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Retrato de Ceres, divindade romana
Romanos
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Romanos

Ceres

A Deusa da Colheita e do Pão

Domínio
Agricultura, Colheita e Maternidade
Alinhamento
Neutro e Bom
Elemento
Terra
Relíquias do Poder
Tocha da Busca Eterna
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O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Romanos
Região
Roma e o Império Romano
Período
séc. VIII a.C. – IV d.C.

Os romanos cultuavam seus deuses como guardiões do Estado, do lar e da guerra, identificando muitos deles com divindades gregas. O culto oficial era conduzido por colégios de sacerdotes e pelo próprio imperador, com templos no coração de Roma. Sua religião acompanhou a expansão do Império por toda a Europa, o Norte da África e o Oriente Médio.

A Saturnália de dezembro invertia papéis sociais em dias de banquetes e presentes, e a Lupercália purificava a cidade em fevereiro. As virgens vestais guardavam o fogo sagrado de Vesta, e os generais vitoriosos desfilavam em triunfo até o templo de Júpiter Capitolino.

Em poucas palavras

Ceres (em latim: Ceres; no dialeto osco: Kerres) é a venerável divindade itálica e romana da agricultura fecunda, da maturação das espigas de trigo, da fecundidade materna e das instituições jurídicas civis que regulam a convivência humana. Integrante maior dos doze Dii Consentes e provida de um sacerdote sacrificial exclusivo desde os primórdios monárquicos — o Flamen Cerialis —, Ceres presidia sobre todos os estágios do ciclo agronômico, invocando em seus sacrifícios doze númenes auxiliares especializados (as indigitamenta agrárias) que cuidavam da primeira aradura à estocagem dos celeiros. No plano político e constitucional da República Romana, Ceres constituiu o estandarte sacrossanto da plebe: seu grandioso templo no sopé do monte Aventino, consagrado em 493 a.C. ao lado de Líber e Líbera, abrigava o tesouro plebeu e os arquivos invioláveis dos tribunos da plebe, vigiados de perto pelos edis plebeus (aediles, título derivado diretamente da aedes de Ceres). Seu festival solene, as Cerealia, transcorria de 12 a 19 de abril com cortejos rituais, corridas no Circo Máximo e a tradicional corrida de raposas com tochas atadas às caudas para queimar simbolicamente a ferrugem e a praga das searas. Ceres detinha igualmente uma dimensão ctônica abissal vinculada ao mundus Cereris: uma fossa circular subterrânea escavada no coração de Roma e selada pela pedra manal (lapis manalis), cuja abertura solene três vezes ao ano (o rito do mundus patet) conectava as forças germinativas do solo e os espíritos dos antepassados (os Manes) ao mundo dos vivos. Sincretizada na literatura com a deusa grega Deméter, Ceres protagonizou o célebre mito da busca dolorosa por sua filha Proserpina, raptada por Plutão nos campos da Sicília.

10 min de leitura · Revisado em 1 de outubro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

A espiga de trigo, a tocha, a foice e a coroa de espigas

Família

Pais
SaturnoOps (Ops Mater, a deusa latina da abundância e das reservas materiais)
Genealogia segundo Públio Ovídio Naso (Fastos IV.393–620, IV.679–712; Metamorfoses V.385–571); Tito Lívio (Ab Urbe Condita III.55, XXII.56); Marco Terêncio Varrão (De Lingua Latina V.64, VI.15); Sérvio Mauro Honorato (In Vergilii Georgica Commentarii I.21); Sexto Pompeu Festo (De Verborum Significatu, pp. 126, 144, 261 Müller); Marco Túlio Cícero (In Verrem IV.106–109; De Natura Deorum II.67); Catão, o Velho (De Agri Cultura 134); Henri Le Bonniec (1958); Barbette Stanley Spaeth (1996); Robert Schilling (1979); Georges Dumézil (1970); Franz Altheim (1931)

Fontes e leituras

Fontes primárias

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Estudos

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Nome e epítetos

O teônimo latino Ceres remonta à forma proto-itálica *ker-ēs, derivada diretamente da raiz verbal proto-indo-europeia *ḱer- / *ḱreh₁- ('crescer', 'fazer brotar', 'alimentar', 'nutrir'), a mesma que gerou os verbos latin…

Nas fontes antigas

Fastos (Fasti), c. 8 d.C.. Ovídio descreve em versos magistrais o rapto de Proserpina no lago Pergusa, a peregrinação aflita de Ceres com tochas acesas e os ritos das Cerealia com as raposas no Circo.

Os mitos

O Rapto de Proserpina no Lago de Pergusa e a Estiagem Universal. Conforme narram Cícero na quarta Verrina (IV.106–109) e Ovídio nos Fastos (IV.417–620), nas pradarias floridas e perenes do lago de Pergusa, situado no co…

Culto e arqueologia

O culto estatal de Ceres em Roma desdobrava-se entre a liturgia cívico-plebeia do templo do Aventino e os mistérios ancestrais celebrados pelas matronas romanas.

Como era representado

A tradição iconográfica de Ceres na arte romana clássica confere-lhe o porte majestoso e maternal de uma soberana nutriz coroada de dons agrícolas.

O que os estudiosos discutem

. No campo dos estudos modernos sobre a religião romana, o debate contemporâneo em torno de Ceres foi profundamente estabelecido pela monumental monografia de Henri Le Bonniec, Le culte de Cérès à Rome des origines à la…

Depois da Antiguidade

A imagem nutridora e benevolente de Ceres teve uma das mais duradouras trajetórias de recepção na história cultural do Ocidente, desde a poesia clássica e a pintura renascentista até a ciência astronômica moderna.

Você sabia?

O sacerdote oficial de Ceres em Roma, o Flamen Cerialis, durante os sacrifícios da semeadura invocava doze divindades auxiliares minuciosas que governavam cada gesto agrícola: Vervactor, Reparator, Imporcitor, Insitor,…

Relíquia do Códice

Tocha da Busca Eterna. A tocha com que vasculhou o mundo à procura da filha raptada, e a espiga que dá pão aos homens.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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Equivalências Divinas

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