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Retrato de Stribog, divindade eslava
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Eslavos

Stribog

O Deus dos Ventos

Domínio
Vento, Ar e Tempestade
Alinhamento
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Elemento
Ar
Relíquias do Poder
Sopro dos Oito Ventos
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O Códice completo

4 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Povos eslavos
Região
Europa Oriental
Período
c. 500 – 1000 d.C.

As divindades eslavas eram cultuadas pelos povos da Europa Oriental, da Rússia aos Bálcãs, antes de sua cristianização. Veneravam-nas em ídolos de madeira e santuários ao ar livre, ligados às forças da natureza e às estações. Com poucos registros escritos, suas crenças sobrevivem sobretudo no folclore e nas tradições populares.

Na noite de Kupala, o solstício de verão, jovens saltavam fogueiras e lançavam coroas de flores aos rios. A Maslenitsa despedia o inverno com panquecas em honra ao sol, e em Kiev o príncipe Vladimir ergueu — e depois derrubou — um grande ídolo de Perun.

Em poucas palavras

Stribog (em eslavo eclesiástico antigo e russo medieval: Стрибогъ) é uma das divindades centrais do panteão pagão dos eslavos orientais, interpretado primordialmente como o soberano das correntes de ar, das tempestades e dos ventos do cosmos. Seu testemunho histórico basilar provém da Crônica Primária Russa (Povest Vremennykh Let), que relata sob o ano de 980 d.C. a ereção de um ídolo sagrado de madeira dedicado a Stribog pelo grão-príncipe Vladimir I de Kiev sobre a colina exterior ao palácio principesco, integrando o panteão oficial ao lado de Perun, Khors, Dazhbog, Simargl e Mokosh. Na poesia épica da Rus medieval, a figura de Stribog alcançou celebridade através da célebre narrativa poética O Canto da Hoste de Igor (Slovo o polku Igoreve, datado do término dos anos 1100), texto no qual os ventos tempestuosos que varrem a estepe soprando flechas do mar contra as forças do príncipe Igor são denominados metaforicamente de 'os netos de Stribog' (Stribozhi vnuci). Homilias eclesiásticas eslavas dos séculos XI a XIV — como o Sermão de São João Crisóstomo sobre a Falsa Crença nos Ídolos e a Palavra do Amigo de Cristo — atestam a persistência popular de seu culto, repreendendo fiéis que ainda brindavam a Stribog com chifres rituais em folguedos tradicionais. Após a cristianização formal da Rus em 988 d.C., a memória cultual de Stribog subsistiu na toponímia e hidronímia da Europa Oriental e Central, incluindo a aldeia histórica de Stribozh em Novgorod, o riacho Strybozhe na voivodia de Kiev, a vila de Strybozh em Zhytomyr e os registros lequíticos poloneses da vila de Strzyboga e do regato Striboc na Pomerânia (documentados no século XIII).

7 min de leitura · Revisado em 30 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

Os ventos, as oito direções, as nuvens e o sopro

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Nestor, o Cronista (compilação), The Russian Primary Chronicle: Laurentian Text (Anais de 980 d.C., lista dos ídolos de Kiev). tradução: Edição crítica de Samuel Hazzard Cross e Olgerd P. Sherbowitz-Wetzor (Mediaeval Academy of America). ler
  • Anônimo da Rus de Kiev (fim do séc. XII), The Tale of Igor's Campaign (Slovo o polku Igoreve: os ventos como netos de Stribog). tradução: Tradução inglesa com texto original eslavo e notas explicativas por Birchbark Press. ler
  • Jan Máchal (filólogo da Universidade Carolina de Praga), Slavic Mythology (Estudo detalhado sobre Stribog e o culto das correntes de ar). tradução: Tomo III da enciclopédia The Mythology of All Races em Boston. ler
  • Louis Leger (professor em Paris), La Mythologie Slave (Seção examinando Stribog no panteão principesco kievano). tradução: Versão francesa integral impressa por Ernest Leroux no Boulevard Saint-Germain. ler

Estudos

  • Aleksander Brückner, A Literary History of Russia (Comentários críticos sobre a canção de Igor e os ventos na estepe). Casa Editorial T. Fisher Unwin, Adelphi Terrace, 1908 d.C.. abrir
  • Evel Gasparini, Slavic Religion: Folk Conceptions and Divine Beings (Verbete temático sobre os deuses atmosféricos). Encyclopaedia Britannica International Editorial Board, 1973 (edição analítica). abrir
  • William Ralston Shedden-Ralston (pesquisador britânico), Cânticos do Povo Russo / The Songs of the Russian People (As tempestades e correntes de ar). Editora britânica Ellis & Green, Covent Garden, 1872 d.C.. abrir
  • Roman Jakobson, Selected Writings VII: Contributions to Comparative Mythology (Análise etimológica de Stribog e Vayu). Mouton Publishers em Haia (estudos citados em Máchal), 1985 d.C.. abrir

Nome e epítetos

O teônimo Stribogъ é objeto de profundo estudo linguístico e etimológico na filologia eslava comparada. Segundo a hipótese formulada por Roman Jakobson, o primeiro segmento 'stri-' provém da raiz verbal protoeslava *ste…

Nas fontes antigas

Povest Vremennykh Let (Crônica Primária Russa), Início do século XII d.C.. Documenta a lista canônica dos ídolos erguidos pelo príncipe Vladimir em Kiev: Perun, Khors, Dazhbog, Stribog, Simargl e Mokosh.

Os mitos

A Ereção do Ídolo Oficial em Kiev em 980 d.C.. O testemunho histórico basilar acerca de Stribog encontra-se registrado nos anais do ano de 980 d.C. da Crônica Primária Russa.

Culto e arqueologia

O culto a Stribog possuía tanto uma dimensão política oficial quanto manifestações agrárias e náuticas populares.

Como era representado

A Crônica Primária não fornece detalhes materiais sobre a fisionomia do ídolo de Stribog, limitando-se a registrar sua estrutura esculpida em madeira no panteão de 980 d.C.

O que os estudiosos discutem

Divindade dos Ventos versus Dispersor de Riquezas. A natureza primária de Stribog permanece um campo ativo de debate entre eslavistas.

Depois da Antiguidade

A evocação poética dos 'netos de Stribog' no Slovo o polku Igoreve exerceu imensa influência na literatura lírica dos séculos XIX e XX na Rússia e na Ucrânia, inspirando poetas românticos a personificar as tempestades d…

Você sabia?

O Conto da Campanha de Igor é a única fonte histórica a empregar a metáfora dos ventos como 'netos de Stribog' (Stribozhi vnuci), em paralelismo com a designação do povo russo como 'netos de Dazhbog'.

Relíquia do Códice

Sopro dos Oito Ventos. O sopro que ele espalha em todas as direções, comandando brisas, vendavais e tempestades.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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