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CodexMythologia
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Retrato de Diana, divindade romana
Romanos
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Romanos

Diana

A Deusa da Caça e da Lua

Domínio
Caça, Lua e Natureza Selvagem
Alinhamento
Neutro e Bom
Elemento
Ar
Relíquias do Poder
Arco de Prata Lunar
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O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Romanos
Região
Roma e o Império Romano
Período
séc. VIII a.C. – IV d.C.

Os romanos cultuavam seus deuses como guardiões do Estado, do lar e da guerra, identificando muitos deles com divindades gregas. O culto oficial era conduzido por colégios de sacerdotes e pelo próprio imperador, com templos no coração de Roma. Sua religião acompanhou a expansão do Império por toda a Europa, o Norte da África e o Oriente Médio.

A Saturnália de dezembro invertia papéis sociais em dias de banquetes e presentes, e a Lupercália purificava a cidade em fevereiro. As virgens vestais guardavam o fogo sagrado de Vesta, e os generais vitoriosos desfilavam em triunfo até o templo de Júpiter Capitolino.

Em poucas palavras

Diana (em latim: Diana; em latim arcaico: Deana) é uma das divindades itálicas e romanas mais complexas e ancestrais, congregando sob seu domínio a soberania sobre os bosques sagrados, a vida selvagem, a caça de animais bravios, o parto materno e a rotação luminosa da lua. Paralelamente às suas atribuições de deusa virgem das florestas, Diana exerceu um papel sociopolítico fundamental na história da monarquia e da República de Roma. Seu grande santuário urbano no monte Aventino (Aedes Dianae) foi fundado pelo sexto rei de Roma, Sérvio Túlio, no século VI a.C., concebido explicitamente como santuário federal da Liga Latina (o foedus Latinum), tomando como modelo geopolítico o Artemisium de Éfeso. Localizado fora do pomerium sagrado da cidade, o templo aventino transformou-se no refúgio e asilo legal para a plebe desprovida e para os escravizados (servi), cuja festa cívica era celebrada no mesmo dia da fundação do templo (servorum dies festus). No Lácio arcaico, o epicentro místico de seu culto residia no bosque de Arícia, junto às margens vulcânicas do lago de Nemi, conhecido na Antiguidade como o 'Espelho de Diana' (Speculum Dianae). Naquele santuário de Diana Nemorensis vigorava a extraordinária e arcaica instituição sacerdotal do Rex Nemorensis ('Rei do Bosque'): um sacerdote que devia ser necessariamente um escravo fugitivo, o qual conquistava o ofício sagrado arrancando um ramo dourado de uma árvore consagrada e degolando o sacerdote incumbente em duelo singular de vida ou morte. Invocada igualmente como Diana Trivia nas encruzilhadas noturnas e Diana Lucina nos nascimentos difíceis, a deusa unia a pureza das matas intocadas à dignidade protetora das populações marginalizadas de Roma.

10 min de leitura · Revisado em 1 de outubro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

O arco e flecha de prata, o crescente lunar, a corça e os cães de caça

Família

Pais
JúpiterLatona (deusa itálica identificada a Leto, mãe dos gêmeos divinos Apolo e Diana)
Irmãos
Diana
Genealogia segundo Públio Virgílio Marão (Eneida VII.761–782, XI.532–596); Tito Lívio (Ab Urbe Condita I.45); Públio Ovídio Naso (Fastos III.261–276, VI.737–762; Metamorfoses III.138–252); Quinto Horácio Flaco (Carmen Saeculare 1–76; Odes III.22); Dionísio de Halicarnasso (Antiguidades Romanas IV.26); Caio Suetônio Tranqüilo (Vida dos Doze Césares: Calígula 35); Públio Papínio Estácio (Silvae III.1.55–60); Estrabão (Geografia V.3.12); Georges Dumézil (1970); C. M. C. Green (2007); Filippo Coarelli (1995); Andreas Alföldi (1965)

Fontes e leituras

Fontes primárias

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Estudos

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Nome e epítetos

A linguística histórica e a filologia clássica derivam o teônimo latino Diana da raiz proto-itálica *dei-w-ānā, derivada diretamente da base verbal proto-indo-europeia *dyeu- / *dei- ('brilhar', 'luz celeste', 'céu diur…

Nas fontes antigas

Ab Urbe Condita, c. 27–9 a.C.. O historiador paduano documenta a iniciativa régia de Sérvio Túlio ao congregar os povos latinos num santuário comum e detalha o estratagema sacerdotal na imolação da novilha prodigiosa.

Os mitos

A Fundação do Templo Federal Aventino e o Prodígio da Novilha Sabina. Conforme narra Tito Lívio no Livro I de Ab Urbe Condita (capítulo 45), o sábio rei Sérvio Túlio convenceu as lideranças das cidades confederadas do L…

Culto e arqueologia

O culto de Diana abrangia dois polos rituais monumentais no Lácio: o santuário federal do monte Aventino em Roma e o bosque sagrado de Diana Nemorensis em Arícia.

Como era representado

A figuração artística de Diana na estatuária, nos relevos em mármore e na cunhagem de moedas da República e do Império Romano reflete a fusão entre a majestade austera da senhora itálica dos bosques e a beleza atlética…

O que os estudiosos discutem

. O debate historiográfico moderno acerca de Diana foi revolucionado pelos estudos antropológicos pioneiros de Sir James George Frazer em The Golden Bough (1890), cuja obra inteira partiu da análise da misteriosa sucess…

Depois da Antiguidade

O arquétipo fascinante de Diana exerceu extraordinária influência na literatura ocidental, na escultura clássica e na pintura desde a Idade Média até o século XIX.

Você sabia?

Segundo a crônica imperial de Suetônio (Vida dos Doze Césares: Calígula 35), o imperador Calígula, incomodado com o fato de o sacerdote Rex Nemorensis de Nemi já exercer o ofício sagrado por muitos anos consecutivos sem…

Relíquia do Códice

Arco de Prata Lunar. Um arco de prata que brilha como a lua e jamais erra suas presas na floresta.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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Equivalências Divinas

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