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Retrato de Nana Buluku, divindade africana
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Nana Buluku

A Avó Primordial

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Criação, Origem e Mistério
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O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Povos africanos
Região
África subsaariana
Período
antiguidade – presente

Estas divindades reúnem tradições de diversos povos da África subsaariana, dos bantos aos akan e dogon. Cultuadas por meio de ritos ancestrais, máscaras e tambores, ligam as comunidades aos espíritos da natureza e aos antepassados. Muitas dessas crenças seguem vivas tanto na África quanto nas religiões da diáspora.

Sociedades de máscaras, como as dos dogon e dos bambara, dão corpo aos espíritos em danças cerimoniais. Ritos de iniciação marcam a passagem à vida adulta, e oferendas de água, grãos e animais mantêm o elo com os ancestrais e os espíritos da natureza.

Em poucas palavras

Nana Buluku (também documentada como Na Buluku, Nana Bukuu e Nanã Buruku) é a divindade primordial criadora e a grande mãe ancestral na cosmologia dos povos Fon e Ewe do antigo reino do Daomé (atual Benim), sendo venerada igualmente como uma ancestral venerável entre os Iorubás e nas religiões de matriz africana da diáspora atlântica. Nos relatos recolhidos por Melville e Frances Herskovits, Nana Buluku é o princípio gerador supremo que deu à luz o par de gêmeos celestes Mawu e Lisa, aos quais transferiu a tarefa de estruturar os domínios do universo. Relacionada às águas primordiais lodosas, à argila originária e à sabedoria ancestral da morte e renascimento, seu culto arcaico em Doumé distingue-se pela estrita interdição de lâminas e instrumentos de ferro nos sacrifícios rituais.

4 min de leitura · Revisado em 28 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

O ventre primordial, o vazio anterior, a serpente e a origem

Família

Nana Buluku
Genealogia segundo Melville J. Herskovits e Frances S. Herskovits, Dahomean Narrative (1958); Pierre Verger, Notes sur le culte des orisa et vodun (1957); Bernard Maupoil, La Géomancie à l'ancienne Côte des Esclaves (1943)

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Melville J. Herskovits e Frances S. Herskovits, Dahomean Narrative: A Cross-Cultural Analysis. tradução: Evanston: Northwestern University Press, 1958.
  • Pierre Fatumbi Verger, Notes sur le culte des orisa et vodun à Bahia, la Baie de Tous les Saints, au Brésil et à l'ancienne Côte des Esclaves en Afrique. tradução: Dakar: Institut Français d'Afrique Noire (IFAN), Mémoires n. 51, 1957.

Estudos

  • Pierre Verger, Orixás: Deuses iorubás na África e no Novo Mundo. Editora Corrupio, 1981.
  • Bernard Maupoil, La Géomancie à l'ancienne Côte des Esclaves. Institut d'Ethnologie, Paris, 1943.
  • Geoffrey Parrinder, West African Religion: A Study of the Beliefs and Practices of Akan, Ewe, Yoruba, Ibo, and Kindred Peoples. Epworth Press, London, 1961.

Nome e epítetos

O teônimo Na Buluku ou Nana Buruku compõe-se do prefixo honorífico ocidental-africano Na ou Nana, que denota senhora idosa, avó respeitável ou matriarca ancestral, associado ao termo regional Buluku ou Bukuu, indicativo…

Nas fontes antigas

Dahomean Narrative: A Cross-Cultural Analysis, 1958 (tradição oral de Abomey coletada em 1931). Registro etnográfico de Melville e Frances Herskovits relatando que Nana Buluku gerou os gêmeos Mawu e Lisa em um parto pri…

Os mitos

A Geração Primordial de Mawu-Lisa e o Retraimento Divino. De acordo com as tradições orais fons registradas em Abomey pela equipe de Herskovits, antes de haver forma ordenada no mundo existia unicamente Nana Buluku.

Culto e arqueologia

O culto tradicional de Nana Buluku tem seu centro mais consagrado na localidade de Doumé, próxima a Dassa-Zoumé, no Benim, além de santuários espalhados pelas regiões fon, mahi e iorubá.

Como era representado

A insígnia primordial de Nanã é o ibiri, um cetro curvo confeccionado com feixes de palha da costa (nervura central do dendezeiro) trançados e dobrados na ponta superior, adornado com búzios brancos e contas de louça az…

O que os estudiosos discutem

Origem Étnica Regional versus Difusão Abomeana. Pesquisadores como Pierre Verger e Jacques Bertho evidenciaram que o culto de Nana Bukuu / Nanã Buruku é originário do território dos povos Mahi e Idaatcha na região monta…

Depois da Antiguidade

Na literatura antropológica e na filosofia das religiões africanas, Nana Buluku é estudada como um testemunho excepcional da metafísica pré-colonial da África Ocidental, sintetizando a sacralidade da terra primordial, o…

Você sabia?

Nos terreiros tradicionais da Bahia e de Pernambuco, a interdição de lâminas metálicas no sacrifício para Nanã levou à manutenção contínua de facas tradicionais de bambu afiado chamadas 'obé de taquara'.

Relíquia do Códice

Ventre do Mundo. A fonte original de onde tudo brotou, anterior ao sol, à lua e a todas as divindades.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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