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Retrato de Xangô, divindade iorubá
Iorubás
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Iorubás

Xangô

O Rei da Justiça

Domínio
Justiça e Trovões
Alinhamento
Leal e Neutro
Elemento
Trovão
Relíquias do Poder
Machado Duplo Oxê
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O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Povo iorubá
Região
Oeste da África e diáspora
Período
c. 1000 d.C. – presente

Os orixás são cultuados pelo povo iorubá da atual Nigéria e do Benim, tendo Ilê-Ifé como centro espiritual. Com o tráfico de escravizados, sua fé cruzou o Atlântico e floresceu nas Américas como o candomblé, a santería e o vodu. É hoje uma das tradições religiosas africanas mais vivas e difundidas do mundo.

O festival de Oxum em Osogbo, na Nigéria, leva milhares ao bosque sagrado do rio Osun, patrimônio da UNESCO. O oráculo de Ifá guia decisões por meio dos odus, e no Brasil os terreiros de candomblé honram cada orixá com tambores, danças, cores e comidas próprias.

Em poucas palavras

Xangô, ou Ṣàngó, é o orixá iorubá do trovão e do relâmpago, ligado à realeza de Oyó. Relatos publicados entre o fim do século XIX e o início do XX apresentam tanto uma divindade celeste quanto um rei cuja morte foi seguida de culto. Eles discordam sobre os acontecimentos finais: um descreve o incêndio do palácio e a morte voluntária do rei; outro, a fuga, a notícia de seu enforcamento e o desaparecimento do corpo. O machado duplo, as pedras de raio, as cores vermelha e branca, a dança e o louvor integram formas documentadas de sua veneração. O Festival de Sango em Oyó continua ativo e foi inscrito pela UNESCO em 2023.

8 min de leitura · Revisado em 13 de outubro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

Machado duplo (oxê), a pedra do raio, o fogo e as cores vermelho e branco

Família

Xangô
Genealogia segundo A. B. Ellis, The Yoruba-Speaking Peoples, cap. II, seção 5; a filiação varia entre versões.

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • A. B. Ellis, The Yoruba-Speaking Peoples of the Slave Coast of West Africa. ler
  • M. I. Ogumefu, Yoruba Legends. ler

Estudos

  • Olatunde Oyewole Ogunbiyi e Lydia Bosede Akande, Sango: The Religio-Mythical Examination of a Yoruba Deity. 2019. abrir
  • Metropolitan Museum of Art, Sango Staff: Kneeling Female Figure (Ose Sango). abrir
  • Raul Lody, Oxê de Xangô: Um estudo de caso da cultura material afro-brasileira. 1983. abrir
  • UNESCO, Sango Festival, Oyo. 2023. abrir

Nome e epítetos

A grafia portuguesa Xangô convive com Sango, Shango e Ṣàngó, esta última com marcas tonais da escrita iorubá. O nome identifica uma divindade e, em muitas narrativas, também um governante de Oyó.

Nas fontes antigas

The Yoruba-Speaking Peoples of the Slave Coast of West Africa, 1894. Registro colonial de tradições orais e práticas atribuídas a Xangô; suas interpretações comparativas exigem cautela. Yoruba Legends, 1929.

Os mitos

O palácio atingido pelo raio. Na versão que M. I. Ogumefu publicou em Yoruba Legends, o rei Sango conhece preparados perigosos e encontra um meio de atrair relâmpagos. Escolhe testar a descoberta no próprio palácio.

Culto e arqueologia

A veneração de Xangô não se esgota nos enredos sobre sua morte. Ellis registrou cantos que o apresentam lançando pedras ardentes e descreveu a procura ritual por pedras nos lugares atingidos por raios.

Como era representado

O oxê ou ose Sango é um bastão cujo topo apresenta a forma de machado duplo. A ficha do Metropolitan Museum of Art para uma peça de madeira feita por Onakunle Aribikona, no século XX, descreve uma figura feminina ajoelh…

O que os estudiosos discutem

Divindade, rei e datação. As narrativas não fornecem uma cronologia segura para a vida de um rei chamado Xangô. Ellis separou uma divindade do trovão de histórias que julgava acrescentadas depois; Ogunbiyi e Akande tamb…

Depois da Antiguidade

No Brasil, Xangô integra religiões de matriz africana. Raul Lody estudou o oxê em comunidades do Rio de Janeiro, de Salvador e do Recife, comparando materiais e usos rituais do machado duplo.

Você sabia?

Na versão publicada por Ogumefu, a saudação ao rei vem quando o trovão segue o relâmpago; o relato explica a fórmula pela memória do palácio destruído.

Relíquia do Códice

Machado Duplo Oxê. Um machado duplo que canaliza raios flamejantes de justiça imparcial.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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