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Retrato de Selu, divindade nativa americana
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Selu

A Mãe do Milho

Domínio
Colheita, Fartura e Vida
Alinhamento
Neutro e Bom
Elemento
Terra
Relíquias do Poder
Espigas da Vida
Falar com Selu

O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Povos nativos americanos
Região
América do Norte
Período
pré-colonial – presente

Estes espíritos e divindades eram cultuados pelos diversos povos nativos da América do Norte, dos lakotas aos navajos e iroqueses. Suas crenças ligam o ser humano ao Grande Espírito, aos animais totêmicos e ao equilíbrio com a terra. Transmitidas oralmente, sobrevivem nas nações indígenas que resistiram à colonização.

A Dança do Sol reunia as nações das planícies em jejum e sacrifício ao redor da árvore sagrada. Os hopi dançam com os kachinas, espíritos mascarados das chuvas, e o cachimbo sagrado sela preces e tratados — cerimônias que seguem vivas nas nações atuais.

Em poucas palavras

Selu (grafada no silabário cherokee como ᏎᎷ e cujo nome significa literalmente 'milho') é a Primeira Mulher, a Mãe do Milho e a principal figura mítica associada à origem da agricultura vegetal na cosmologia tradicional da Nação Cherokee (Tsalagi). Nas narrativas primordiais recolhidas pelo etnólogo James Mooney entre os narradores tradicionais Swimmer (Aʻyûñ′inĭ) e John Ax (Itagû′nûhĭ), bem como no manuscrito autóctone de Wahnenauhi (Lucy Lowrey Keys), Selu reside com seu esposo Kanati (o Primeiro Homem e Caçador Afortunado) nas encostas míticas de Pilot Knob. Enquanto Kanati fornecia caça recolhida de uma gruta secreta na montanha, Selu retirava milho e feijão de seu celeiro abastecendo a casa. Espiada pelos dois filhos que desconfiavam de sua magia ao vê-la produzir espigas e grãos a partir do próprio corpo, Selu foi assassinada pelos garotos, que a consideravam uma feiticeira perigosa. Ciente do destino antes de morrer, a Mãe do Milho ordenou que seu corpo decapitado fosse arrastado pela terra, gerando os primeiros pés de milho nos pontos onde seu sangue tocou o solo. O mito fundamenta não apenas a sacralidade vital do milho na sociedade cherokee, mas também a divisão tradicional de trabalho agrícola sob a autoridade das mulheres nos clãs matrilineares.

6 min de leitura · Revisado em 29 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

O milho, o cesto de grãos, o paiol e o sangue na terra

Família

Selu
Uniões
Kanati (O Caçador Afortunado / Primeiro Homem)
Filhos
Os Meninos Gêmeos (O Filho Primogênito e o Menino Selvagem / Inage-usasdi, que mais tarde se tornaram os Meninos Trovão)
Genealogia segundo James Mooney, Myths of the Cherokee (1900, pp. 242–249, 323–324); Jack Frederick Kilpatrick (ed.), The Wahnenauhi Manuscript: Historical Sketches of the Cherokees (1966, pp. 179–181); Theda Perdue, Cherokee Women: Gender and Culture Change, 1700–1835 (1998, cap. 1); Charles M. Hudson, The Southeastern Indians (1976, pp. 148–152)

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Mooney, James, Myths of the Cherokee: Sacred Legends, BAE 19th Report, Pt. 1 (pp. 242–249, 323–324). tradução: Washington: Government Printing Office, 1900. ler
  • Mooney, James, Sacred Formulas of the Cherokees, BAE 7th Report, pp. 301–397. tradução: Smithsonian Institution, Washington, 1891. ler
  • Wahnenauhi (Lucy Lowrey Keys), The Wahnenauhi Manuscript: Historical Sketches of the Cherokees Together with Some of Their Customs, Traditions, and Superstitions (ed. Jack Frederick Kilpatrick). tradução: Smithsonian Institution, Bureau of American Ethnology Bulletin 196, Washington, 1966. ler

Estudos

  • Hudson, Charles M., The Southeastern Indians (Cosmology and Social Structure). Univ. of Tennessee Press, Knoxville, 1976. abrir
  • Perdue, Theda, Cherokee Women: Gender and Culture Change, 1700–1835. Lincoln: University of Nebraska Press, 1998. abrir

Nome e epítetos

O teônimo vernáculo ᏎᎷ (Selu) é o substantivo comum da língua cherokee para o cereal do milho (Zea mays). Ao designar a Primeira Mulher com o mesmo vocábulo da planta de subsistência mais valiosa das aldeias do sudeste…

Nas fontes antigas

Myths of the Cherokee, 1900 d.C.. James Mooney compila a narrativa oral canônica contada por Swimmer e John Ax sobre Kanati, Selu e a origem do milho. The Sacred Formulas of the Cherokees, 1891 d.C..

Os mitos

A Revelação do Celeiro e o Sacrifício de Selu. Segundo a narrativa recolhida por James Mooney a partir dos testemunhos orais de Swimmer e John Ax em Cherokee, Carolina do Norte, Kanati e Selu residiam em Pilot Knob com…

Culto e arqueologia

A veneração a Selu não assumia a forma de oferendas em ídolos materiais esculpidos, mas estruturava-se no ritmo da Dança do Milho Verde (Green Corn Ceremony ou Selu O-ji), a mais solene celebração anual do calendário ce…

Como era representado

Na cultura material cherokee, Selu não era figurada em efígies antropomórficas tridimensionais, mas evocada através dos artefatos do processamento do milho: o grande pilão cilíndrico de madeira talhada (kanona), as mãos…

O que os estudiosos discutem

. No campo da etno-história e antropologia social americana, estudiosos como Theda Perdue e Charles M. Hudson enfatizam que a lenda de Selu serviu historicamente como modelo ontológico para o matriarcado e a matrilinear…

Depois da Antiguidade

Na literatura contemporânea indígena dos Estados Unidos, a escritora e poeta cherokee Marilou Awiakta publicou a aclamada obra 'Selu: Seeking the Corn-Mother's Wisdom' (1993), articulando memórias ancestrais da Mãe do M…

Você sabia?

No registro etnográfico cherokee, números sagrados associados a Selu repetem constantemente o número sete — representativo dos sete clãs cherokees (Lobo, Pássaro, Tinta, Cervo, Cabelo Longo, Batata Selvagem e Planta Azu…

Relíquia do Códice

Espigas da Vida. As espigas de milho nascidas de seu próprio corpo, sustento eterno do povo Cherokee.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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