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Retrato de Seshat, divindade egípcia
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Seshat

Senhora da Casa dos Livros

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O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Egípcios antigos
Região
Vale do Nilo, Egito
Período
c. 3100 a.C. – 400 d.C.

Os deuses egípcios foram cultuados por mais de três milênios às margens do Nilo, com templos monumentais em Karnak, Luxor e Heliópolis. Os faraós eram tidos como divinos, e a vida girava em torno da ordem cósmica (Maat) e da preparação para a vida após a morte. O culto perdurou até a ascensão do cristianismo no Egito romano.

No festival de Opet, a barca sagrada de Amon navegava de Karnak a Luxor entre multidões em festa. Nos templos, sacerdotes despertavam, vestiam e alimentavam a estátua do deus todos os dias, e a Bela Festa do Vale levava as divindades a visitar a margem dos mortos.

Em poucas palavras

Seshat é a deusa egípcia da escrita, da contagem do tempo e da medição. Nas fontes abertas lidas ela quase nunca aparece num mito: aparece em cenas rituais, ao lado do rei, e em legendas que a chamam «senhora dos livros». Seu gesto mais antigo e mais documentado é o «esticar da corda», o rito em que o rei e a deusa marcam no chão os cantos de um templo; uma das cenas mais velhas conhecidas traz o rei Khasekhemui, e o texto de fundação do templo de Edfu, de 237 a.C., ainda põe o rei dizendo que tomou a corda «em companhia de Seshat». Por isso este estudo é curto: registra o que as obras lidas mostram e marca o que não foi verificado, sem inventar mito, templo ou festa.

As fontes antigas sobre esta divindade são escassas. Este estudo reúne só o que está registrado.

8 min de leitura · Revisado em 6 de novembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

Sinal de sete raios sob um arco na cabeça, ramo de palmeira entalhado, paleta e cálamo, corda de medir

Família

Pais
Seshat
Filhos
Heru-nub, o «Hórus de ouro» (em Licópolis, segundo Budge)
Genealogia segundo Budge, Gods of the Egyptians, vol. 1 (1904), p. 426 (Dendera, Licópolis; fala a Seti); Magdolen 2005, p. 45 (contraparte Sšlw). Genealogia varia por local e época. / Genealogy varies by place and period.

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Texto de fundação do templo de Edfu, Esticar da corda (fala do rei), tradução de Zaba (1953). tradução: tradução inglesa em Miranda et al. 2008, p. 57. ler
  • Livro dos Mortos, Capítulos LVII, CLII e CLXIX. tradução: tradução inglesa de Budge, vol. 1, pp. 425-426. ler
  • Textos das Pirâmides (Teti, Unas, Pepi I), Grafia do nome e contraparte Sšlw, edição de Sethe (1908). tradução: descritos por Magdolen 2005, pp. 45-46. ler

Estudos

  • Budge, E. A. Wallis, The Gods of the Egyptians, vol. 1 (pp. 424-426). Methuen, London, 1904. abrir
  • Miranda, Noemi; Belmonte, Juan A.; Molinero, Miguel Angel, Uncovering Seshat: New Insights into the Stretching of the Cord Ceremony. Archaeologia Baltica 10, 2008. abrir
  • Magdolen, Dušan, The Development of the Sign of the Ancient Egyptian Goddess Seshat down to the End of the Old Kingdom, Part One. Asian and African Studies 14, 2005. abrir
  • Budde, Dagmar, Die Göttin Seschat (indicado como leitura; não aberto neste estudo). Leipzig, 2000.
  • Wilkinson, Richard H., The Complete Gods and Goddesses of Ancient Egypt (indicado como leitura; não aberto neste estudo). Thames & Hudson, London, 2003.

Nome e epítetos

O nome vem de uma palavra que Magdolen traduz como «a escrivã» (forma feminina de escriba); a etimologia exata, diz ele, não é conhecida.

Nas fontes antigas

Pedra de Palermo, I dinastia, c. 3000 a.C., reinado provavelmente de Den. A representação mais antiga do rito, com o sinal da deusa numa forma semelhante à do Reino Antigo.

Os mitos

O esticar da corda. O rito chamado «esticar da corda» fixava a planta de um templo antes da obra: o rei e a deusa seguravam duas estacas ligadas por uma corda e a esticavam para marcar o eixo e os quatro cantos.

Culto e arqueologia

As obras abertas lidas não descrevem templo, sacerdócio, festa nem oferendas próprias de Seshat, e este estudo não afirma que existissem.

Como era representado

Os relevos mostram Seshat como mulher, muitas vezes vestida de pele de pantera ou de vestido de alças, com braceletes, cabelo preso por uma faixa e o sinal próprio sobre a cabeça.

O que os estudiosos discutem

O que é o sinal da cabeça?. Magdolen diz que, depois de mais de cem anos de pesquisa, a pergunta continua sem resposta.

Depois da Antiguidade

As obras lidas não tratam da recepção posterior de Seshat. O que consta é que sua representação no rito de fundação dura da II dinastia ao período romano, segundo Miranda et al., e que o texto de fundação de Edfu ainda…

Você sabia?

A representação mais antiga do esticar da corda, na Pedra de Palermo, é atribuída a um rei da I dinastia, provavelmente Den, por volta de 3000 a.C.; a cena mais velha com a deusa desenhada traz o rei Khasekhemui.

Relíquia do Códice

Ramo de Palmeira dos Anos. O ramo entalhado em que a deusa conta e registra os anos do rei, e a corda com que marca os cantos de um templo.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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