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CodexMythologia
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Retrato de Anahita, divindade persa
Persas
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Persas

Anahita

A Senhora das Águas

Domínio
Águas, Fertilidade e Guerra
Alinhamento
Neutro e Bom
Elemento
Água
Relíquias do Poder
Manto de Pele de Castor
Falar com Anahita

O Códice completo

4 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Persas (zoroastristas)
Região
Pérsia (atual Irã)
Período
c. 1500 a.C. – 650 d.C.

As divindades persas pertencem ao zoroastrismo, a fé do antigo Império Persa, fundada nos ensinamentos de Zaratustra. Centrada na luta cósmica entre o bem (Ahura Mazda) e o mal (Angra Mainyu), influenciou o judaísmo, o cristianismo e o islã. Ainda é praticada por comunidades zoroastristas no Irã e na Índia (parses).

Nos templos do fogo, sacerdotes mantêm chamas sagradas que ardem há séculos — a de Yazd, no Irã, há mais de 1.500 anos. O Nowruz, ano novo persa do equinócio de primavera, e a noite de Yalda, no solstício de inverno, celebram a vitória da luz sobre as trevas.

Em poucas palavras

Anahita (em avéstico Arədvī Sūrā Anāhitā; em persa antigo Anāhitā; em persa médio Anāhīd ou Ardwīsūr) é uma divindade yazata das águas, da fertilidade e, a partir dos aquemênidas, da realeza, no zoroastrismo e na antiga religião iraniana. Seu nome avéstico completo reúne três adjetivos: arədvī ('úmida'), sūrā ('forte', 'poderosa') e anāhitā ('imaculada', 'sem mancha'), segundo Mary Boyce na Encyclopaedia Iranica. O Aban Yasht (Yasht 5 do Avesta), um dos mais longos e bem preservados hinos avésticos, dividido em 30 seções (kardes), apresenta-a como o grande rio mítico de cuja corrente saem as águas dos sete karshvares (5.3–5). Ela purifica a semente de todos os machos e o ventre de todas as fêmeas, dá partos seguros e põe leite nos seios na medida certa (5.2). Artaxerxes II (404–359 a.C.) foi o primeiro rei aquemênida conhecido por reconhecer publicamente 'Anāhit(a)': Ahuramazda, Anahita e Mithra aparecem juntos em suas inscrições de Susa (A2Sa) e de Hamadã (A2Ha), e Beroso, citado por Clemente de Alexandria, diz que o mesmo rei mandou erguer estátuas de 'Afrodite Anaitis' nas principais cidades do império. Na época sassânida, Anāhīd tornou-se a divindade protetora da dinastia, era chamada 'a Senhora' (Bānū), tinha um templo do fogo em Estakhr e aparece nos relevos de investidura de Naqsh-e Rostam e Taq-e Bostan.

16 min de leitura · Revisado em 2 de outubro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

O rio, a água que jorra, a coroa de ouro e o manto de castor

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Darmesteter, James (trad.), Khorda Avesta 5: Aban Yasht (Hino às Águas). tradução: Tradução inglesa em Sacred Books of the East, vol. 23 (1898); edição digital de J. H. Peterson. ler
  • Peterson, Joseph H. (transcrição), Khorda Avesta 5: Aban Yasht (texto avéstico). tradução: Transcrição do texto avéstico em Avesta.org. ler
  • Artaxerxes II; Livius.org (ed.), Inscrição aquemênida A2Sa, de Susa. tradução: Texto em persa antigo e tradução inglesa no Livius.org. ler
  • Artaxerxes II; Livius.org (ed.), Inscrição aquemênida A2Ha, de Hamadã. tradução: Texto em persa antigo e tradução inglesa no Livius.org. ler
  • Mills, L. H. (trad.), Yasna 65: A Ardvi Sura Anahita e às Águas. tradução: Tradução em Sacred Books of the East, vol. 31 (edição de 1898), no Avesta.org. ler
  • West, E. W. (trad.), Bundahishn (Sacred Books of the East, vol. 5). tradução: Usado apenas para o planeta Vênus (Anahid, cap. 5); as passagens sobre Ardwīsūr vêm do Bundahišn maior, citado por Boyce. ler
  • Plutarco, Vida de Artaxerxes. tradução: Tradução inglesa (Loeb) no LacusCurtius. ler

Estudos

  • Boyce, Mary, Verbete 'Anāhīd i. Ardwīsūr Anāhīd'. Encyclopaedia Iranica, 1989. abrir
  • Chaumont, Marie-Louise, Verbete 'Anāhīd ii. The Cult and its Diffusion'. Encyclopaedia Iranica, 1989. abrir
  • Kleiss, Wolfram, Verbete 'Kangavar'. Encyclopaedia Iranica, 2010. abrir

Nome e epítetos

O nome avéstico completo, Arədvī Sūrā Anāhitā, é uma sequência de três adjetivos femininos. Segundo Mary Boyce (Encyclopaedia Iranica), sūrā e anāhitā são adjetivos comuns, que significam 'forte, poderoso' e 'impoluto,…

Nas fontes antigas

Avesta (Aban Yasht / Yasht 5), Tradição oral avéstica; segundo Boyce, a descrição da estátua (5.126–129) foi provavelmente composta depois que Artaxerxes II ergueu estátuas da deusa..

Os mitos

A descida do rio de Hukairya ao mar Vouru-Kasha. O Aban Yasht abre com a ordem de Ahura Mazda a Zarathushtra: oferecer sacrifício a Ardvi Sura Anahita, 'a de ampla correnteza e salutar', que odeia os daevas e segue a le…

Culto e arqueologia

O culto de Anahita combinava a veneração das águas, de raiz avéstica, com o culto das imagens promovido pela realeza aquemênida.

Como era representado

Boyce e Chaumont concordam que poucas figuras representam sem dúvida a deusa; as mais seguras são os relevos de Naqsh-e Rostam e de Taq-e Bostan.

O que os estudiosos discutem

Duas deusas numa só: Arədvī Sūrā e a Anāhiti ocidental. O Yasht 5 canta um rio mítico, enquanto as fontes gregas conhecem a deusa ocidental Anaitis.

Depois da Antiguidade

Heródoto (1.131) conheceu a deusa como Afrodite Urânia, comparou-a com a Mylitta assíria e com a Alilat árabe e disse que os persas aprenderam seu culto dessas gentes; Chaumont observa que os gregos a viram mais vezes c…

Você sabia?

Boyce observa que vários versos do hino de Arədvī Sūrā correspondem de perto a versos dirigidos a Aši, divindade da Fortuna, e que as duas belas deusas condutoras de carros chegaram a ser em parte confundidas; dons ante…

Relíquia do Códice

Manto de Pele de Castor. O manto reluzente de trezentas peles de castor com que a deusa das águas cobre sua beleza imaculada.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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