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Retrato de Indra, divindade hindu
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Indra

O Rei dos Céus e das Tempestades

Domínio
Trovão, Chuva e Guerra
Alinhamento
Caótico e Neutro
Elemento
Trovão
Relíquias do Poder
Raio Vajra
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O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Povos hindus
Região
Subcontinente indiano
Período
c. 1500 a.C. – presente

As divindades hindus são cultuadas há mais de três mil anos no subcontinente indiano, desde os hinos védicos até o hinduísmo vivo de hoje. Bilhões de fiéis lhes dedicam templos, festivais como Diwali e Holi, e rituais diários no lar. É uma das maiores tradições religiosas ainda praticadas no mundo.

O Diwali ilumina a Índia com lamparinas em honra de Lakshmi, e o Holi celebra a primavera com nuvens de pó colorido. No Kumbh Mela, a maior peregrinação da Terra, dezenas de milhões se banham nos rios sagrados, e a puja diária leva flores, incenso e alimentos aos altares.

Em poucas palavras

Indra (इन्द्र) é o impetuoso rei dos deuses (Deva-raja), senhor supremo do firmamento, do raio, do trovão e das chuvas fecundantes na religião védica e no hinduísmo clássico. No 'Rigveda Samhita', onde figura como o protagonista absoluto em quase um quarto de todos os hinos do cânone (mais de 250 cânticos), ele encarna a força marcial sobre-humana e o heroísmo cósmico dos arianos da Idade do Bronze. Consumindo tonéis prodigiosos do néctar sagrado Soma para inflamar seu frenesi guerreiro, Indra empunha o raio diamantino Vajra, forjado pelo artífice Tvashtr a partir dos ossos incorruptíveis do sábio Dadhichi. No mito cosmogônico primordial narrado no 'Rigveda' (1.32), ele despedaça o dragão titânico da seca Vritra, que represava as águas cósmicas nas entranhas da montanha, fendendo seus membros colossais e libertando as sete correntes fluviais para fecundar a terra e restabelecer o curso da vida. Montado sobre o elefante branco quadricórneo Airavata e habitando a cidadela paradisíaca de Amaravati no topo do monte Meru, a soberania de Indra é marcada pela tensão perpétua contra as forças asúricas e pela vigilância sobre seu trono celestial: no 'Bhagavata Purana' (10.24–25), seu orgulho desmedido ao castigar os pastores de Vrindavan com temporais torrenciais é refreado pelo jovem Krishna, que ergue a colina Govardhana com o dedo mindinho para abrigar seu povo. Na difusão budista pela Ásia, Indra foi aclimatado como Sakra (em japonês Taishakuten), o piedoso guardião do Dharma que reside no Paraíso dos Trinta e Três Trāyastrimsha.

13 min de leitura · Revisado em 30 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

Raio Vajra, o elefante branco Airavata, o arco-íris e as nuvens de chuva

Família

Pais
Dyaus Pita (o Pai Celestial) e Prithvi Mata (a Mãe Terra); em tradições purânicas e astronômicas posteriores, classificado como filho de Kashyapa Prajapati e Aditi
Irmãos
Agni (seu irmão gêmeo do fogo terrestre) e Surya (a luz do sol cósmico), integrando a tríade védica original, além dos demais Adityas
Indra
Uniões
Shachi (Indrani), deusa do poder irresistível, da dignidade régia e da sensualidade triunfante
Filhos
Jayanta (o príncipe celestial vitorioso), Midhusha, e o herói mítico Arjuna (concebido espiritualmente com a rainha Kunti no Mahabharata)
Genealogia segundo Rigveda 1.32, 2.12, 4.18; Shatapatha Brahmana 1.6.3, 12.7.3; Mahabharata 1.18, 3.273; Bhagavata Purana 10.24-25

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Vários rishis védicos, Rigveda Samhitā (ऋग्वेद संहिता - Hinos 1.32, 2.12 e 4.18). tradução: Stephanie W. Jamison e Joel P. Brereton (Oxford University Press, 2014) / Ralph T. H. Griffith (1896). ler
  • Yajnavalkya e a tradição Vajasaneyi, Śatapatha Brāhmaṇa (शतपथ ब्राह्मण - Livros 1 e 12). tradução: Julius Eggeling, Sacred Books of the East (vols. 12 e 44, 1882–1900). ler
  • Krishna Dvaipayana Vyasa, Mahābhārata (महाभारत - Adi Parva e Vana Parva). tradução: Kisari Mohan Ganguli (1883–1896) / J. A. B. van Buitenen (1973). ler
  • Atribuído a Vyasa, Bhāgavata Purāṇa (भागवत पुराण - Canto 10). tradução: A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada (1970) / G. V. Tagare (Motilal Banarsidass, 1976). ler
  • Chancelarias de Suppiluliuma I e Shattiwaza, Tratado de Paz de Mitanni (Boghazköi KBo 1.1). tradução: Hugo Winckler (1907) / Paul Thieme, Mitra and Aryaman (1957). ler

Estudos

  • Arthur Anthony Macdonell, Vedic Mythology. Karl J. Trübner, 1897. abrir
  • Georges Dumézil, The Destiny of the Warrior / Heur et malheur du guerrier. University of Chicago Press / Gallimard, 1969. abrir
  • Stephanie W. Jamison and Joel P. Brereton, The Rigveda: The Earliest Religious Poetry of India. Oxford University Press, 2014. abrir
  • Jan Gonda, The Dual Deities in the Religion of the Veda. North-Holland Publishing Company, 1974. abrir
  • Heinrich Zimmer, Myths and Symbols in Indian Art and Civilization. Princeton University Press, 1946. abrir

Nome e epítetos

O teônimo sânscrito Indra (इन्द्र) possui uma etimologia arcaica que gerou vigorosos debates filológicos entre os indologistas.

Nas fontes antigas

Rigveda Samhitā (ऋग्वेद संहिता), ca. 1500–1200 a.C.. A composição canônica primordial contendo quase 250 hinos dedicados exclusivamente a Indra, narrando o combate contra Vritra, a embriaguez de Soma e o hino de Gritsam…

Os mitos

O Duelo Cósmico contra Vritra e a Libertação das Sete Águas. Conforme entoado no hino imortal do 'Rigveda' (Mandala 1, hino 32), a serpente titânica primordial Vritra ('O Bloqueador'), gerada pelo artífice Tvashtr em fú…

Culto e arqueologia

O culto a Indra constituiu o alicerce absoluto de toda a sociedade sacerdotal e guerreira do período védico arcaico.

Como era representado

A iconografia tradicional de Indra é regulada por tratados clássicos de artes visuais como o 'Vishnudharmottara Purana' (Livro 3, capítulo 50) e o 'Agni Purana'.

O que os estudiosos discutem

A Segunda Função de Georges Dumézil e o Protótipo do Guerreiro Indo-Europeu. O célebre comparativista Georges Dumézil, em suas obras fundacionais 'Heur et malheur du guerrier' (1969) e 'Mythe et Épopée', identificou Ind…

Depois da Antiguidade

Indra permanece como um dos nomes e arquétipos mais reconhecíveis da civilização indiana no cenário contemporâneo.

Você sabia?

Mais de 250 hinos de todo o 'Rigveda Samhita' — quase um quarto de todo o texto sagrado mais antigo da Índia — são dedicados com exclusividade aos louvores e façanhas marciais de Indra.

Relíquia do Códice

Raio Vajra. Uma arma-relâmpago indestrutível forjada dos ossos de um sábio, capaz de partir montanhas.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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