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Retrato de Anfitrite, divindade grega
Gregos
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Gregos

Anfitrite

A Rainha do Mar

Domínio
Mar, Ondas e Criaturas Marinhas
Alinhamento
Neutro e Bom
Elemento
Água
Relíquias do Poder
Rede dos Mares
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O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Gregos antigos
Região
Grécia e Mediterrâneo
Período
séc. VIII a.C. – IV d.C.

Os deuses olimpianos eram cultuados pelas cidades-estado da Grécia antiga, de Atenas a Esparta, que lhes erguiam templos como o Partenon. Reinando do alto do monte Olimpo, presidiam cada aspecto da vida e eram celebrados em festivais como os Jogos Olímpicos. Homero e Hesíodo fixaram seus mitos, que moldaram toda a cultura ocidental.

Os Jogos Olímpicos eram realizados a cada quatro anos em honra a Zeus, e as Panateneias celebravam Atena em Atenas. Os Mistérios de Elêusis iniciavam fiéis nos segredos de Deméter e Perséfone, enquanto multidões consultavam o oráculo de Apolo em Delfos.

Em poucas palavras

Anfitrite (em grego antigo Ἀμφιτρίτη) é a venerável deusa grega que personifica a imensidão do mar circundante e reina como soberana absoluta das profundezas oceânicas ao lado de seu esposo Posídon. Integrada na Teogonia de Hesíodo como uma das mais nobres entre as cinquenta Nereidas geradas pelo sábio ancião Nereu e pela ninfa Dóris, Anfitrite transcendeu a condição de simples espírito aquático para assumir a condição de rainha cósmica do elemento líquido. Nas epopeias de Homero, a própria amplidão do mar tempestuoso é descrita poeticamente como o ventre vivo de Anfitrite, mãe fecunda de miríades de monstros marinhos, cardumes e focas que habitam as fendas dos abismos salgados. A narrativa de seu casamento real, compilada por mitógrafos helenísticos e astrônomos como Ératóstenes e Higino, relata que a deusa, zelosa de sua autonomia virginal, fugiu aos avanços de Posídon e refugiou-se nas margens remotas do Oceano ocidental sob a guarda do titã Atlas; Posídon despachou inúmeros emissários em sua busca, entre os quais um golfinho sábio que encontrou a deusa em seu retiro, persuadindo-a com palavras reverentes a aceitar a coroa dos mares, façanha diplomática pela qual Posídon imortalizou o animal nas constelações celestes sob a forma do Golfinho (Delphinus). No célebre Hino Homérico a Apolo, Anfitrite figura entre as grandes deusas imortais — ao lado de Reia, Têmis e Dione — que compareceram à ilha sagrada de Delos para amparar a titânide Leto durante o sofrido nascimento de Apolo. Em seu esplêndido palácio submarino construído com ouro e corais nas profundezas de Egas, Anfitrite gerou o formidável deus Tritão, o arauto das marés cujo búzio acalma ou enfurece as ondas.

7 min de leitura · Revisado em 30 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

A coroa de pinças de caranguejo, o golfinho, a rede e as ondas

Família

Pais
Nereu (o sábio ancião das águas marinhas serenas) e Dóris (ninfa oceânica filha de Oceano e Tétis, na Teogonia hesiódica); em tradições catalogadas por Apolodoro, filha de Oceano
Irmãos
As cinquenta irmãs Nereidas das profundezas marinhas (entre as quais Tétis, mãe de Aquiles; Galateia; e Psâmate)
Anfitrite
Uniões
Posídon (o soberano olímpico dos oceanos, agitador das terras e domador de corcéis marinhos)
Filhos
Tritão (divindade marinha mista com cauda sinuosa de peixe, arauto das ondas portador do búzio sonoro); Rodes (ninfa epônima da ilha sagrada de Rodes em Píndaro); e Bentesicime (deusa das ondas profundas na Biblioteca de Apolodoro)
Genealogia segundo Hesíodo, Teogonia (vv. 240–243, 930–933); Hino Homérico a Apolo (vv. 92–95); Píndaro, Olímpica VI (vv. 104–105); Pseudo-Apolodoro, Biblioteca (I.2.7, I.4.5, III.15.4); Pausânias, Descrição da Grécia (I.17.3, II.1.7, V.11.8); Ératóstenes, Catasterismos (31); Walter Burkert, Greek Religion (1985); Karl Kerényi, The Gods of the Greeks (1951); Timothy Gantz, Early Greek Myth (1993)

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Hesíodo de Áscra, Teogonia (versos 240 a 243: linhagem nereídica; versos 930 a 933: união com Posídon e nascimento de Tritão). tradução: Hesíodo: Teogonia, estudo analítico e notas por Christian Werner (São Paulo: Editora Hedra).
  • Homero, Odisseia (Livro III, 88–91; Livro IV, 404; Livro XII, 60–97: o mar como domínio gerador de Anfitrite). tradução: Homero: Odisseia, tradução em verso por Carlos Alberto Nunes (Editora Nova Fronteira).
  • Hinos Homéricos, Hino III a Apolo (versos 92 a 95: o testemunho das deusas no parto de Delos). tradução: Hinos Homéricos, tradução com introdução e comentários por Wilson Alves Ribeiro Jr. (Editora Unesp).
  • Pseudo-Apolodoro, Biblioteca Mitológica (Livro I, 2.7 e 4.5: a corte nereídica e a embaixada do golfinho). tradução: Apollodorus: The Library, tradução em língua inglesa por J. G. Frazer (Loeb Classical Library).

Estudos

  • Robert Parker, Polytheism and Society at Athens. Oxford University Press, 2005.
  • Walter Burkert, Greek Religion: Archaic and Classical. Harvard University Press, 1985.
  • Karl Kerényi, The Gods of the Greeks. London: Thames and Hudson, 1951.
  • Timothy Gantz, Early Greek Myth: A Guide to Literary and Artistic Sources. Johns Hopkins University Press, 1993.

Nome e epítetos

O teônimo grego Amphitrítē (Ἀμφιτρίτη) compõe-se do prefixo amphi- (ἀμφί, que denota 'ao redor', 'em torno', 'por ambos os lados' ou 'cercando completamente') e do elemento radical -trite (-τρίτη), de filiação linguísti…

Nas fontes antigas

Teogonia (Hesíodo), C. 700 a.C.. Documenta a filiação nereídica de Anfitrite, seu matrimônio divino em Egas e a geração do arauto marinho Tritão. Odisseia (Homero), Século VIII a.C..

Os mitos

A Fuga Virginal para o Oceano e a Embaixada do Golfinho Sagrado. Conforme preservado nas tradições mitográficas de Pseudo-Apolodoro e nos Catasterismos de Ératóstenes, o poderoso senhor das marés Posídon avistou Anfitri…

Culto e arqueologia

O culto a Anfitrite esteve historicamente entrelaçado ao de Posídon, manifestando-se com particular intensidade em cidades costeiras, ilhas do Egeu e portos mercantis.

Como era representado

Na cerâmica grega arcaica e clássica — como na famosa Taça de Berlim e em crateras áticas de figuras vermelhas —, assim como nos opulentos mosaicos helenísticos e romanos encontrados em Óstia, Delos e no norte da África…

O que os estudiosos discutem

Deusa Pré-Olímpica Primordial versus Subordinação Patriarcal Helênica. Pesquisadores da religião grega antiga, como Walter Burkert e Robert Parker, analisam como a figura de Anfitrite preservou traços de uma deusa oceân…

Depois da Antiguidade

Anfitrite manteve uma presença extraordinária nas artes decorativas do Renascimento e do Barroco europeu, figurando como tema predileto de fontes monumentais e esculturas palacianas, como na Fonte de Netuno em Florença…

Você sabia?

No Canto XII da Odisseia (versos 96 e 97), quando Circe adverte Odisseu sobre o monstro marinho Cila nas rochas de Messina, ela explica que a fera devora os cardumes e os monstros imensos 'que aos milhares cria e alimen…

Relíquia do Códice

Rede dos Mares. A rede e a coroa com que governa as criaturas marinhas ao lado de seu esposo Poseidon.

O resto deste pergaminho está selado

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