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Snorri Sturluson, The Younger Edda (Gylfaginning). tradução: Rasmus B. Anderson, Scott, Foresman and Company, 1901. ler
  • Anônimo (tradição nórdica antiga), The Elder Eddas of Saemund Sigfusson (Völuspá, Vegtamskviða, Lokasenna, Alvíssmál, Helreið Brynhildar, Sólarljóð). tradução: Benjamin Thorpe. ler
  • Snorri Sturluson, Ynglinga saga (Heimskringla), cap. 20. tradução: Texto em nórdico antigo, heimskringla.no. ler
  • Snorri Sturluson, Edda em Prosa (Gylfaginning). tradução: Anthony Faulkes, Everyman, 1987.
  • Anônimo (tradição nórdica antiga), Edda Poética. tradução: Carolyn Larrington, The Poetic Edda, Oxford World's Classics, 2014.

Estudos

  • Hilda Ellis Davidson, The Road to Hel: A Study of the Conception of the Dead in Old Norse Literature. Cambridge University Press, 1943.
  • John Lindow, Norse Mythology: A Guide to the Gods, Heroes, Rituals, and Beliefs. Oxford University Press, 2001.

Nome e epítetos

Hel é o nome da filha de Loki em Gylfaginning 34 e, nas passagens sobre Baldr, também o lugar para onde se cavalga (“o caminho de Hel”).

Nas fontes antigas

Edda em Prosa (Snorri Sturluson), c. 1220 d.C.. Genealogia e domínio de Hel, o salão Éljúðnir, a missão de Hermóðr, a condição das lágrimas, a recusa de Þökk, os critérios sobre quem vai a Hel e a presença dos “amigos d…

Os mitos

Os três filhos de Loki e o destino de Hel. Na seção 34 da tradução de Anderson, Snorri conta que Loki teve três filhos com a giganta Angrboda, de Jötunheim: o lobo Fenrir, a serpente Jormungand e Hel.

Culto e arqueologia

A Ynglinga saga e Gylfaginning descrevem Hel em narrativas, genealogias e poesia, genealogias e poesia, mas não trazem evidência para afirmar um culto histórico organizado em sua honra.

Como era representado

Gylfaginning 34, na tradução de Anderson, descreve Hel como metade azul e metade cor de carne, de aspecto severo e sombrio.

Depois da Antiguidade

Anderson (1901) já nota que a palavra inglesa hell deriva do nome da deusa, o que torna fácil confundir a Hel nórdica com o inferno cristão. A comparação exige cuidado.

Você sabia?

Anderson traduz a lista de nomes do salão de Hel (Fome, Inanição, Obstáculo, Cuidado, Desgraça Reluzente) e anota que Ganglate e Ganglot, os criados, significam ambos “preguiça”.

Relíquia do Códice

Trono de Gelo Negro. Uma relíquia gélida que congela a alma e a prende nas profundezas soturnas.

O resto deste pergaminho está selado

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