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CodexMythologia
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Retrato de Belona, divindade romana
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Romanos

Belona

A Deusa da Guerra Romana

Domínio
Guerra e Fúria de Batalha
Alinhamento
Caótico e Neutro
Elemento
Fogo
Relíquias do Poder
Tocha e Chicote de Guerra
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O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Romanos
Região
Roma e o Império Romano
Período
séc. VIII a.C. – IV d.C.

Os romanos cultuavam seus deuses como guardiões do Estado, do lar e da guerra, identificando muitos deles com divindades gregas. O culto oficial era conduzido por colégios de sacerdotes e pelo próprio imperador, com templos no coração de Roma. Sua religião acompanhou a expansão do Império por toda a Europa, o Norte da África e o Oriente Médio.

A Saturnália de dezembro invertia papéis sociais em dias de banquetes e presentes, e a Lupercália purificava a cidade em fevereiro. As virgens vestais guardavam o fogo sagrado de Vesta, e os generais vitoriosos desfilavam em triunfo até o templo de Júpiter Capitolino.

Em poucas palavras

Belona (em latim: Bellona, e no latim arcaico: Duellona) é a antiga e impetuosa deusa romana da guerra, dos combates sanguinolentos e do delírio marcial que arrebata os combatentes no fragor da batalha. Enquanto Marte personifica a estratégia militar, a disciplina cívica das legiões e a proteção dos campos cultivados, Belona encarna a vertigem frenética da carnificina, o pavor do confronto corpo a corpo e a carnificina armada. Na literatura latina clássica, poetas como Virgílio na Eneida (VIII.703) e Lucano na Farsália (VII.568) descrevem-na empunhando um açoite ensanguentado (sanguineo flagello) e brandindo tochas fumegantes ao lado do carro de Marte ou no encalço de Discórdia. O centro nevrálgico de sua presença cívica em Roma situava-se no Campo de Marte (Campus Martius), no santuário que o cônsul Ápio Cláudio Cego votou em 296 a.C. durante uma batalha contra samnitas e etruscos. Por estar localizado fora do limite sagrado da cidade (extra pomerium), o Templo de Belona desempenhava uma função constitucional fundamental na República: era ali que o Senado se reunia para receber generais vitoriosos que reivindicavam o Triunfo sem perder o comando militar (imperium) e para conceder audiência a embaixadores de nações estrangeiras beligerantes. Em frente a esse templo erguia-se a célebre Columna Bellica, marco jurídico que representava simbolicamente o território dos povos inimigos: ali o sacerdote fecial executava o ancestral rito da declaração legítima de guerra (indictio belli), arremessando solenemente uma lança de ponta queimada com sangue sobre a coluna em direção ao terreno sagrado.

10 min de leitura · Revisado em 1 de outubro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

A tocha, o chicote, a espada e o elmo

Família

Irmãos
Belona
Uniões
Genealogia segundo Tito Lívio (Ab Urbe Condita X.19, XXVI.21, XXVIII.9, XXX.21, XXXI.47); Públio Ovídio Naso (Fastos VI.199–208); Públio Virgílio Marão (Eneida VII.319, VIII.703); Marco Aneu Lucano (Farsália VII.567–568); Cecílio Estácio e Plauto; Marco Terêncio Varrão (De Lingua Latina V.73, VII.35); Plínio, o Velho (Naturalis Historia XXXV.12); Quinto Aurélio Símaco (Relatio III); Tertuliano (Apologeticus 9); Sexto Pompeu Festo (De Verborum Significatu, p. 33 Müller); Georges Dumézil (1970); Filippo Coarelli (1997); T. P. Wiseman (2004); John Scheid (2003)

Fontes e leituras

Fontes primárias

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Estudos

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Nome e epítetos

O teônimo latino Bellona é uma formação nominal direta a partir do substantivo bellum ('guerra'), que nos textos epigráficos e literários do latim arcaico ostentava a grafia duellum (de onde a variante primitiva Duellon…

Nas fontes antigas

Ab Urbe Condita, c. 27–9 a.C.. Tito Lívio relata o voto de Ápio Cláudio Cego no calor da batalha em 296 a.C. e registra as sessões senatoriais externas para concessão de triunfos no Templo de Belona. Fastos (Fasti), c.

Os mitos

O Voto de Ápio Cláudio Cego e a Salvação das Legiões na Etrúria. Conforme narra Tito Lívio no Livro X de Ab Urbe Condita (X.19.17–22), no ano de 296 a.C.

Culto e arqueologia

O culto oficial de Belona ocupava uma posição singular na vida política e institucional de Roma. O templo republicano situado no Campo de Marte, consagrado por volta de 293 a.C., formava um complexo arquitetônico contíg…

Como era representado

Na estatuária monumental, nas gemas gravadas e no relevo histórico romano, Belona é caracterizada como uma combatente atlética e aterradora, despida de afetações cortesãs ou ornatos pacíficos.

O que os estudiosos discutem

. O debate historiográfico moderno em torno de Belona concentra-se na evolução e desdobramento de seu culto ao longo dos períodos republicano e imperial, objeto de estudos capitais por Georges Dumézil (1970) e Filippo C…

Depois da Antiguidade

A imagem e o mito de Belona deixaram traços perenes na literatura renascentista, nas artes visuais e no pensamento militar ocidental.

Você sabia?

O general romano Lúcio Cornélio Sula reuniu o Senado no Templo de Belona em 82 a.C. para relatar suas vitórias no Oriente no exato momento em que seus soldados massacravam seis mil prisioneiros samnitas e marianos no Ci…

Relíquia do Códice

Tocha e Chicote de Guerra. A tocha e o chicote com que incita o frenesi da batalha e conduz os exércitos à fúria.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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