4 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.
Os deuses de Asgard eram cultuados pelos povos nórdicos da Escandinávia e pelos germânicos, sobretudo durante a Era Viking. Guerreiros buscavam morrer em batalha para alcançar o Valhalla de Odin, e os mitos foram preservados nas Eddas da Islândia. O culto declinou com a cristianização da região por volta do ano 1000.
Os nórdicos celebravam blóts, sacrifícios sazonais com banquetes de carne e hidromel, como o Yule do solstício de inverno. O grande templo de Uppsala, na Suécia, reunia a cada nove anos um dos maiores festivais sacrificiais do mundo viking.
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Em poucas palavras
Eir é um nome feminino ligado à cura que aparece em fontes nórdicas medievais sem que elas descrevam a personagem do mesmo modo. Na Gylfaginning, a primeira parte da Edda em prosa de Snorri Sturluson (século XIII), o interlocutor chamado Hár enumera as ásynjur, as deusas, e diz: «Þriðja er Eir. Hon er læknir beztr», isto é, «A terceira é Eir. Ela é a melhor médica» (tradução nossa a partir do texto nórdico publicado em heimskringla.no). É o capítulo XXXV na tradução de Brodeur e o parágrafo 36 (em seu capítulo X) na de Rasmus B. Anderson. Snorri não acrescenta mais nada sobre ela.
No poema Fjölsvinnsmál, a segunda parte do que os editores chamam Svipdagsmál, Eir figura entre as nove donzelas que se sentam aos joelhos de Menglöð, a senhora do salão cercado de chamas, no monte chamado Lyfjaberg, o «monte da cura». O guardião Fjölsviðr diz que essas donzelas socorrem quem lhes faz sacrifícios. A edição de Bellows adverte que o poema só sobrevive em manuscritos em papel do século XVII ou posteriores e que seu autor errou com frequência em matéria de mitologia, de modo que esse testemunho não pode ser tratado como relato de um culto antigo.
Uma terceira fonte, a série de listas de nomes chamada Nafnaþulur, põe Eir entre as «donzelas de Óðinn», as valquírias, e não entre as deusas das estrofes anteriores. Há ainda o uso do nome em versos: na Gísla saga, Gísli compõe estrofes em que a mulher é designada pela fórmula Eir aura, «Eir das riquezas», e uma vara de madeira de Bergen, de cerca de 1300, usaria a mesma convenção, segundo o resumo da Wikipédia em inglês que cita MacLeod e Mees.
Eir é também um substantivo comum. O dicionário de Cleasby e Vigfusson registra eir como «paz, clemência», palavra de poesia antiga que não aparece em prosa. Zoëga traz o substantivo feminino afim eirð, «clemência, misericórdia», e registra à parte um homônimo neutro eir, «latão, cobre». Este estudo apresenta apenas o que essas fontes dizem. Onde elas se calam, os campos correspondentes ficam marcados como fragmentários, e as hipóteses dos estudiosos aparecem como hipóteses.
As fontes antigas sobre esta divindade são escassas. Este estudo reúne só o que está registrado.
17 min de leitura · Revisado em 14 de outubro de 2026 · Como pesquisamos
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Símbolos sagrados
As ervas medicinais, o almofariz, a colina e a mão que cura
Snorri Sturluson, Gylfaginning (The Younger Edda). tradução: Rasmus B. Anderson (1897). ler
Sæmundur fróði / Snorri Sturluson, The Elder Eddas of Saemund Sigfusson; and the Younger Eddas of Snorre Sturleson (Fjölsvinnsmál 36-42; Gylfaginning). tradução: Benjamin Thorpe e/and J. A. Blackwell (1866). ler
Snorri Sturluson, Gylfaginning (transcrição digital que imprime «Fir»). tradução: Arthur Gilchrist Brodeur (1916). ler
Estudos
Richard Cleasby e Gudbrand Vigfusson, An Icelandic-English Dictionary (verbete EIR, eira). Oxford: Clarendon Press, 1874. abrir
Geir T. Zoëga, A Concise Dictionary of Old Icelandic (verbete eir). Oxford: Clarendon Press, 1910. abrir
Rasmus B. Anderson, Norse Mythology; or, The Religion of Our Forefathers. Chicago: S. C. Griggs, 1875. abrir
Karl Gjellerup, Den ældre Eddas Gudesange (introdução a Svipdagsmál). København, 1895. abrir
Wikipedia contributors, Eir (relata Orchard, Lindow, Simek, Davidson, MacLeod e Mees, que não foram abertos). Wikipedia, the free encyclopedia, consultado em 2026. abrir
Wikipedia contributors, Bryggen inscriptions. Wikipedia, the free encyclopedia, consultado em 2026. abrir
Wiktionary contributors, eir (entrada nórdico antigo e islandês). Wiktionary, consultado em 2026. abrir
Nome e epítetos
Eir é a forma nórdica antiga do nome, escrita com ditongo ei e r final. O glossário de Anderson (1875) explica o nome como «paz, clemência».
Nas fontes antigas
Gylfaginning (Edda em prosa, Snorri Sturluson), século XIII. Hár enumera as ásynjur. Frigg é a primeira, Sága a segunda e Eir a terceira, «a melhor médica».
Os mitos
A terceira ásynja: a lista da Gylfaginning. No capítulo 35, Gangleri pergunta quais são as deusas, e Hár responde numerando-as. Frigg é a primeira e possui a morada magnífica chamada Fensalir.
Culto e arqueologia
Fjölsvinnsmál 38–40 inclui Eir entre as nove donzelas e atribui a ajuda ao grupo que recebe oferendas; não descreve templo, sacerdote, festa ou rito exclusivo de Eir.
Como era representado
Fjölsvinnsmál 38–40 nomeia Eir entre as donzelas, mas não lhe atribui um traço visual individual. Não há, nos textos lidos, atributo como objeto, animal, planta, vestimenta ou instrumento, e também não encontrei, em fon…
O que os estudiosos discutem
Uma Eir, duas ou três?. A Gylfaginning, o Fjölsvinnsmál e as Nafnaþulur nomeiam Eir sem se ligarem uma à outra. A Wikipédia relata que Hilda Ellis Davidson considera todas as menções como de uma só figura, enquanto Rudo…
Depois da Antiguidade
A leitura moderna de Eir foi montada por editores e tradutores. Rasmus B. Anderson, em Norse Mythology (1875), escreveu que Eir é a deusa da arte de curar e que isso é quase tudo o que se sabe dela, mas que é muito, e i…
Você sabia?
Na lista de nove nomes, Bellows glosa o oitavo, que é Eir, como «Benévola», seguido de ponto de interrogação, sinal de que a glosa é incerta, e o último, Aurboða, como «Doadora-de-ouro».
Relíquia do Códice
Ervas de Lyfjaberg. As plantas medicinais da colina da cura, de onde ela traz o alívio para todas as doenças e feridas.
O resto deste pergaminho está selado
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