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Retrato de Término, divindade romana
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Romanos

Término

O Guardião das Fronteiras

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Marco de Pedra Sagrado
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O Códice completo

4 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Romanos
Região
Roma e o Império Romano
Período
séc. VIII a.C. – IV d.C.

Os romanos cultuavam seus deuses como guardiões do Estado, do lar e da guerra, identificando muitos deles com divindades gregas. O culto oficial era conduzido por colégios de sacerdotes e pelo próprio imperador, com templos no coração de Roma. Sua religião acompanhou a expansão do Império por toda a Europa, o Norte da África e o Oriente Médio.

A Saturnália de dezembro invertia papéis sociais em dias de banquetes e presentes, e a Lupercália purificava a cidade em fevereiro. As virgens vestais guardavam o fogo sagrado de Vesta, e os generais vitoriosos desfilavam em triunfo até o templo de Júpiter Capitolino.

Em poucas palavras

Término (em latim: Terminus) é a personificação divina e a hipóstase numinosa do marco de fronteira, dos limites territoriais rústicos e da inviolabilidade das propriedades públicas e privadas na religião romana arcaica. Diferente das divindades antropomórficas introduzidas pelo influxo etrusco e helênico, Término preservou ao longo de toda a história romana sua concepção anicônica essencial: ele não era apenas o protetor do marco, mas o próprio marco de pedra (lapis) ou poste de madeira (cippus) fincado no solo para delimitar propriedades vizinhas e consagrar tratados cívicos. Conforme os testemunhos de Dionísio de Halicarnasso (Antiguidades Romanas II.74) e Plutarco (Vida de Numa 16), o culto foi regulamentado pelo rei Numa Pompílio, que instituiu a delimitação legal das terras agrícolas e determinou que qualquer indivíduo que arrancasse ou deslocasse fraudulentamente um marco divisório seria imediatamente execrado como homo sacer — uma condição de maldição irrevogável que autorizava qualquer cidadão a matá-lo impunemente. O episódio mais renomado de sua teologia ocorreu no final da monarquia romana, quando o rei Tarquínio, o Soberbo, decidiu edificar o grandioso Templo de Júpiter Ótimo Máximo no cume do Capitólio; para abrir espaço ao santuário imperial, os pontífices e áugures consultaram os deuses dos altares pré-existentes através da cerimônia de exauguração, obtendo o consentimento de todos para desocupar o monte, exceto de Término e de Iuventas, que se recusaram categoricamente a ceder seus sítios sagrados. Os áugures interpretaram a obstinação do deus da pedra como um presságio perpétuo de firmeza cósmica, garantindo que as fronteiras do Estado romano jamais recuariam perante nenhum inimigo. Seu santuário arcaico foi então incorporado no interior da própria cela do templo capitolino, abrindo-se um orifício no teto de telhas para permitir a visão direta do céu, uma vez que as oferendas a Término só podiam ser consumadas sob a abóbada celeste aberta (sub dio).

10 min de leitura · Revisado em 1 de outubro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

O marco de pedra, o limite do campo e a coroa de oferendas

Fontes e leituras

Fontes primárias

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Estudos

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Nome e epítetos

O teônimo latino Terminus identifica-se perfeitamente com o substantivo comum terminus, que significa 'marco divisório', 'linha de fronteira', 'baliza' ou 'limite extremo'.

Nas fontes antigas

Fastos (Fasti), c. 8 d.C.. Ovídio descreve em minúcias os ritos rústicos das Terminalia, o diálogo ritual entre vizinhos nos limites das propriedades, a unção dos marcos e o lendário hino poético dirigido a Término.

Os mitos

A Obstinada Recusa de Término no Capitólio e a Profecia da Eternidade Territorial. Conforme narram Tito Lívio no Livro I de Ab Urbe Condita (I.55) e Ovídio nos Fastos (II.667–678), durante o reinado do último rei de Rom…

Culto e arqueologia

A festividade magna de Término chamava-se Terminalia, celebrada anualmente em 23 de fevereiro — data que coincidia com o último dia do ano religioso arcaico de Roma, antes dos dias intercalares de Mercedonius, demarcand…

Como era representado

Durante os séculos primitivos da civilização romana, Término não possuía representação antropomórfica de nenhuma espécie, sendo adorado estritamente sob a forma física de pedras brutas fincadas verticalmente no solo (la…

O que os estudiosos discutem

. No campo da história das religiões romanas e da mitologia comparada, o debate contemporâneo em torno de Término foi marcadamente estruturado pelos estudos de Georges Dumézil em Archaic Roman Religion (1970) e Idées ro…

Depois da Antiguidade

A imagem inabalável de Término atravessou a Idade Média e tornou-se um dos símbolos mais poderosos do humanismo renascentista e da filosofia moral europeia.

Você sabia?

Segundo a rigorosa jurisprudência da lei real de Numa Pompílio preservada por Dionísio de Halicarnasso, se um camponês ultrapassasse a divisa com a relha de seu arado e arrancasse acidental ou deliberadamente um marco d…

Relíquia do Códice

Marco de Pedra Sagrado. A pedra de limite inamovível que sela a propriedade e a ordem entre os homens.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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