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Retrato de Guaraci, divindade indígena
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Guaraci

O Guardião do Sol

Domínio
Sol, Dia e Vida
Alinhamento
Leal e Bom
Elemento
Luz
Relíquias do Poder
Braseiro do Dia
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O Códice completo

4 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Povos indígenas do Brasil
Região
Brasil e América do Sul
Período
pré-colonial – presente

Os espíritos e heróis culturais indígenas são cultuados pelos povos originários do Brasil, como os tupis, guaranis e ianomâmis. Suas crenças, transmitidas oralmente por pajés e anciãos, ligam o ser humano à floresta, aos rios e aos ancestrais. Permanecem vivas nas comunidades indígenas que resistem até hoje.

Pajés conduzem rituais com cantos, maracás e plantas sagradas, mediando o contato com os espíritos da floresta. No Alto Xingu, o Quarup homenageia os mortos ilustres com danças e lutas, e as cauinagens reúnem aldeias inteiras em festas cerimoniais.

Em poucas palavras

Guaraci é o nome do sol em tupi, na grafia que Couto de Magalhães fixou em O Selvagem (1876) como guaracy. Esse livro é a fonte que apresenta o sol como ‘criador dos viventes’ dentro de uma teogonia de três figuras: o sol, a lua (jacy) e Rudá. A passagem de O Selvagem (1876) que apresenta a teogonia atribui ao sol um papel criador, mas não narra feitos de Guaraci. Os cronistas do século XVI e XVII (Léry, d'Abbeville, Évreux) registram a palavra para o sol e a lua e descrevem como os tupinambás observavam os astros, mas não lhes atribuem um deus solar com biografia. Esta entrada separa, por isso, o que é testemunho do que é interpretação posterior.

As fontes antigas sobre esta divindade são escassas. Este estudo reúne só o que está registrado.

9 min de leitura · Revisado em 14 de outubro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

Sol, fogo, ouro e o dia

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • José Vieira Couto de Magalhães, O Selvagem, parte II, caps. VIII e XII. ler
  • Jean de Léry, Histoire d'un voyage faict en la terre du Bresil. ler
  • Claude d'Abbeville, Histoire de la mission des pères capucins en l'isle de Maragnan et terres circonvoisines. ler
  • Yves d'Évreux, Voyage dans le nord du Brésil fait durant les années 1613 et 1614. ler

Estudos

  • Alexandro Silva de Jesus, Curupira: ensaio sobre tradução e dívida colonial. 2016. abrir

Nome e epítetos

Couto de Magalhães escreve o nome do sol como guaracy e o decompõe em guara, ‘vivente’, e cy, ‘mãe’, de onde tira a tradução ‘mãe dos viventes’. Para a lua, jacy, ele lê já, ‘vegetal’, e cy, ‘mãe’.

Nas fontes antigas

O Selvagem, 1876; obra etnográfica do século XIX, de autor não indígena. Única fonte aberta que atribui ao sol, nomeado Guaracy, o papel de criador dos viventes.

Os mitos

O sol como criador dos viventes na teogonia de Couto de Magalhães. Couto de Magalhães diz que a teogonia dos índios ‘assenta-se sobre esta ideia capital: todas as coisas creadas têm mãe’.

Culto e arqueologia

Léry, que conviveu com os tupinambás da baía de Guanabara em 1557–1558, escreve no capítulo XVI que eles não conhecem nem adoram deuses celestes ou terrestres, não têm fórmula nem lugar de reunião e não rezam em público…

Como era representado

O trecho de O Selvagem (1876) sobre Guaracy o nomeia como sol, sem lhe dar descrição visual. Os símbolos ‘ouro’ e ‘fogo’ não constam do trecho de 1876, nem de Léry, d'Abbeville ou Évreux.

O que os estudiosos discutem

Teogonia indígena ou esquema do século XIX?. Couto abre a descrição com ‘o systema geral de theogonia tupi parece ser este’ e a baseia numa premissa que ele mesmo declara: todas as coisas criadas teriam ‘mãe’, porque os…

Depois da Antiguidade

A figura de Guaraci tal como circula hoje em livros escolares, sites e jogos, sol marido de Jaci, criador dos animais diurnos, auxiliar de Tupã, não está documentada nas fontes abertas lidas.

Você sabia?

Couto registra a variante guarani cuaracy e diz que Montoya a explicava como ‘buraco pesado’, o que o autor considera impossível para uma língua que dá a cada objeto os caracteres que ele realmente tem.

Relíquia do Códice

Braseiro do Dia. Uma tocha rúnica que ilumina toda a selva e afasta as trevas noturnas.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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