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Retrato de Mama Quilla, divindade inca
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Incas

Mama Quilla

A Mãe Lua

Domínio
Lua, Tempo e Mulheres
Alinhamento
Neutro e Bom
Elemento
Luz
Relíquias do Poder
Disco de Prata
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O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Incas
Região
Cordilheira dos Andes
Período
séc. XV – XVI

Os deuses incas eram cultuados ao longo dos Andes, do atual Peru ao Chile, a partir da capital sagrada de Cusco. O imperador (Sapa Inca) era tido como filho do sol Inti, e o povo honrava a terra-mãe Pachamama com oferendas. O culto foi reprimido após a conquista espanhola, mas persiste em tradições andinas vivas.

O Inti Raymi, a Festa do Sol, reunia o império em Cusco no solstício de inverno — e é reencenado até hoje. O templo de Coricancha tinha paredes cobertas de ouro, e oferendas à Pachamama seguem vivas nos Andes, com folhas de coca e despachos rituais.

Em poucas palavras

Mama Quilla (na ortografia quíchua moderna padronizada Mama Killa, significando literalmente 'Mãe Lua') é a suprema divindade lunar, patrona das mulheres, da gestação, do casamento e do calendário litúrgico na religião do Império Inca (Tawantinsuyu). Irmã e consorte divina do deus sol Inti, Mama Quilla personificava o contraponto feminino e noturno no cosmos andino, associada simbolicamente à prata polida (qullqi), reverenciada na teologia incaica como as 'lágrimas da lua'. No complexo sagrado do Qorikancha em Cusco, possuía um santuário próprio adjacente ao templo do Sol, cujas paredes eram inteiramente folheadas com chapas de prata maciça e onde repousava um disco prateado de dimensões colossais gravado com traços fisionômicos femininos. Seu culto era oficiado exclusivamente por uma hierarquia de sacerdotisas nobres chefiadas pela imperatriz reinante (a Coya), que era venerada na terra como a encarnação viva de Mama Quilla. Durante os eclipses da lua, a população andina entrava em alerta ritual, executando clamores, batendo tambores e instigando o uivo dos cães para afugentar a onça ou serpente cósmica que tentava devorar o astro prateado no céu.

6 min de leitura · Revisado em 28 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

O disco de prata, a lua cheia, o calendário e o eclipse

Família

Irmãos
Mama Quilla
Uniões
Filhos
Manco Cápac (primeiro Sapa Inca e fundador de Cusco)Mama Ocllo (co-fundadora e mestra das tecelãs)
Genealogia segundo Inca Garcilaso de la Vega, Comentarios Reales de los Incas (1609); Cristóbal de Molina (c. 1575); Pedro Cieza de León (1553); Bernabé Cobo (1653)

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Inca Garcilaso de la Vega, Comentarios Reales de los Incas. tradução: Edição de Aurelio Miró Quesada, Biblioteca Ayacucho, Caracas, 1985.
  • Cristóbal de Molina, Relación de las fábulas y ritos de los Incas. tradução: Edição de Henrique Urbano e Duccio Bonavia, Universidad San Martín de Porres, Lima, 2010.

Estudos

  • Irene Silverblatt, Moon, Sun, and Witches: Gender Ideologies and Class in Inca and Colonial Peru. Princeton University Press, 1987.
  • Terence N. D'Altroy, The Incas. Blackwell Publishing, 2002.
  • Brian S. Bauer, The Sacred Landscape of the Inca: The Cusco Ceque System. University of Texas Press, 1998.

Nome e epítetos

O teônimo na língua quíchua imperial é Mama Killa, composto pelo substantivo reverencial mama ('mãe', 'senhora' ou 'matrona venerável') e pelo substantivo killa (que designa a Lua física, a lunação sinódica e o mês do c…

Nas fontes antigas

Comentarios Reales de los Incas, 1609 dC.. Inca Garcilaso de la Vega documenta o santuário de prata no Qorikancha e o ritual de clamor durante os eclipses lunares. Relación de las fábulas y ritos de los Incas, C.

Os mitos

A Onça Celestial e o Eclipse da Lua. Nas crenças cosmológicas registradas por Inca Garcilaso de la Vega, os incas temiam profundamente os eclipses lunares, concebendo o fenômeno como um ataque violento no qual uma gigan…

Culto e arqueologia

O culto a Mama Quilla constituía o polo feminino autônomo da religião imperial incaica, minuciosamente analisado pela historiadora Irene Silverblatt.

Como era representado

No Qorikancha, a capela dedicada a Mama Quilla rivalizava em esplendor com a sala do Sol: todas as paredes de pedra eram cobertas por grossas placas de prata batida polida, refletindo uma luminosidade fria e etérea.

O que os estudiosos discutem

O Dualismo de Gênero na Política e Religião Inca. A antropóloga Irene Silverblatt e o historiador Terence D'Altroy destacaram o papel de Mama Quilla na estrutura social andina de 'paralelismo de gênero'.

Depois da Antiguidade

Mama Quilla é amplamente celebrada nos estudos contemporâneos de gênero, etno-história e antropologia andina como um dos mais expressivos arquétipos de divindade feminina autônoma do mundo pré-colombiano.

Você sabia?

O alfinete tradicional de prata com cabeça circular larga (o tupu), usado pelas mulheres andinas para prender suas mantas nos ombros, era desenhado à semelhança do disco lunar de Mama Quilla e funcionava como símbolo de…

Relíquia do Códice

Disco de Prata. O disco de prata de face feminina que brilha na noite, regendo o tempo, os ciclos e os calendários.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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