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Retrato de Khonsu, divindade egípcia
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Khonsu

O Viajante da Lua

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O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Egípcios antigos
Região
Vale do Nilo, Egito
Período
c. 3100 a.C. – 400 d.C.

Os deuses egípcios foram cultuados por mais de três milênios às margens do Nilo, com templos monumentais em Karnak, Luxor e Heliópolis. Os faraós eram tidos como divinos, e a vida girava em torno da ordem cósmica (Maat) e da preparação para a vida após a morte. O culto perdurou até a ascensão do cristianismo no Egito romano.

No festival de Opet, a barca sagrada de Amon navegava de Karnak a Luxor entre multidões em festa. Nos templos, sacerdotes despertavam, vestiam e alimentavam a estátua do deus todos os dias, e a Bela Festa do Vale levava as divindades a visitar a margem dos mortos.

Em poucas palavras

Khonsu (Khensu, em grafias antigas) é o deus lunar de Tebas e o terceiro membro da tríade tebana: filho de Amon-Rá e de Mut, segundo Budge. Seu nome está ligado ao verbo egípcio para viajar, e a tradição o mostra como mensageiro, viajante do céu noturno e dono de poder sobre espíritos que adoecem as pessoas. As fontes mais antigas o colocam no Hino Canibal dos Textos das Pirâmides, onde degola deuses para o rei Unas. O relato mais longo é a Estela de Bentresh (Louvre C 284), gravada séculos depois do tempo de Ramsés II que ela descreve: uma imagem de Khonsu viaja a uma terra distante, cura uma princesa e volta a Tebas. Os grafites do teto de seu templo em Karnak acrescentam a devoção do pessoal do próprio santuário.

11 min de leitura · Revisado em 14 de outubro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

Disco e crescente lunar, o cajado, o flagelo e a mecha lateral da juventude

Família

Khonsu
Genealogia segundo Budge, The Gods of the Egyptians II, p. 33 (filho de Amon-Rá e Mut); I, pp. 447-448

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Anônimo, Estela de Bentresh (Bakhtan), Louvre C 284. tradução: J. H. Breasted, Ancient Records of Egypt III, §§ 429-447; notas de M. Lichtheim, Ancient Egyptian Literature III. ler
  • Anônimo, Estela de Bakhtan, ficha do objeto C 284. ler
  • Anônimo, Textos das Pirâmides, Hino Canibal (Unas, linha 510), em tradução interlinear de Budge. tradução: E. A. Wallis Budge, The Gods of the Egyptians I, pp. 48-49, 88. ler
  • Anônimo, Disputa de um homem com seu ba (papiro de Berlim). tradução: Adolf Erman, The Literature of the Ancient Egyptians, pp. 86-87. ler

Estudos

  • E. A. Wallis Budge, The Gods of the Egyptians, vol. 2 (capítulo sobre Khensu, pp. 33-38). 1904. abrir
  • Helen Jacquet-Gordon, The Graffiti on the Khonsu Temple Roof at Karnak: A Manifestation of Personal Piety (Temple of Khonsu, vol. 3). Oriental Institute, University of Chicago, 2003. abrir

Nome e epítetos

O nome aparece nas edições de Budge como Khensu e hoje costuma ser grafado Khonsu (em transliteração, ḫnsw). Budge, resumindo Brugsch, liga o nome à raiz tchens, 'viajar, mover-se, correr', e menciona a tradução de Lanz…

Nas fontes antigas

Textos das Pirâmides, Hino Canibal (pirâmide de Unas), Antigo Império, V dinastia (cerca de 2350 a.C., datação convencional).

Os mitos

Khonsu no Hino Canibal de Unas. No hino dos Textos das Pirâmides, o rei morto Unas caça e devora os deuses para absorver seus poderes.

Culto e arqueologia

O núcleo do culto era Tebas. Budge, seguindo Brugsch, escreve que Ramsés III construiu a 'Casa de Khonsu em Tebas', o grande templo que no recinto de Karnak ainda é chamado de Templo de Khonsu, e que o edifício parece t…

Como era representado

O Louvre descreve a Estela de Bentresh, em arenito, com 227 cm de altura, em relevo afundado: o rei de pé, com coroa azul e pano curto, oferece incenso; à esquerda, uma barca divina com cabeça de falcão e disco lunar, l…

O que os estudiosos discutem

Que Khonsu é o do Hino Canibal. Budge identifica o 'degolador' do verso 510 com o futuro deus lunar de Tebas e supõe que sua origem seja anterior à era dinástica.

Depois da Antiguidade

A fama de Khonsu como deus que cura vem, em grande parte, de uma só fonte, a Estela de Bentresh, e o que ela mostra é a fama de uma imagem tebana: um deus cuja estátua viaja, age em terra estrangeira, é cobiçada por um…

Você sabia?

Na estela, o espírito expulso não foge: reconhece o deus como senhor, declara-se seu servo e exige uma festa em sua honra antes de partir. O deus faz um aceno ao sacerdote para que o chefe de Bakhtan a ofereça.

Relíquia do Códice

Disco Lunar Crescente. Um disco lunar que mede o tempo, guia os viajantes noturnos e expulsa os maus espíritos.

O resto deste pergaminho está selado

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