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Retrato de Rhiannon, divindade celta
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Rhiannon

A Dama do Cavalo Branco

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5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Povos celtas
Região
Irlanda, Britânia e Gália
Período
c. 500 a.C. – 500 d.C.

Os deuses celtas eram cultuados pelos povos da Irlanda, da Britânia e da Gália, com o auxílio dos druidas, sua casta sacerdotal. Veneravam-nos em bosques sagrados, fontes e poços, sem grandes templos de pedra. Muitos de seus mitos sobreviveram nas sagas irlandesas e galesas, registradas por monges medievais.

A roda do ano celta girava em quatro grandes festas de fogo: Samhain, origem do Halloween, abria o inverno e o contato com os mortos; Imbolc, Beltane e Lughnasadh marcavam a primavera, o verão e a colheita. Os druidas conduziam os ritos em bosques sagrados chamados nemeton.

Em poucas palavras

Rhiannon é a mais ilustre heroína mítica e deusa soberana da tradição literária galesa medieval, constituindo a figura central de dois dos Quatro Ramos do Mabinogi (Pedeir Keinc y Mabinogi): o Primeiro Ramo, Pwyll Pendefig Dyfed, e o Terceiro Ramo, Manawydan fab Llŷr. Reconhecida consensualmente pela filologia e pelos estudos célticos como a descendente literária da deusa soberana protocelta *Rīgantonā ('A Grande Rainha Divina'), Rhiannon é indissociável da mística equina e das manifestações sobrenaturais do Outro Mundo (Annwn). Na sua célebre primeira aparição, ela surge cavalgando uma égua branca resplandecente nas imediações da colina sagrada de Gorsedd Arberth; seu corcel avança em passo calmo e cadenciado, mas nenhum cavaleiro mortal consegue diminuir a distância ao galope mais furioso, até que o príncipe Pwyll a interpela cordialmente pelo nome. Casando-se com Pwyll, Rhiannon torna-se vítima de uma infame calúnia após o nascimento de seu herdeiro: na noite do parto, o bebê desaparece misteriosamente e suas aias, aterrorizadas com a punição real, mancham a rainha adormecida com sangue de cachorros sacrificados e acusam-na de canibalismo infanticida. Com paciente altivez e recusando-se a mentir ou a travar guerra civil contra os cortesãos, Rhiannon submete-se a sete anos de penitência pública junto aos portões de Narberth, sentando-se junto ao bloco de montaria para oferecer-se como montaria viva às costas aos visitantes que chegam à corte, até que o nobre Teyrnon resgata seu filho (que havia sido roubado por uma garra monstruosa no nascimento de um potro) e restaura sua honra perante o reino sob o nome de Pryderi. No Terceiro Ramo, após Dyfed ser desolada por um encantamento que faz desaparecer homens e gados, Rhiannon e Pryderi são aprisionados em um castelo sobrenatural ao tocarem numa bacia dourada suspensa no ar; em cativeiro, ela é forçada a carregar no pescoço as cangas pesadas dos burros de carga, até ser libertada pelas artimanhas de seu segundo marido, Manawydan fab Llŷr. A deusa é acompanhada pelos três mágicos Pássaros de Rhiannon (Adar Rhiannon), cujos cantos sobrenaturais despertam os mortos e adormecem os vivos.

9 min de leitura · Revisado em 29 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

O cavalo branco, os pássaros cantores, a soberania e o manto

Família

Pais
Hefeydd Hen (Hefeydd o Velho, rei do Outro Mundo)
Rhiannon
Uniões
Pwyll Pendefig Dyfed (Príncipe de Dyfed, primeiro esposo)Manawydan fab Llŷr (segundo esposo, soberano mágico do mar)
Filhos
Pryderi fab Pwyll (originalmente Gwri Wallt Euryn, soberano de Dyfed)
Genealogia segundo Pedeir Keinc y Mabinogi (Primeiro e Terceiro Ramos); Trioedd Ynys Prydein (Tríades Galesas)

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Lady Charlotte Guest (trad.), The Mabinogion: Pwyll Prince of Dyfed and Manawyddan the Son of Llyr. tradução: Bernard Quaritch, Londres, 1877. ler
  • John Rhys e J. Gwenogvryn Evans (eds.), The Text of the Mabinogion and Other Welsh Tales from the Red Book of Hergest. tradução: Oxford, 1887. ler
  • Rachel Bromwich (ed. e trad.), Trioedd Ynys Prydein: The Triads of the Island of Britain. tradução: University of Wales Press, Cardiff, 1961.
  • Lady Charlotte Guest (trad.), The Mabinogion (Complete Collection at Internet Archive). tradução: Dent, Londres, 1906. ler

Estudos

  • Patrick K. Ford, The Mabinogi and Other Medieval Welsh Tales. University of California Press, Berkeley, 1977. abrir
  • Miranda Aldhouse-Green, Celtic Goddesses: Warriors, Virgins and Mothers (Capítulo sobre Deusas Britônicas e Rhiannon). British Museum Press, Londres, 1995. abrir
  • Proinsias Mac Cana, The Mabinogi. University of Wales Press, Cardiff, 1977.
  • John Arnott MacCulloch, The Religion of the Ancient Celts (Capítulo VII: Os Deuses dos Britões). T. & T. Clark, Edimburgo, 1911. abrir

Nome e epítetos

O teônimo galês Rhiannon procede linguisticamente do composto protocelta reconstituído *Rīgantonā, formado pela junção do substantivo *rīganī ('rainha', correlato exato do latim regina e do irlandês antigo rígain) com o…

Nas fontes antigas

Llyfr Gwyn Rhydderch (O Livro Branco de Rhydderch), Século XIV d.C. (c. 1325 d.C.).. Preserva a narrativa canônica em galês médio do encontro de Pwyll com Rhiannon em Gorsedd Arberth e sua penitência na corte.

Os mitos

A Aparição Prodigiosa em Gorsedd Arberth e o Enlace com Pwyll. No relato de abertura do Primeiro Ramo do Mabinogi, Pwyll, príncipe soberano de Dyfed, sentou-se sobre a colina encantada de Gorsedd Arberth, outeiro associ…

Culto e arqueologia

Como figura mitológica preservada na literatura galesa pós-cristã, Rhiannon não dispôs de santuários eclesiásticos formais na Idade Média, mas o substrato arqueológico e folclórico atesta sua raiz direta no culto britôn…

Como era representado

Na iconografia tradicional galesa e na arte do Renascimento Céltico, Rhiannon é retratada como uma rainha nobre de estatura esbelta e porte soberano, envergando túnicas de seda dourada luminosa com mantos verdes guarnec…

O que os estudiosos discutem

A Identidade entre Rhiannon e a Deusa Proto-Céltica Rigantona. Linguistas e historiadores das religiões (como Patrick K.

Depois da Antiguidade

Rhiannon é amplamente celebrada como o símbolo supremo da resiliência, da integridade feminina e da herança mitológica do País de Gales.

Você sabia?

Os Três Pássaros de Rhiannon (Adar Rhiannon) possuíam o dom sobrenatural de parecerem cantar bem perto do ouvinte mesmo estando a léguas de distância, adormecendo os vivos por décadas e acordando os mortos do sepulcro.

Relíquia do Códice

Pássaros Encantados. Aves mágicas cujo canto acalma os vivos, desperta os mortos e suspende o próprio tempo.

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