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Retrato de Mama Cocha, divindade inca
Incas
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Incas

Mama Cocha

A Mãe das Águas

Domínio
Mar, Lagos e Pesca
Alinhamento
Neutro e Bom
Elemento
Água
Relíquias do Poder
Espelho do Mar
Falar com Mama Cocha

O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Incas
Região
Cordilheira dos Andes
Período
séc. XV – XVI

Os deuses incas eram cultuados ao longo dos Andes, do atual Peru ao Chile, a partir da capital sagrada de Cusco. O imperador (Sapa Inca) era tido como filho do sol Inti, e o povo honrava a terra-mãe Pachamama com oferendas. O culto foi reprimido após a conquista espanhola, mas persiste em tradições andinas vivas.

O Inti Raymi, a Festa do Sol, reunia o império em Cusco no solstício de inverno — e é reencenado até hoje. O templo de Coricancha tinha paredes cobertas de ouro, e oferendas à Pachamama seguem vivas nos Andes, com folhas de coca e despachos rituais.

Em poucas palavras

Mama Cocha (na ortografia quíchua moderna Mama Qucha, significando 'Mãe Mar' ou 'Mãe das Águas') é a venerável divindade andina e costeira do oceano Pacífico, das lagoas de altitude, dos golfos e de todas as massas de água continentais na religião inca e nas culturas litorâneas pré-colombianas (como os chimús e os chinchas). Concebida na hidrologia sagrada dos Andes como a matriz primordial de onde brotam todas as águas do cosmos, Mama Cocha circunda a terra habitada e alimenta, através de veios subterrâneos invisíveis, as nascentes montanhosas (puquios) e os lagos sagrados das alturas, como o Titicaca e o Chinchaycocha. Patrona suprema dos pescadores e navegantes que singravam as correntes frias de Humboldt em embarcações de junco (cavalitos de totora) e jangadas marítimas, ela era reverenciada para acalmar vagas violentas e conceder pescarias abundantes de anchovetas e corvinas. Sua oferenda mais preciosa e sagrada consistia nas conchas espinhosas vermelhas de spondylus (mullu), colhidas em mergulhos profundos nas águas quentes do Equador e depositadas nos santuários litorâneos e lacustres para solicitar chuvas regulares.

5 min de leitura · Revisado em 28 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

O mar, o peixe, a concha e a onda

Família

Mama Cocha
Uniões
Genealogia segundo Bernabé Cobo, Historia del Nuevo Mundo (1653); Pedro Cieza de León (1553); Juan de Santa Cruz Pachacuti Yamqui (c. 1613); Manuscrito de Huarochirí (c. 1608)

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Bernabé Cobo, Historia del Nuevo Mundo. tradução: Edição de Francisco Mateos, Biblioteca de Autores Españoles, Madrid, 1956.
  • Pedro Cieza de León, Crónica del Perú. tradução: Edição de Francesca Cantù, Pontificia Universidad Católica del Perú, Lima, 1986.

Estudos

  • Maria Rostworowski, Costa peruana prehispánica. Instituto de Estudios Peruanos, 1989.
  • Brian S. Bauer, The Sacred Landscape of the Inca: The Cusco Ceque System. University of Texas Press, 1998.
  • Izumi Shimada, Cultura Chimú: Estado, ideología y orfebrería. Fondo Editorial de la Pontificia Universidad Católica del Perú, 1994.

Nome e epítetos

O teônimo na língua quíchua imperial compõe-se do substantivo maternal mama ('mãe', 'matrona' ou 'fonte protetora') e do substantivo qucha (que designa qualquer corpo de água estagnado ou profundo, abrangendo o 'lago',…

Nas fontes antigas

Historia del Nuevo Mundo, 1653 dC.. Bernabé Cobo documenta as oferendas de conchas mullu e farinha de milho atiradas ao mar pelos pescadores. Crónica del Perú, 1553 dC..

Os mitos

A Apaziguação das Ondas e o Resgate dos Pescadores. Nas tradições orais dos povos pesqueiros da costa norte peruana recolhidas por cronistas espanhóis, quando ventos furiosos e correntes marítimas desordenadas colocavam…

Culto e arqueologia

O culto a Mama Cocha floresceu com extraordinário vigor entre as nações marítimas do litoral do Pacífico incorporadas ao império inca (como o reino Chimú e o senhorio de Chincha) e nos santuários de grandes lagoas de al…

Como era representado

Na cerâmica escultórica das culturas costeiras Moche e Chimú e na ourivesaria incaica, as divindades e personificações marinhas ligadas a Mama Cocha são identificadas por motivos de ondas escalonadas, peixes estilizados…

O que os estudiosos discutem

A Importância Econômica e Religiosa do Mullu (Spondylus). Arqueólogos e historiadores como Maria Rostworowski e Izumi Shimada demonstraram que as conchas de Spondylus não eram meros adornos suntuários, mas a oferenda te…

Depois da Antiguidade

Mama Cocha é celebrada na literatura ambiental e na antropologia marítima sul-americana como a grande guardiã dos mares e protetora da soberania oceânica.

Você sabia?

Os tradicionais cavalitos de totora (embarcações de junco prensado usadas pelos pescadores da praia de Huanchaco há mais de três mil anos) são considerados uma das mais antigas tecnologias de navegação e surfe contínuo…

Relíquia do Códice

Espelho do Mar. A vastidão do oceano e dos lagos sob seu domínio, fonte do pescado e da chuva que retorna à terra.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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