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Retrato de Kamadeva, divindade hindu
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Kamadeva

O Deus do Amor

Domínio
Amor, Desejo e Beleza
Alinhamento
Caótico e Bom
Elemento
Luz
Relíquias do Poder
Arco de Cana-de-Açúcar
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O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Povos hindus
Região
Subcontinente indiano
Período
c. 1500 a.C. – presente

As divindades hindus são cultuadas há mais de três mil anos no subcontinente indiano, desde os hinos védicos até o hinduísmo vivo de hoje. Bilhões de fiéis lhes dedicam templos, festivais como Diwali e Holi, e rituais diários no lar. É uma das maiores tradições religiosas ainda praticadas no mundo.

O Diwali ilumina a Índia com lamparinas em honra de Lakshmi, e o Holi celebra a primavera com nuvens de pó colorido. No Kumbh Mela, a maior peregrinação da Terra, dezenas de milhões se banham nos rios sagrados, e a puja diária leva flores, incenso e alimentos aos altares.

Em poucas palavras

Kamadeva é a divindade hindu do desejo erótico, da atração sensorial e da vitalidade afetiva. Mencionando-se primordialmente no Rigveda como a semente cosmogônica inaugural da mente cósmica, sua figura evoluiu nas epopeias e nos Puranas como o arqueiro divino alado empunhando um arco de cana-de-açúcar com corda de abelhas zumbidoras e cinco flechas de brotos florais. Protagonista do clássico episódio dramático narrado por Kalidasa no Kumarasambhava, foi reduzido a cinzas pelo fogo fulgurante do terceiro olho do asceta Shiva ao tentar induzir sua paixão por Parvati, ressurgindo posteriormente sob a natureza incorpórea e ubíqua de Ananga.

6 min de leitura · Revisado em 28 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

O arco de flores, o papagaio, a corda de abelhas e a flor

Família

Pais
Brahma (nascido da mente, manasaputra)Dharma (segundo a tradição épica)
Kamadeva
Uniões
Rati
Filhos
Pradyumna
Genealogia segundo Rigveda 10.129.4; Atharvaveda 9.2; Mahabharata, Adi Parva 1.60.31; Kumarasambhava de Kalidasa 3-5; Matsya Purana 3-4; Shiva Purana, Rudra Samhita 2.18-19

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Anônimo, Rigveda Samhita (Mandala X, Sukta 129). tradução: Ralph T. H. Griffith, The Hymns of the Rigveda, E. J. Lazarus and Co., Benares, 1896. ler
  • Anônimo, Atharva-Veda Samhita (Livro IX, Hino 2: Hino a Kama). tradução: Maurice Bloomfield, Hymns of the Atharva-Veda (SBE 42), Clarendon Press, Oxford, 1897. ler
  • Kalidasa, Kumarasambhava (Cantos III a V). tradução: Moreshwar Ramchandra Kale, The Kumarasambhava of Kalidasa, Standard Book Agency, Bombay, 1923. ler
  • Vyasa (atribuído), Matsya Purana (Capítulos III e IV). tradução: Srisa Chandra Vasu, The Sacred Books of the Hindus (Vol. 17), Panini Office, Bhuvaneshwari Asrama, Allahabad, 1916.

Estudos

  • Lee Siegel, Sacred and Profane Dimensions of Love in Indian Traditions. Oxford University Press, Delhi, 1978.
  • David Kinsley, Hindu Goddesses: Visions of the Divine Feminine in the Hindu Religious Tradition. University of California Press, Berkeley, 1988.
  • Wendy Doniger O'Flaherty, Asceticism and Eroticism in the Mythology of Śiva. Oxford University Press, London, 1973.
  • Devdutt Pattanaik, The Book of Ram. Penguin Books India, New Delhi, 2009. abrir

Nome e epítetos

O vocábulo sânscrito Kāmadeva combina kāma (desejo, anseio de união, volição afetiva ou atração sensorial) e deva (divindade ou entidade luminosa).

Nas fontes antigas

Rigveda, c. 1500–1200 a.C.. Documenta a definição inaugural de kama como a semente original depositada no âmago da mente cósmica indiferenciada. Atharvaveda, c. 1200–1000 a.C..

Os mitos

A Centelha Cosmogônica Primordial nos Hinos Védicos. Nas estrofes especulativas do Nasadiya Sukta no Rigveda, antes do estabelecimento dos céus, da terra e dos ciclos de mortalidade e perpetuidade, existia apenas a trev…

Culto e arqueologia

Historicamente, o culto a Kamadeva floresceu na Índia antiga e medieval por meio de celebrações cívicas sazonais conhecidas como Madanamahotsava ou Vasantotsava, mencionadas em manuais literários como o Kamasutra de Vat…

Como era representado

Nos cânones do Manasara e do Shilpa Shastra, Kamadeva é idealizado plasticamente como um príncipe esbelto de compleição dourada ou tonalidade de papagaio verdejante, adornado com diademas reluzentes e colares de gemas p…

O que os estudiosos discutem

Da Potência Cosmogônica Rigvédica ao Arquétipo Poético Cortesão. Pesquisadores indianistas e filólogos, a exemplo de Sukumari Bhattacharji, investigam a trajetória semântica de Kama entre o período védico e a época clás…

Depois da Antiguidade

Kamadeva preserva uma influência fecunda e duradoura sobre as manifestações artísticas do subcontinente indiano.

Você sabia?

As cinco flechas vegetais de Kamadeva simbolizam na literatura clássica os cinco estágios psicológicos e sensoriais da paixão amorosa humana: atração, perturbação emotiva, delírio, febre e união.

Relíquia do Códice

Arco de Cana-de-Açúcar. O arco de cana com corda de abelhas e flechas de flores que despertam a paixão em quem é atingido.

O resto deste pergaminho está selado

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