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Retrato de Nergal, divindade mesopotâmica
Mesopotâmicos
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Mesopotâmicos

Nergal

O Senhor da Guerra e da Peste

Domínio
Guerra, Peste e Submundo
Alinhamento
Caótico e Mau
Elemento
Fogo
Relíquias do Poder
Maça de Cabeça Dupla
Falar com Nergal

O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Sumérios, acádios e babilônios
Região
Mesopotâmia (atual Iraque)
Período
c. 3500 – 500 a.C.

Os deuses mesopotâmicos eram cultuados pelos sumérios, acádios, babilônios e assírios na terra entre o Tigre e o Eufrates, berço da escrita e das cidades. Cada urbe erguia um zigurate ao seu deus patrono, servido por uma poderosa casta de sacerdotes. Seus mitos, como o Enuma Elish e a Epopeia de Gilgamesh, estão entre os mais antigos do mundo.

O festival de Akitu abria o ano novo com procissões pela Via Sacra da Babilônia, e o rito do casamento sagrado unia simbolicamente Inanna e Dumuzi para garantir a fertilidade. Lamentações, hinos e adivinhação pelo fígado de animais marcavam a vida religiosa diária.

Em poucas palavras

Nergal aparece em textos sumérios como filho de Enlil, guerreiro de força devastadora e senhor do mundo inferior. Um poema acadiano posterior explica sua união com Ereškigal, rainha dos mortos, mas sobrevive em versões de enredo diferente. Os hinos também o invocam em favor de reis e comunidades: seu poder ameaça inimigos e, ao mesmo tempo, protege quem lhe pede auxílio. Essas funções não formam uma biografia única. Elas mostram como gêneros, lugares e épocas distintos atribuíram tarefas ao mesmo deus. A combinação de guerra, julgamento e governo subterrâneo não autoriza reduzi-lo a uma personificação genérica do mal. No adab, o mesmo deus que ameaça cidades adversárias é chamado a proteger a saúde do rei. No tigi, sua autoridade envolve a decisão de destinos e as oferendas de Lagaš. O mito de Ereškigal acrescenta uma explicação para sua presença entre os governantes do além, sem substituir o retrato dos hinos.

8 min de leitura · Revisado em 14 de outubro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

A maça dupla, o leão, a espada e o sol do meio-dia

Família

Pais
Nergal
Genealogia segundo ETCSL 4.15.3, linhas/lines 11–20; Almeida 2024, p. 1

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Electronic Text Corpus of Sumerian Literature, An adab to Nergal for Šu-ilīšu (Šu-ilīšu A), ETCSL 2.5.2.1. ler
  • Electronic Text Corpus of Sumerian Literature, A hymn to Nergal (Nergal B), ETCSL 4.15.2. ler
  • Electronic Text Corpus of Sumerian Literature, A tigi to Nergal (Nergal C), ETCSL 4.15.3. ler

Estudos

  • Isabel Gomes de Almeida, Nergal and Ereškigal. Database of Religious History, 2024. abrir
  • O. R. Gurney, The Sultantepe Tablets (continued) VII. The Myth of Nergal and Ereshkigal. Anatolian Studies 10, 1960. abrir

Nome e epítetos

Nergal Mešlamta-ea: Nome aplicado a Nergal nos hinos; o texto o relaciona ao mundo inferior e ao santuário E-mešlam, sem oferecer uma etimologia segura..

Nas fontes antigas

Adab a Nergal para Šu-ilīšu, Composição suméria preservada em cópias antigas; a edição consultada não fixa uma data única para o poema..

Os mitos

A afronta no banquete e a versão de Amarna. Ereškigal não pode deixar o mundo inferior para participar de um banquete dos deuses. Ela envia Namtar em seu lugar.

Culto e arqueologia

O adab a Šu-ilīšu liga Nergal à proteção de um rei. Pede que ele vença adversários, sustente a vida e a saúde do governante e permaneça digno de confiança por muito tempo.

Como era representado

Os hinos preferem imagens verbais a uma descrição de estátua. Comparam a investida de Nergal a tempestade, cheia, leão e touro; o adab fala de armas e do terror que ele causa aos adversários.

O que os estudiosos discutem

Erra e Nergal. O hino Nergal B põe Erra na mesma composição e faz sua relação com Nergal parecer estreita. Como há lacunas, a passagem não basta para decidir se o poema distingue duas figuras ou emprega nomes associados…

Depois da Antiguidade

A circulação de duas redações do poema, uma conhecida por Amarna e outra por cópias de Sultantepe e Uruk, mostra que a história continuou a ser copiada e reelaborada em lugares e períodos distintos.

Você sabia?

O adab pede a Nergal, simultaneamente, derrota dos inimigos e saúde duradoura para Šu-ilīšu. A justaposição mostra como a mesma potência destrutiva podia ser invocada em favor do rei.

Relíquia do Códice

Maça de Cabeça Dupla. Uma maça aterrível que espalha a guerra, a peste e a destruição por onde passa.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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