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Retrato de Vritra, divindade hindu
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Vritra

A Serpente da Seca

Domínio
Seca, Caos e Obstrução
Alinhamento
Caótico e Mau
Elemento
Trevas
Relíquias do Poder
Anéis que Prendem as Águas
Falar com Vritra

O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Povos hindus
Região
Subcontinente indiano
Período
c. 1500 a.C. – presente

As divindades hindus são cultuadas há mais de três mil anos no subcontinente indiano, desde os hinos védicos até o hinduísmo vivo de hoje. Bilhões de fiéis lhes dedicam templos, festivais como Diwali e Holi, e rituais diários no lar. É uma das maiores tradições religiosas ainda praticadas no mundo.

O Diwali ilumina a Índia com lamparinas em honra de Lakshmi, e o Holi celebra a primavera com nuvens de pó colorido. No Kumbh Mela, a maior peregrinação da Terra, dezenas de milhões se banham nos rios sagrados, e a puja diária leva flores, incenso e alimentos aos altares.

Em poucas palavras

Vritra é o dragão cósmico serpenteante, a personificação primordial da seca, da resistência estagnante e do represamento das águas no panteão védico e hindu. Gerado pelo artesão divino Tvashtar a partir do fogo sacrificial para vingar a decapitação de seu filho Trishiras por Indra, Vritra deitou-se ao longo das encostas montanhosas aprisionando as sete correntes cósmicas fluviais em seu ventre cavernoso. O combate monumental no qual Indra, fortalecido pelo néctar Soma e empunhando o raio Vajra forjado dos ossos do asceta Dadhichi, fendeu a espinha da serpente e libertou os rios represados é o mito cosmológico inaugural mais celebrado do Rigveda.

6 min de leitura · Revisado em 28 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

A serpente colossal, a seca, as águas presas e as montanhas

Família

Pais
Tvashtar (o artífice celestial)Danu (mãe primordial dos danavas)
Irmãos
Trishiras (Vishvarupa, sacerdote de três cabeças)
Vritra
Genealogia segundo Rigveda 1.32; 1.80; 2.11; 4.18; Shatapatha Brahmana 1.6.3; Mahabharata, Vana Parva 3.99-101; Bhagavata Purana 6.9-12

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Anônimo, Rigveda Samhita (Mandala I, Sukta 32: Duelo Cósmico de Indra). tradução: Arthur Anthony Macdonell, A Vedic Reader for Students (Indra and Vritra Hymn), Clarendon Press, Oxford, 1917. ler
  • Yajnavalkya (atribuído), Shatapatha Brahmana (Livro I, Adhyaya 6: Homologia Ritual de Vritra). tradução: Julius Eggeling, The Satapatha-Brahmana, Part I (Books I and II), SBE Vol. 12, Clarendon Press, Oxford, 1882. ler
  • Vyasa (atribuído), Mahabharata (Aranyaka Parva / Vana Parva, Seções 99 a 101). tradução: Kisari Mohan Ganguli, The Mahabharata of Krishna-Dwaipayana Vyasa, Bharata Press, Calcutta, 1884. ler
  • Vyasa (atribuído), Srimad Bhagavata Mahapurana (Skandha VI, Capítulos 9 a 12). tradução: Ganesh Vasudeo Tagare, Ancient Indian Tradition & Mythology, Motilal Banarsidass, Delhi, 1976. ler

Estudos

  • F. B. J. Kuiper, Ancient Indian Cosmogony: Essays Selected and Introduced by John Irwin. Vikas Publishing House, New Delhi, 1983. abrir
  • Arthur Anthony Macdonell, Vedic Mythology (Section 22: Indra and Vritra). Karl J. Trübner, Strassburg, 1897. abrir
  • Heinrich Zimmer, Philosophies of India (Edited by Joseph Campbell). Princeton University Press, Princeton, 1951. abrir
  • Georges Dumézil, The Destiny of a King. University of Chicago Press, Chicago, 1973. abrir

Nome e epítetos

O teônimo sânscrito Vṛtra (वृत्र) deriva diretamente da raiz verbal indo-ariana vṛ (ou varoti), que significa cobrir, cercar, envolver, represar, conter ou obstruir.

Nas fontes antigas

Rigveda, c. 1500–1200 a.C.. Texto poético fundacional que canta com riqueza de detalhes anatômicos e cósmicos a decapitação de Ahi e a torrente dos sete rios. Shatapatha Brahmana, c. Século VIII–VI a.C..

Os mitos

A Conspiração de Tvashtar e a Gênese do Dragão. Conforme preservado na tradição épica do Mahabharata e nos tratados brâmanes, o conflito teve início quando Indra, temeroso da ascese rigorosa do sábio sacerdotal de três…

Culto e arqueologia

Ao contrário dos deuses do panteão hindu que recebem altares devocionais permanentes, Vritra não era cultuado como objeto de prece direta, mas operava como o polo antagônico essencial da liturgia sacrificial sacrificial…

Como era representado

A arte e a literatura sagrada concebem a fisionomia de Vritra em duas vertentes complementares. Na poesia rigvédica arcaica, ele é descrito sob forma predominantemente serpentina ou draconiana (Ahi), destituído de mãos…

O que os estudiosos discutem

A Hermenêutica Meteorológica versus o Modelo Cosmogônico Estrutural. Durante o século XIX e início do século XX, orientalistas ocidentais como Arthur Anthony Macdonell e Hermann Oldenberg interpretaram a batalha entre I…

Depois da Antiguidade

A contenda entre Indra e Vritra constitui o arquétipo fundamental da luta primordial do herói contra o dragão na cultura literária indo-europeia.

Você sabia?

O cognato avéstico Verethragna ('Destruidor da Resistência / Vritrahan') tornou-se uma das divindades da vitória mais proeminentes do império persa sassânida e do zoroastrismo.

Relíquia do Códice

Anéis que Prendem as Águas. As espirais colossais com que aprisionou todos os rios do mundo, secando a terra.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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