Pular para o conteúdo
CodexMythologia
Voltar ao Códice
Retrato de Saraswati, divindade hindu
Hindus
Toque ou arraste
Hindus

Saraswati

A Deusa do Saber e das Artes

Domínio
Conhecimento, Música e Eloquência
Alinhamento
Leal e Bom
Elemento
Ar
Relíquias do Poder
Vina Celestial
Falar com Saraswati

O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Povos hindus
Região
Subcontinente indiano
Período
c. 1500 a.C. – presente

As divindades hindus são cultuadas há mais de três mil anos no subcontinente indiano, desde os hinos védicos até o hinduísmo vivo de hoje. Bilhões de fiéis lhes dedicam templos, festivais como Diwali e Holi, e rituais diários no lar. É uma das maiores tradições religiosas ainda praticadas no mundo.

O Diwali ilumina a Índia com lamparinas em honra de Lakshmi, e o Holi celebra a primavera com nuvens de pó colorido. No Kumbh Mela, a maior peregrinação da Terra, dezenas de milhões se banham nos rios sagrados, e a puja diária leva flores, incenso e alimentos aos altares.

Em poucas palavras

Saraswati (Sarasvatī) é a divindade hindu do conhecimento, da erudição, da música, das artes liberais, da palavra articulada (vāk) e do discernimento filosófico. Integrante da tríade feminina Tridevi ao lado de Lakshmi e Parvati, personifica o poder iluminador e consciente sem o qual a criação demiúrgica de Brahma não adquire forma ou intelecto. Em suas origens nos hinos mais arcaicos do Rigveda, foi celebrada como a soberana do grandioso rio Saraswati, que vertia dos glaciares do Himalaia através do noroeste da Índia em direção ao mar. Ao longo de suas margens arborizadas, os antigos sábios rishis ergueram altares sacrificiais e cantaram os Vedas originais. Quando as transformações geológicas e o ressecamento gradual do curso fluvial provocaram seu desaparecimento físico no final do segundo milênio a.C., sua identidade transpôs-se para o plano metafísico como a corrente incorpórea da eloquência, da literatura e da memória sagrada, sendo identificada no Shatapatha Brahmana com a deusa Vāk ('A Fala Cósmica'). O festival de Vasant Panchami celebra sua sabedoria em escolas e lares de todo o subcontinente.

7 min de leitura · Revisado em 28 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

Vina, livro dos Vedas, o cisne, o lótus branco e o pavão

Família

Saraswati
Uniões
Genealogia segundo Rigveda 6.61 e 7.95; Shatapatha Brahmana 3.9.1; Matsya Purana 3.30-38; Devi Bhagavata Purana 9.1-5

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Bharadvaja (atribuído) / Arthur Anthony Macdonell (trans.), Rigveda Samhita (Mandala 6, Hino 61: Sarasvatī Sūkta). tradução: Arthur Anthony Macdonell, A Vedic Reader for Students, Oxford University Press, 1917. ler
  • Yajnavalkya (atribuído) / Julius Eggeling (trans.), Shatapatha Brahmana (Livro 3, Capítulo 9, Seção 1: Vāk e Saraswati). tradução: Julius Eggeling, Sacred Books of the East, Vol. 26, Clarendon Press, Oxford, 1885. ler
  • Vyasa (atribuído) / S. Radhakrishnan (ed.), The Matsya Puranam (Capítulos 3 e 4: A Emanação Mental de Saraswati). tradução: Sacred Books of the Aryans, Sudhindra Nath Vasu, Allahabad, 1916.
  • Vyasa (atribuído) / Swami Vijnanananda (trans.), The Srimad Devi Bhagavatam (Livro 9, Capítulos 1 a 5: Hinos e Culto a Saraswati). tradução: Sacred Books of the Hindus, Sudhindra Nath Vasu, Allahabad, 1921. ler

Estudos

  • David R. Kinsley, Hindu Goddesses: Visions of the Divine Feminine in the Hindu Religious Tradition. University of California Press, Berkeley, 1988. abrir
  • Arthur Anthony Macdonell, Vedic Mythology (Section 34: Sarasvati and River Deities). Karl J. Trübner, Strassburg, 1897. abrir
  • Heinrich Zimmer, Myths and Symbols in Indian Art and Civilization (Edited by Joseph Campbell). Princeton University Press, Princeton, 1946. abrir
  • Alain Daniélou, The Myths and Gods of India: The Classic Work on Hindu Polytheism. Inner Traditions International, Rochester, 1991. abrir

Nome e epítetos

O teônimo Sarasvatī (सरस्वती) é um vocábulo feminino derivado do substantivo neutro saras (सरस्, da raiz verbal sṛ, que significa fluir, deslizar suavemente ou mover-se de modo contínuo), designando um lago de águas pur…

Nas fontes antigas

Rigveda Samhita (ऋग्वेद), C. 1500–1200 a.C.. Canto hímnico arcaico atribuído ao sábio Bharadvaja louvando a impetuosa correnteza de Saraswati que quebra os picos rochosos e nutre as comunidades védicas com cereais e sab…

Os mitos

O Rio Védico Caudaloso e o Despertar da Visão dos Rishis. No Rigveda (especialmente em 6.61), Saraswati é invocada como uma torrente hídrica colossal, veloz e inabalável que desce retumbando das faldas do Himalaia.

Culto e arqueologia

O culto a Saraswati transcende as distinções sectárias do hinduísmo, sendo celebrado com reverência ecumênica por mestres, estudantes, escribas, músicos e cientistas em toda a Índia e além.

Como era representado

A arte e os tratados de escultura Shilpa Shastras estabelecem para Saraswati uma iconografia estritamente pura e anicônica quanto a paixões mundanas.

O que os estudiosos discutem

. O debate contemporâneo mais relevante em torno de Saraswati envolve a identificação arqueológica e geológica do antigo rio Saraswati mencionado no Rigveda. Estudos interdisciplinares liderados por arqueólogos como B.

Depois da Antiguidade

A difusão de Saraswati estendeu-se amplamente por toda a Ásia oriental através do budismo Mahayana e do esoterismo tântrico.

Você sabia?

No Japão tradicional, a deusa Saraswati transformou-se em Benzaiten, sendo cultuada como padroeira das águas e das artes musicais em templos lacustres onde seu instrumento característico é o alaúde tradicional biwa.

Relíquia do Códice

Vina Celestial. Um alaúde divino cuja melodia desperta a inteligência, a música e a fluência da palavra.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

Ver o Codex PROBaixar na Google Play

Do mesmo panteão

Ver panteão