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Retrato de Veles, divindade eslava
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Eslavos

Veles

O Senhor do Submundo e do Gado

Domínio
Submundo, Gado e Magia
Alinhamento
Caótico e Neutro
Elemento
Terra
Relíquias do Poder
Chifre da Abundância Serpentina
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O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Povos eslavos
Região
Europa Oriental
Período
c. 500 – 1000 d.C.

As divindades eslavas eram cultuadas pelos povos da Europa Oriental, da Rússia aos Bálcãs, antes de sua cristianização. Veneravam-nas em ídolos de madeira e santuários ao ar livre, ligados às forças da natureza e às estações. Com poucos registros escritos, suas crenças sobrevivem sobretudo no folclore e nas tradições populares.

Na noite de Kupala, o solstício de verão, jovens saltavam fogueiras e lançavam coroas de flores aos rios. A Maslenitsa despedia o inverno com panquecas em honra ao sol, e em Kiev o príncipe Vladimir ergueu — e depois derrubou — um grande ídolo de Perun.

Em poucas palavras

Veles (Велесъ ou Volosъ) é o misterioso, sábio, poderoso e telúrico deus eslavo das águas profundas, dos pântanos úmidos, do submundo das almas dos antepassados (Nav / Navia), do gado doméstico, da fertilidade agropastoril, da riqueza material, da magia secreta, do juramento dos mercadores e comerciantes, e da música e poesia ritual na mitologia eslava antiga. Apelidado com reverência solene na Crônica Primária Russa como 'O Deus do Gado' (skotij bogъ), Veles representava a contraparte telúrica indispensável ao deus celeste Perun: enquanto o ídolo de Perun erguia-se altivo no topo da colina aristocrática e militar de Kiev ao lado do palácio principesco, a estátua de Veles situava-se estrategicamente na parte baixa da cidade, no bairro ribeirinho e comercial de Podil, onde atracavam os barcos mercantes e circulava o povo comum, os agricultores, mercadores e artesãos. Mestre de metamorfoses que podia assumir a forma de uma serpente com escamas faiscantes, de um touro negro robusto ou de um grande urso peludo das florestas (o 'Dono da Floresta', medved), Veles governa os campos verdes e úmidos do além-túmulo situados nas raízes da Árvore do Mundo, onde as almas dos mortos pastoreiam rebanhos radiantes em paz. Após o batismo da Rus em 988 d.C., seu culto e atributos foram sincretizados com São Brás (Vlasy, patrono do gado e da saúde dos animais) e São Nicolau (Mikula Selyaninovich, padroeiro da agricultura pacífica e protetor dos humildes), personificando a fertilidade da terra, a sabedoria ancestral e a prosperidade que nasce do trabalho com os rebanhos e a natureza.

13 min de leitura · Revisado em 28 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

A serpente, o gado, o salgueiro e as águas subterrâneas

Família

Pais
Veles
Uniões
Devana / Zevana (deusa da caça e florestas)Morana
Filhos
Yarilo (em certas variantes do ciclo do roubo)
Genealogia segundo Crônica Primária Russa (Conto dos Anos Passados); Tratados de Paz Russo-Bizantinos de 907 e 971; Canção da Campanha de Igor; Vida de São Vladimir; Vida de Santo Abraão de Rostov

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Nestor the Chronicler, The Russian Primary Chronicle: Laurentian Text. tradução: Samuel Hazzard Cross and Olgerd P. Sherbowitz-Wetzor, Medieval Academy of America, 1953.
  • Anonymous, The Tale of Igor's Campaign. tradução: Vladimir Nabokov, Ardis Publishers, 1960.

Estudos

  • Boris Rybakov, Paganism of Ancient Rus. Nauka, 1987.
  • Max Vasmer, Russisches etymologisches Wörterbuch. Carl Winter, 1953.

Nome e epítetos

O teônimo eslavo Velesъ (e sua variante fonética oriental Volosъ) deriva de raízes proto-indo-europeias associadas tanto ao pelo/lã dos animais (*wel- / *wels-, 'lã', 'pele com pelos', 'peludo', cognato de vellus em lat…

Nas fontes antigas

Crônica Primária Russa (Povest Vremennykh Let)., C. 1113 dC.. Documenta Veles como 'o deus do gado' invocado pela população comum e mercadores nos juramentos de paz com Bizâncio.

Os mitos

A Soberania sobre Nav e os Campos Verdes do Além-Túmulo.. Ao contrário das visões ocidentais que associam o submundo a um inferno sombrio de fogo e condenação, a mitologia eslava arcaica concebia o reino subterrâneo de…

Culto e arqueologia

O culto a Veles foi o mais profundamente arraigado no cotidiano, na economia pastoril e nas tradições orais das classes trabalhadoras, dos pequenos agricultores e dos mercadores em todo o mundo eslavo medieval.

Como era representado

A representação iconográfica e visual de Veles na arte folclórica eslava, nos entalhes de madeira rústicos da Rússia do Norte e nos relevos de bronze — preservada em amuletos antropomórficos, cabos de cajados de pastore…

O que os estudiosos discutem

A Dualidade Espacial e Sociológica em Kiev: Perun na Colina e Veles na Baixada.. Historiadores sociais e arqueólogos medievais como Boris Rybakov e Henryk Łowmiański analisam a extraordinária divisão topográfica e de cl…

Depois da Antiguidade

Na contemporaneidade, na literatura folclórica internacional e nos movimentos de renascimento cultural eslavo, Veles é celebrado como a personificação máxima da sabedoria telúrica, da harmonia ecológica profunda com o m…

Você sabia?

O nome da cidade de Veles, na Macedônia do Norte, e o da montanha Velež, na Bósnia e Herzegovina, são frequentemente relacionados pelos estudiosos ao teônimo eslavo Veles, embora a ligação etimológica seja debatida.

Relíquia do Códice

Chifre da Abundância Serpentina. Um chifre mágico ligado aos rebanhos, à riqueza e às águas do mundo subterrâneo.

O resto deste pergaminho está selado

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