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Retrato de Cupido, divindade romana
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Romanos

Cupido

O Deus do Desejo

Domínio
Desejo, Amor e Paixão
Alinhamento
Caótico e Neutro
Elemento
Ar
Relíquias do Poder
Arco e Flechas de Ouro e Chumbo
Falar com Cupido

O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Romanos
Região
Roma e o Império Romano
Período
séc. VIII a.C. – IV d.C.

Os romanos cultuavam seus deuses como guardiões do Estado, do lar e da guerra, identificando muitos deles com divindades gregas. O culto oficial era conduzido por colégios de sacerdotes e pelo próprio imperador, com templos no coração de Roma. Sua religião acompanhou a expansão do Império por toda a Europa, o Norte da África e o Oriente Médio.

A Saturnália de dezembro invertia papéis sociais em dias de banquetes e presentes, e a Lupercália purificava a cidade em fevereiro. As virgens vestais guardavam o fogo sagrado de Vesta, e os generais vitoriosos desfilavam em triunfo até o templo de Júpiter Capitolino.

Em poucas palavras

Cupido (em latim, Cupido, "desejo") é o deus romano do desejo amoroso, filho de Vênus, representado como menino alado com arco, flechas e tocha. O nome é o substantivo latino que designa o querer intenso, e a poesia romana o usa como personagem desde a época de Augusto. Ovídio faz dele o dono de duas flechas, uma de ponta dourada que acende o amor e outra de chumbo que o repele. Virgílio o põe no banquete de Dido, disfarçado de Ascânio. Apuleio lhe dá o enredo mais longo que a literatura latina conserva sobre um deus do amor, a história de Cupido e Psiquê. Cupido é o correspondente romano do Eros grego, mas os dois não coincidem por inteiro: o Eros de Hesíodo é uma força primordial do cosmo (Teogonia 116–122), enquanto o Cupido latino é quase sempre um filho de Vênus, travesso e armado. O culto organizado de Cupido em Roma é mal documentado. O que sobra em abundância são poemas, estátuas, pinturas de casas e relevos de sarcófagos. Este estudo separa o que as fontes dizem do que a tradição posterior acrescentou, como a venda nos olhos.

8 min de leitura · Revisado em 6 de novembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

O arco, a aljava, as flechas de ouro e de chumbo, a tocha e as asas

Família

Pais
VênusPai variável nas fontes: Marte, Mercúrio ou Vulcano (Sêneca, Otávia 560); Apuleio não o nomeia
Irmãos
Anteros, o terceiro Cupido de Cícero, filho de Marte e Vênus (De Natura Deorum III.60)
Cupido
Uniões
Psiquê (mortal elevada à imortalidade em Apuleio, Metamorfoses VI.22–24)
Filhos
Voluptas, o Prazer, filha de Cupido e Psiquê (Apuleio, Metamorfoses VI.24)
Genealogia segundo Virgílio (Eneida I.657–722; Bucólicas X.69); Ovídio (Metamorfoses I.452–567, V.363–384; Fastos II.457–474); Apuleio (Metamorfoses IV.28–VI.24); Cícero (De Natura Deorum III.59–60); Sêneca (Otávia 560); Panofsky (1939); Kenney (1990)

Fontes e leituras

Fontes primárias

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Estudos

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Nome e epítetos

Cupido vem do verbo latino cupere, "desejar", e é primeiro um substantivo comum: cupido significa "desejo", "cobiça", e pode designar tanto a paixão amorosa quanto a ânsia de dinheiro ou de poder.

Nas fontes antigas

Metamorfoses (Metamorphoses), I, c. 8 d.C.. Ovídio conta como Apolo, depois de matar a serpente Píton, zomba do arco de Cupido e é ferido por uma flecha de ouro, enquanto Dafne recebe a de chumbo.

Os mitos

Cupido e Psiquê. Segundo Apuleio (Metamorfoses IV.28–VI.24), a mortal Psiquê, filha de um rei, é tão bela que os homens passam a adorá-la no lugar de Vênus.

Culto e arqueologia

Roma não tinha um culto estatal de Cupido comparável ao de Vênus, de Marte ou de Júpiter. As fontes literárias o tratam sempre como acompanhante de Vênus, e o que se conserva em volume é a presença dele em objetos e ima…

Como era representado

A imagem clássica de Cupido é a de um menino ou jovem nu, de asas nas costas, com arco, aljava e tocha. Na arte helenística, o deus rejuvenesce e se multiplica em bandos de meninos, e essa fórmula passa à arte romana.

O que os estudiosos discutem

. O primeiro debate é o da identidade. Cupido é o mesmo deus que Eros? Os romanos diziam que sim, mas Cícero (De Natura Deorum III.59–60) já separa vários Cupidos com pais diferentes, e outras fontes dão ao deus pais va…

Depois da Antiguidade

Depois da Antiguidade, Cupido sobrevive sobretudo através de Ovídio e de Apuleio. Na Idade Média, Fulgêncio e os mitógrafos o integram à alegoria moral.

Você sabia?

Em Shakespeare, "Sonho de uma Noite de Verão" (I.1.234–239), Helena diz que o amor não olha com os olhos, mas com a mente, e que por isso o alado Cupido é pintado cego.

Relíquia do Códice

Arco e Flechas de Ouro e Chumbo. Duas flechas, uma de ouro que acende o desejo e outra de chumbo que o repele, segundo Ovídio.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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