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CodexMythologia
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Retrato de Plutão, divindade romana
Romanos
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Romanos

Plutão

O Senhor do Submundo e das Riquezas

Domínio
Submundo, Morte e Riqueza Subterrânea
Alinhamento
Leal e Neutro
Elemento
Trevas
Relíquias do Poder
Cornucópia das Profundezas
Falar com Plutão

O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Romanos
Região
Roma e o Império Romano
Período
séc. VIII a.C. – IV d.C.

Os romanos cultuavam seus deuses como guardiões do Estado, do lar e da guerra, identificando muitos deles com divindades gregas. O culto oficial era conduzido por colégios de sacerdotes e pelo próprio imperador, com templos no coração de Roma. Sua religião acompanhou a expansão do Império por toda a Europa, o Norte da África e o Oriente Médio.

A Saturnália de dezembro invertia papéis sociais em dias de banquetes e presentes, e a Lupercália purificava a cidade em fevereiro. As virgens vestais guardavam o fogo sagrado de Vesta, e os generais vitoriosos desfilavam em triunfo até o templo de Júpiter Capitolino.

Em poucas palavras

Plutão (em latim clássico: Pluto) e Dis Pater (frequentemente contraído como Ditis ou simplesmente Dis, identificado ainda com o arcaico Orcus) constituem a expressão teológica romana do soberano soberbo do mundo subterrâneo, senhor absoluto das riquezas minerais ocultadas no ventre da terra e juiz supremo das sombras dos defuntos. Primitivamente na religião itálica, a esfera ctônica desdobrava-se entre Orcus — o poder inexorável da morte, da sepultura e dos juramentos sagrados violados — e Dis Pater, título que traduzia com nobreza o conceito grego de Ploutōn (o dispensador da opulência agrária e mineral gerada no seio da terra). A consagração do culto público estatal de Dis Pater e Proserpina consolidou-se em Roma em 249 a.C., em plena Primeira Guerra Púnica: guiados pelos oráculos solenes dos Livros Sibilinos em meio a terremotos e calamidades bélicas, os decênviros sacros escavaram vinte pés abaixo da superfície do Campo de Marte, nas imediações do rio Tibre, descobrindo o lendário Altar subterrâneo do Tarento (Ara Ditis Patris et Proserpinae in Tarento). Naquele santuário recôndito, os magistrados instituíram os solenes Jogos Seculares (Ludi Saeculares), celebrados em intervalos de um século para purificar a comunidade e inaugurar uma nova era civil, imolando touros e novilhas de pelagem totalmente negra em liturgias noturnas sem luar. Na mitologia poética imortalizada por Ovídio e Claudiano, Plutão irrompe das profundezas da Sicília em sua carruagem negra puxada por corcéis infernais para arrebatar Proserpina, instaurando o pacto cósmico perpétuo que reparte a vida vegetal e as estações entre as trevas do tártaro e a luz do sol.

10 min de leitura · Revisado em 1 de outubro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

O cetro do submundo, a cornucópia, o capacete da invisibilidade e o cipreste

Família

Pais
SaturnoOps (Ops Mater, deusa da terra opulenta e das reservas materiais)
Genealogia segundo Marco Túlio Cícero (De Natura Deorum II.66); Públio Ovídio Naso (Metamorfoses V.385–571, IV.432–463; Fastos IV.417–620); Cláudio Claudiano (De Raptu Proserpinae I.1–116, II.163–246); Valério Máximo (Factorum et Dictorum Memorabilium II.4.5); Tito Lívio (Ab Urbe Condita Periocha 49); Zósimo (História Nova II.1–4); Sexto Pompeu Festo (De Verborum Significatu, pp. 182, 329 Müller); Corpus Inscriptionum Latinarum (CIL VI, 32323: Acta Ludorum Saecularium); Pierre Boyancé (1972); Filippo Coarelli (1999); Robert Schilling (2004); Georges Dumézil (1970)

Fontes e leituras

Fontes primárias

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Estudos

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Nome e epítetos

O teônimo Dis Pater é uma contração arcaica latina de Dives Pater ('Pai Rico' ou 'O Pai das Riquezas'). Como explica magistralmente Marco Túlio Cícero em De Natura Deorum (II.66), o nome latino foi forjado como decalque…

Nas fontes antigas

De Natura Deorum, 45 a.C.. Cícero expõe a etimologia filosófica de Dis Pater a partir de dives e a correlação entre as riquezas materiais da terra e o culto da divindade. Metamorfoses (Metamorphoses), c. 8 d.C..

Os mitos

O Descenso aos Abismos e as Núpcias Reais de Proserpina. Conforme narram Ovídio no Livro V das Metamorfoses (versos 385–571) e Claudiano no De Raptu Proserpinae (Livro II, versos 163–246), Plutão, inquieto com os tremor…

Culto e arqueologia

O culto oficial de Dis Pater em Roma era caracterizado pelo distanciamento prudente e pela solenidade extrema de suas liturgias noturnas.

Como era representado

A tradição iconográfica clássica de Plutão e Dis Pater na arte romana e etrusca enfatiza sua dignidade régia, imponente e melancólica.

O que os estudiosos discutem

. No campo da história da religião romana, a personalidade mítica de Dis Pater e Orcus foi profundamente reavaliada pelos estudos de Pierre Boyancé em Le culte de Dis Pater à Rome (1972) e de Georges Dumézil em Archaic…

Depois da Antiguidade

A majestosa e sombria figura de Plutão exerceu fascínio permanente sobre a literatura, a ópera e a escultura ocidental desde a Antiguidade até os tempos contemporâneos.

Você sabia?

O altar sagrado de Dis Pater e Proserpina no Tarento ficava permanentemente sepultado vinte pés abaixo do nível do solo no Campo de Marte, sendo escavado e descoberto exclusivamente durante os raros Jogos Seculares, cel…

Relíquia do Códice

Cornucópia das Profundezas. O chifre da abundância transbordante dos tesouros e metais ocultos no seio da terra.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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Equivalências Divinas

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