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Retrato de Iemanjá, divindade iorubá
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Iemanjá

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5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Povo iorubá
Região
Oeste da África e diáspora
Período
c. 1000 d.C. – presente

Os orixás são cultuados pelo povo iorubá da atual Nigéria e do Benim, tendo Ilê-Ifé como centro espiritual. Com o tráfico de escravizados, sua fé cruzou o Atlântico e floresceu nas Américas como o candomblé, a santería e o vodu. É hoje uma das tradições religiosas africanas mais vivas e difundidas do mundo.

O festival de Oxum em Osogbo, na Nigéria, leva milhares ao bosque sagrado do rio Osun, patrimônio da UNESCO. O oráculo de Ifá guia decisões por meio dos odus, e no Brasil os terreiros de candomblé honram cada orixá com tambores, danças, cores e comidas próprias.

Em poucas palavras

Yemọja (Iemanjá, no Brasil; Yemayá, em Cuba) é um orixá das águas e da maternidade. Nos registros do século XIX sobre a terra iorubá, aparece como divindade de riachos e correntes de água doce, ligada às ordálias pela água; no Brasil, é cultuada sobretudo como Rainha do Mar. A fonte aberta mais antiga e detalhada sobre seus mitos é A. B. Ellis, que em 1894 anotou, em inglês, uma narrativa oral: Yemaja, filha de Obatalá e Oduduwa, é agredida pelo próprio filho, cai, e de seu corpo saem os orixás e o sol e a lua. Esse relato é um registro colonial tardio, que o próprio autor chama de recente e não universal. Este estudo o apresenta como fonte, sem tomá-lo como regra de todos os terreiros.

As fontes antigas sobre esta divindade são escassas. Este estudo reúne só o que está registrado.

9 min de leitura · Revisado em 14 de outubro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

Azul e branco, a estrela do mar, o abebé (leque espelhado) e as conchas

Família

Pais
Obatalá (na versão registrada por A. B. Ellis)Oduduwa
Irmãos
Iemanjá
Uniões
Filhos
Orungan (na versão de Ellis)XangôOlokunOxum
Genealogia segundo A. B. Ellis, The Yoruba-Speaking Peoples of the Slave Coast of West Africa (1894), cap. II, §4; genealogia de um registro histórico específico, não regra de todas as tradições.

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • A. B. Ellis, The Yoruba-Speaking Peoples of the Slave Coast of West Africa, chapter II. ler
  • A. B. Ellis, The Yoruba-Speaking Peoples of the Slave Coast of West Africa, chapter III. ler
  • A. B. Ellis, The Yoruba-Speaking Peoples of the Slave Coast of West Africa (texto completo, Internet Archive). ler

Estudos

  • Fowler Museum at UCLA / African Arts, The House Was Too Small: Yorùbá Sacred Arts from Africa and Beyond. 2024. abrir
  • Toyin Falola, Global Yorùbá: Regional and Diasporic Networks, chapter 8: Òrìṣà. Indiana University Press. abrir
  • Leila Maria Blass, Dois de fevereiro, Dia de Iemanjá, Dia de Festa no Mar. abrir
  • Secretaria de Turismo do Estado da Bahia, Fé e tradição marcam a Festa de Iemanjá em Salvador. 2026. abrir

Nome e epítetos

Ellis explica o nome Yemaja como 'mãe dos peixes', do iorubá ìyá, mãe, e eja, peixe. A grafia moderna Yemọja segue a escrita iorubá com sinais; Iemanjá é a forma portuguesa e Yemayá a cubana.

Nas fontes antigas

The Yoruba-Speaking Peoples of the Slave Coast of West Africa, 1894. Registro etnográfico colonial de narrativa oral, com a genealogia, a fuga e o nascimento dos orixás; não é fonte da Antiguidade.

Os mitos

A fuga de Yemaja e o nascimento dos orixás. Segundo Ellis, Oduduwa teve com Obatalá um menino e uma menina, Aganju e Yemaja. Yemaja casou-se com o irmão e deu à luz Orungan.

Culto e arqueologia

Ellis diz, em 1894, que o culto de Aganju parecia ter caído em desuso ou se fundido ao da mãe, e que diante da residência do rei em Oyo havia um espaço aberto chamado Oju-Aganju, 'frente de Aganju'.

Como era representado

Ellis descreveu uma figura feminina amarela, com contas azuis e tecido branco, em seu registro de 1894. A imagem brasileira posterior é outra: Blass menciona, no pátio da casa de Iemanjá no Rio Vermelho, uma escultura d…

O que os estudiosos discutem

Rio, mar e genealogias variáveis. O catálogo acadêmico da exposição The House Was Too Small distingue a Yemọja de águas doces na região iorubá de sua associação frequente ao oceano na diáspora.

Depois da Antiguidade

A festa baiana tornou pública e amplamente visível a Iemanjá do mar. O governo da Bahia documenta a celebração de 2 de fevereiro no Rio Vermelho, com flores, cânticos, presentes e participação de pescadores e pessoas de…

Você sabia?

Ellis registra uma variação até na ordem em que os orixás saem do corpo de Yemaja, e sua própria nota impede tratar a lista como sequência imutável.

Relíquia do Códice

Abebé Prateado das Marés. Um leque espelhado que controla as correntes marítimas e purifica o espírito.

O resto deste pergaminho está selado

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