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Retrato de Vishnu Supremo, divindade hindu
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Vishnu Supremo

O Sustentáculo de Todos os Mundos

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5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Povos hindus
Região
Subcontinente indiano
Período
c. 1500 a.C. – presente

As divindades hindus são cultuadas há mais de três mil anos no subcontinente indiano, desde os hinos védicos até o hinduísmo vivo de hoje. Bilhões de fiéis lhes dedicam templos, festivais como Diwali e Holi, e rituais diários no lar. É uma das maiores tradições religiosas ainda praticadas no mundo.

O Diwali ilumina a Índia com lamparinas em honra de Lakshmi, e o Holi celebra a primavera com nuvens de pó colorido. No Kumbh Mela, a maior peregrinação da Terra, dezenas de milhões se banham nos rios sagrados, e a puja diária leva flores, incenso e alimentos aos altares.

Em poucas palavras

Vishnu (Viṣṇu, também venerado como Narayana ou Hari) é a suprema divindade da preservação cósmica, da harmonia universal e da ordem ética (dharma) no hinduísmo, constituindo o princípio conservador da tríade Trimurti ao lado de Brahma (o criador) e Shiva (o transformador/destruidor). No vaishnavismo, é adorado como o Ser Supremo absoluto (Parabrahman ou Bhagavan), simultaneamente transcendente ao universo e imanente em todas as formas de vida. Entre os ciclos cósmicos de emanação e dissolução (pralaya), Vishnu reclina-se em êxtase meditativo (yoga nidra) sobre as espirais da serpente infinita Shesha (Ananta) flutuando sobre as águas do oceano causal (Kshirasagara), gerando a partir de seu umbigo o lótus dourado que dá origem ao demiurgo Brahma. Nos hinos védicos mais arcaicos (Rigveda 1.154), é louvado pelo feito de medir o universo em três passos cósmicos (Trivikrama), abrindo espaço vital para deuses e mortais. Para proteger a terra e restaurar o equilíbrio moral sempre que o mal ameaça suplantar o dharma, manifesta-se através da doutrina dos Avatares (descidas divinas), cujo cânone clássico culmina na lista dos dez avatares primordiais (Dashavatara), incluindo Rama e Krishna.

8 min de leitura · Revisado em 28 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

Búzio, disco Sudarshana, maça, lótus e a serpente Shesha

Família

Pais
Kashyapa (em teogonias purânicas e avatares)Aditi
Vishnu Supremo
Uniões
Genealogia segundo Rigveda 1.154 e 7.99; Mahabharata (Shanti Parva 341 e Anushasana Parva 149); Vishnu Purana 1.2-4; Bhagavata Purana 1.3.1-28

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Veda Vyasa (comp.) / Arthur Anthony Macdonell (trans.), Rigveda Samhita (Mandala 1, Hino 154: Viṣṇu Sūkta). tradução: Arthur Anthony Macdonell, A Vedic Reader for Students, Oxford University Press, 1917. ler
  • Veda Vyasa (atribuído) / Kisari Mohan Ganguli (trans.), The Mahabharata of Krishna-Dwaipayana Vyasa (Shanti Parva 341 e Anushasana Parva 149). tradução: Kisari Mohan Ganguli, Bharata Press, Calcutta, 1896. ler
  • Parashara (atribuído) / H. H. Wilson (trans.), The Vishnu Purana: A System of Hindu Mythology and Tradition. tradução: Horace Hayman Wilson, John Murray, London, 1840. ler
  • Vyasa (atribuído) / Ganesh Vasudeo Tagare (trans.), The Bhagavata Purana (Livro 1, Capítulos 2 e 3: Os Avatares de Vishnu). tradução: Ancient Indian Tradition & Mythology, Motilal Banarsidass, Delhi, 1976. ler

Estudos

  • Sir Ramkrishna Gopal Bhandarkar, Vaisnavism, Saivism and Minor Religious Systems. Karl J. Trübner, Strassburg, 1913. abrir
  • Heinrich Zimmer, Myths and Symbols in Indian Art and Civilization (Edited by Joseph Campbell). Princeton University Press, Princeton, 1946. abrir
  • Arthur Anthony Macdonell, Vedic Mythology (Section 17: Vishnu). Karl J. Trübner, Strassburg, 1897. abrir
  • Alain Daniélou, The Myths and Gods of India: The Classic Work on Hindu Polytheism. Inner Traditions International, Rochester, 1991. abrir

Nome e epítetos

O teônimo Viṣṇu (विष्णु) provém da raiz verbal sânscrita viṣ (विष्), que significa permear, penetrar, abranger ou estender-se por toda a criação.

Nas fontes antigas

Rigveda Samhita (ऋग्वेद), C. 1500–1200 a.C.. Canto litúrgico fundamental celebrando os três passos cósmicos de Vishnu que estabeleceram os limites da terra, da atmosfera e do empíreo supremo habitado pelos deuses.

Os mitos

O Sono Cósmico Yoga Nidra sobre as Espirais de Sheshanaga. Na cosmologia descrita no Vishnu Purana e no Bhagavata Purana, o universo material manifestado passa periodicamente por ciclos de dissolução universal (mahapral…

Culto e arqueologia

O culto a Vishnu é um dos pilares mais monumentais e sofisticados da história religiosa da Índia, articulado institucionalmente em torno de rituais canônicos normatizados pelas tradições litúrgicas do Pancharatra e do V…

Como era representado

A iconografia purânica clássica de Vishnu, normatizada nos Shilpa Shastras e espalhada por milênios de escultura em pedra e bronze, retrata-o como uma divindade régia de quatro braços (Chaturbhuja), dotada de feições se…

O que os estudiosos discutem

. No campo da história das religiões comparadas e da filologia indo-ariana, o debate central diz respeito ao processo histórico de transformação de Vishnu: de uma figura secundária ligada à energia solar e aliada de Ind…

Depois da Antiguidade

A influência cultural e filosófica de Vishnu estendeu-se imensamente além das fronteiras do subcontinente indiano.

Você sabia?

Angkor Wat, no Camboja, o maior complexo religioso em alvenaria já construído pela humanidade, foi originalmente edificado no século XII pelo imperador khmer Suryavarman II como templo régio consagrado a Vishnu, apresen…

Relíquia do Códice

Búzio Panchajanya. Um búzio sagrado cujo som primordial representa o 'Om', a vibração que sustenta a criação.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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