Pular para o conteúdo
CodexMythologia
Voltar ao Códice
Retrato de Fauno, divindade romana
Romanos
Toque ou arraste
Romanos

Fauno

O Deus dos Bosques e Rebanhos

Domínio
Bosques, Rebanhos e Profecia
Alinhamento
Caótico e Bom
Elemento
Terra
Relíquias do Poder
Flauta Pastoril
Falar com Fauno

O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Romanos
Região
Roma e o Império Romano
Período
séc. VIII a.C. – IV d.C.

Os romanos cultuavam seus deuses como guardiões do Estado, do lar e da guerra, identificando muitos deles com divindades gregas. O culto oficial era conduzido por colégios de sacerdotes e pelo próprio imperador, com templos no coração de Roma. Sua religião acompanhou a expansão do Império por toda a Europa, o Norte da África e o Oriente Médio.

A Saturnália de dezembro invertia papéis sociais em dias de banquetes e presentes, e a Lupercália purificava a cidade em fevereiro. As virgens vestais guardavam o fogo sagrado de Vesta, e os generais vitoriosos desfilavam em triunfo até o templo de Júpiter Capitolino.

Em poucas palavras

Fauno (em latim: Faunus) é uma das divindades indígenas mais ancestrais e fascinantes do Lácio pré-romano, personificando o espírito selvagem das florestas profundas, a fertilidade prolífica dos rebanhos bovinos e ovinos e o dom oracular da profecia noturna inspirada. Na genealogia dinástica dos povos latinos conservada por Virgílio na Eneida (VII.45–48), Fauno é filho de Pico (o rei-adivinho transformado em pássaro sagrado), neto de Saturno e pai do rei Latino, soberano que acolheu os exilados troianos de Eneias. Mais do que um simples gênio agreste, Fauno representava a voz misteriosa da natureza intocada: seus sussurros ecoavam pelos bosques ermos para avisar os viandantes e prever vitórias militares, como na célebre batalha de Silva Arsia (509 a.C.), quando sua voz trovejou entre as árvores anunciando a vitória da nascente República romana sobre os etruscos (Lívio II.7). O deus manifestava-se igualmente sob a faceta oracular de Faunus Vates através do rito da incubatio no bosque sagrado de Albunea, onde os reis e sacerdotes sacrificavam ovelhas e dormiam sobre seus velos de lã para receber profecias em sonhos divinos. No calendário ritual de Roma, a presença de Fauno estava intimamente entrelaçada com as Lupercais (Lupercalia, 15 de fevereiro), festividade arcaica celebrada na gruta do Lupercal no monte Palatino, onde os sacerdotes lupercos corriam cingidos apenas com peles de cabra e golpeavam as mulheres com correias de couro (februa) para afastar a esterilidade. Seu culto cívico oficial em Roma foi coroado em 194 a.C. com a inauguração de um templo períptero na Ilha Tiberina (Insula Tiberina), enquanto nas aldeias campesinas celebrava-se anualmente a Faunalia em 5 de dezembro, cantada com lirismo por Horácio.

10 min de leitura · Revisado em 1 de outubro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

A flauta, os chifres, a pele de cabra e o bosque

Família

Pais
Pico (Picus, o mítico rei profético do Lácio transformado em pica-pau sagrado por Circe)Canente (Canens, ninfa canora das margens do rio Tibre, personificação do canto suave)
Fauno
Uniões
Fauna / Marica (Fauna ou Bona Dea como contraparte feminina e a ninfa Marica como mãe de Latino)
Filhos
Latino (rei dos aborígenes do Lácio que acolheu Eneias e selou a aliança troiano-latina)
Genealogia segundo Públio Virgílio Marão (Eneida VII.45–106, VIII.314); Públio Ovídio Naso (Fastos II.193–194, II.267–452, IV.649–672; Metamorfoses XIV.320–396); Quinto Horácio Flaco (Odes I.4.11, I.17, III.18); Tito Lívio (Ab Urbe Condita I.5, II.7, XXXIII.42, XXXIV.53); Marco Terêncio Varrão (De Lingua Latina VI.13, VII.36); Dionísio de Halicarnasso (Antiguidades Romanas I.31, V.16); Plínio, o Velho (Naturalis Historia XXV.29, XXX.84); Plutarco (Vida de Rômulo 21; Vida de Numa 15); Sexto Pompeu Festo (De Verborum Significatu, p. 87 Müller); Georges Dumézil (1970); T. P. Wiseman (2004); Andrea Carandini (1997); Fritz Graf (2004)

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • , .
  • , .
  • , .
  • , .

Estudos

  • , .
  • , .
  • , .
  • , .
  • , .

Nome e epítetos

O teônimo latino Faunus é objeto de duas correntes etimológicas principais na filologia clássica. A etimologia indígena romana, preservada por Varrão (De Lingua Latina VII.36) e por Sérvio em seu comentário à Eneida (VI…

Nas fontes antigas

Eneida (Aeneis), c. 19 a.C.. Virgílio registra a genealogia mítica de Fauno como rei fundador do Lácio, sua consulta oracular no bosque de Albunea e a revelação do casamento entre Lavínia e Eneias. Fastos (Fasti), c.

Os mitos

A Consulta de Numa e a Captura de Fauno e Pico no Aventino. Conforme narram Ovídio no Livro IV dos Fastos (versos 649–672) e Plutarco na Vida de Numa (cap.

Culto e arqueologia

O culto de Fauno abrangia tanto festividades rústicas nas aldeias campesinas quanto liturgias cívicas consagradas no centro urbano de Roma.

Como era representado

A tradição iconográfica e visual de Fauno reflete a transição gradual da concepção itálica de uma voz incorpórea e misteriosa para a representação antropomórfica helenizada do pastor caprino.

O que os estudiosos discutem

. O debate acadêmico moderno sobre Fauno concentra-se na sua natureza originária e nas complexas relações teológicas com o rito das Lupercais e o panteão itálico arcaico, amplamente analisadas por Georges Dumézil (1970)…

Depois da Antiguidade

A figura mitológica de Fauno e dos faunos exerceu duradoura influência na poesia bucólica, na escultura e na música do Renascimento ao Simbolismo.

Você sabia?

Segundo a crônica militar de Tito Lívio (Ab Urbe Condita II.7), na noite após a sangrenta batalha de Silva Arsia (509 a.C.) entre os romanos republicanos e os invasores etruscos que tentavam restaurar Tarquínio no trono…

Relíquia do Códice

Flauta Pastoril. Uma flauta cujo som ecoa pelos bosques e cujas vozes proféticas surgem nos sonhos.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

Ver o Codex PROBaixar na Google Play

Equivalências Divinas

Do mesmo panteão

Ver panteão