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Resheph
Cananeus

Resheph

O Senhor da Peste

Domínio
Peste, Guerra e Cura
Alinhamento
Neutro
Elemento
Fogo
Relíquias do Poder
Arco das Flechas Ardentes
Falar com Resheph

O Povo

Povo
Cananeus e fenícios
Região
Levante (Síria, Líbano, Israel)
Período
c. 3000 – 300 a.C.

Os deuses cananeus eram cultuados pelos povos do Levante, incluindo os fenícios, grandes navegadores e comerciantes do Mediterrâneo. Presididos por El e pelo deus da tempestade Baal, eram honrados em cidades como Ugarit, Tiro e Cartago. Seus mitos, redescobertos em tábuas de Ugarit, dialogam de perto com as tradições bíblicas.

O culto seguia o ciclo agrícola de Baal, com festas de outono pedindo as chuvas e lamentos por sua descida ao mundo dos mortos. Os fiéis adoravam nos "altos lugares" (bamot) e em templos urbanos, com estelas de pedra, incenso e sacrifícios de animais.

Os Pergaminhos Sagrados

Resheph é o deus cananeu da peste, da guerra e, paradoxalmente, da cura, senhor das doenças que assolam os exércitos e os povos. Suas flechas espalham a febre e a morte, mas, aplacado, ele também pode afastar a epidemia que provoca. Temido como portador da praga, era invocado tanto para causar quanto para conjurar o mal. Como O Senhor da Peste, esta divindade ocupa uma posição de prestígio supremo no panteão dos cananeus. Seus domínios sobre Peste, Guerra e Cura refletem a ordem cósmica ancestral mantida através dos milênios. Na iconografia clássica, é retratada com uma aura de majestade inabalável e atributos sagrados que inspiravam reverência tanto a imperadores quanto a camponeses. Sua influência estendia-se além das fronteiras terrenas, governando os destinos e a harmonia entre o visível e o invisível. Para os antigos devotos, contemplar sua essência era compreender as próprias forças fundamentais da natureza e da existência humana.

Símbolos Sagrados

O arco e as flechas, a gazela, o raio e a tocha

Linhagem Divina

Deus da peste e da guerra; identificado pelos egípcios com seu próprio culto e por gregos com Apolo.

O Mito Lendário

Resheph era visto como o arqueiro divino cujas flechas traziam a epidemia que dizimava cidades e tropas. Reis e guerreiros o invocavam antes da batalha, pedindo que lançasse a peste sobre o inimigo em vez de sobre eles.

Lendas & Feitos

Uma célebre lenda secundária preservada nas tradições orais dos cananeus narra a jornada em que Resheph interveio diretamente na vida dos mortais.

Culto & Adoração

Historicamente, o culto a Resheph ocupava um lugar central no calendário religioso e arquitetônico da antiguidade.

Relíquias do Poder

O arco com que dispara a peste e a febre, mas que também pode proteger quem o venera.

Você Sabia?

A dupla face de Resheph — o mesmo deus que envia e cura a peste — é um padrão comum no Oriente Próximo antigo, repetido em Apolo e em outras divindades arqueiras.

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