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Retrato de Taranis, divindade celta
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Taranis

O Deus do Trovão

Domínio
Trovão, Céu e Tempestade
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Trovão
Relíquias do Poder
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O Códice completo

4 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Povos celtas
Região
Irlanda, Britânia e Gália
Período
c. 500 a.C. – 500 d.C.

Os deuses celtas eram cultuados pelos povos da Irlanda, da Britânia e da Gália, com o auxílio dos druidas, sua casta sacerdotal. Veneravam-nos em bosques sagrados, fontes e poços, sem grandes templos de pedra. Muitos de seus mitos sobreviveram nas sagas irlandesas e galesas, registradas por monges medievais.

A roda do ano celta girava em quatro grandes festas de fogo: Samhain, origem do Halloween, abria o inverno e o contato com os mortos; Imbolc, Beltane e Lughnasadh marcavam a primavera, o verão e a colheita. Os druidas conduziam os ritos em bosques sagrados chamados nemeton.

Em poucas palavras

Taranis é o venerado deus céltico do trovão, dos relâmpagos, das forças tempestuosas e da abóbada celeste rodopiante, cultuado amplamente pelos povos da Gália continental, da Península Ibérica, da Britânia romana e da região renana. Celebrado pelo poeta épico romano Lucano em seu poema Pharsalia (I.444–446), Taranis formava, ao lado de Teutates e Esus, a tríade suprema de divindades soberanas gaulesas que aterrorizavam a imaginação romana por suas liturgias memoriais consagradas à justiça cósmica. Conforme detalhado nos Escólios de Berna (Commenta Bernensia), Taranis era assimilado pelo rito romano a Júpiter ou Dispater, presidindo sobre os combates cósmicos e celestes, sendo homenageado por meio de sacrifícios consumidos pelo fogo em estruturas de madeira ou troncos ocos. Na iconografia religiosa galo-romana e nos monumentos arqueológicos da Idade do Ferro (com destaque para o Caldeirão de Gundestrup e os relevos das Colunas de Júpiter e do Gigante), Taranis é tipicamente caracterizado como um poderoso deus barbado empunhando numa das mãos a roda radiada de raios (a rouelle céltica, símbolo cósmico do trovão e do curso solar) e na outra o feixe de relâmpagos ou um cetro de comando. Diversas dedicatórias epigráficas confirmam a vitalidade de seu culto, incluindo aras votivas romanas em Chester (Britânia), na Gália central e na Germânia Superior, onde é venerado como I.O.M. Tanarus ou Taranucnus ('O Filho do Trovão').

7 min de leitura · Revisado em 29 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

A roda solar, o relâmpago, o raio e o céu tempestuoso

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Lucano / J. D. Duff (trans.), Pharsalia: De Bello Civili (Livro I, versos 444–446: A Tríade Gaulesa de Teutates, Esus e Taranis). tradução: Loeb Classical Library, Heinemann, Londres, 1928. ler
  • Hermann Usener (ed.), Scholia in Lucani Bellum Civile (Commenta Bernensia sobre Taranis, Teutates e Esus). tradução: B. G. Teubner, Leipzig, 1869. ler
  • R. G. Collingwood e R. P. Wright (eds.), Roman Inscriptions of Britain (RIB 452: Altar a Iuppiter Tanarus da Legio XX em Chester). tradução: Clarendon Press, Oxford, 1965. ler
  • Sophus Müller, Det store Sølvkar fra Gundestrup i Jylland (O Grande Caldeirão de Prata de Gundestrup: Placa C). tradução: Nordiske Fortidsminder, Copenhague, 1892. ler

Estudos

  • John Arnott MacCulloch, The Religion of the Ancient Celts (Capítulo III: Taranis e a Tríade Sagrada). T. & T. Clark, Edimburgo, 1911. abrir
  • Proinsias Mac Cana, Celtic Mythology (Taranis e os Deuses Celestes Continentais). Hamlyn, Londres, 1970. abrir
  • Miranda Aldhouse-Green, Symbol and Image in Celtic Religious Art (A Roda Sagrada e o Culto de Taranis). Routledge, Londres, 1989. abrir
  • Charles Squire, Celtic Myth and Legend (Taranis, o Senhor do Trovão Gaulês). Gresham Publishing, Londres, 1905. abrir

Nome e epítetos

O teônimo gaulês e céltico Taranis (com variantes atestadas como Taranus, Taranucnus e Tanarus) deriva diretamente do substantivo protocelta *toranos ou *taranu- ('trovão'), cognato exato do irlandês antigo torann ('tro…

Nas fontes antigas

Lucano: Pharsalia (De Bello Civili), Século I d.C. (c. 65 d.C.).. Passagem canônica citando a tríade gaulesa sagrada composta por Teutates, Esus e Taranis.

Os mitos

A Tríade Sagrada da Gália e a Justiça Cósmica do Fogo. Conforme preservado no relato monumental do poeta épico latino Lucano em Pharsalia (I.444–446) e elucidado pelos comentaristas tardo-antigos dos Escólios de Berna,…

Culto e arqueologia

O culto a Taranis estendia-se por toda a Europa céltica, desde as terras altas da Gália Transalpina até as fronteiras militares da Britânia e Germânia.

Como era representado

A linguagem iconográfica de Taranis articula a força atlética viril com o simbolismo mecânico e luminoso da roda celeste.

O que os estudiosos discutem

A Natureza dos Sacrifícios Descritos pelos Romanos. Historiadores modernos (como Christian-J. Guyonvarc'h e Miranda Aldhouse-Green) analisam criticamente os relatos de Lucano e dos Escólios de Berna sobre sacrifícios hu…

Depois da Antiguidade

Taranis ocupa uma posição de honra nos estudos modernos da religião comparada e na cultura de fantasia ocidental.

Você sabia?

O veículo aéreo não tripulado de combate britânico de alta tecnologia desenvolvido pela BAE Systems recebeu o nome oficial de 'BAE Systems Taranis' em homenagem direta ao deus gaulês do relâmpago.

Relíquia do Códice

Roda do Trovão. Uma roda solar e flamejante que ele faz girar pelo céu para produzir o trovão e o relâmpago.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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