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Retrato de Yhi, divindade aborígene
Aborígenes
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Yhi

A Deusa do Sol

Domínio
Sol, Luz e Criação
Alinhamento
Neutro e Bom
Elemento
Luz
Relíquias do Poder
Primeira Luz da Aurora
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O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Aborígenes australianos
Região
Austrália
Período
há 65.000 anos – presente

Os seres ancestrais do Tempo do Sonho são reverenciados pelos aborígenes australianos, possivelmente a cultura contínua mais antiga da Terra. Acredita-se que esses seres criaram a paisagem, as leis e a vida durante o Sonho. Suas histórias são guardadas em pinturas rupestres, cantos e rituais transmitidos por dezenas de milênios.

Nos corroborees, cantos e danças corporais pintadas reencenam as jornadas dos ancestrais do Sonho. As songlines, trilhas de canto, mapeiam o território sagrado de memória, e locais como Uluru permanecem santuários vivos sob guarda de seus povos tradicionais.

Em poucas palavras

Yhi (grafada foneticamente por etnógrafos pioneiros como Yhi e na ortografia moderna Yuwaalaraay/Gamilaraay como Yaay) é a divindade solar e ancestral espiritual feminina proeminente na cosmologia dos povos Euahlayi e Gamilaraay (Kamilaroi) do norte de Nova Gales do Sul, na Austrália. Na cosmovisão tradicional australiana, ao contrário dos modelos heliocêntricos greco-romanos onde o astro-rei é masculino, o Sol é invariavelmente personificado como uma mulher vigorosa e radiante, enquanto a Lua (Bahloo) é concebida como uma entidade masculina. Nas narrativas míticas registradas por Catherine Langloh Parker no final do século XIX junto aos anciãos do rio Narran, Yhi desempenha o papel crucial de despertadora primordial da terra adormecida no Tempo do Sonho (Dreaming): ao descer sobre o relevo árido e gélido por incumbência do Grande Espírito Baiame, sua luz e calor fizeram brotar a vegetação e chamaram os animais, aves e répteis de suas cavernas subterrâneas para animar o mundo habitado. Além de seu papel demiúrgico, Yhi é célebre por sua perseguição apaixonada e cósmica contra Bahloo, o Homem da Lua: após ter suas investidas amorosas rejeitadas por Bahloo, a deusa jurou persegui-lo eternamente pelo céu noturno e diurno, originando as trajetórias aparentes dos astros, as fases lunares e os eclipses solares, momentos em que os dois corpos celestes se cruzam e entram em confronto temporário.

8 min de leitura · Revisado em 29 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

O sol nascente, a luz, as flores e o despertar da terra

Família

Yhi
Uniões
Genealogia segundo K. Langloh Parker, Australian Legendary Tales (1896); The Euahlayi Tribe (1905, pp. 7, 60–63); Ray P. Norris (2016); Duane W. Hamacher & Ray P. Norris (2011)

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Parker, K. Langloh, Australian Legendary Tales: Folk-lore of the Noongahburrahs as told to the Piccaninnies. tradução: London: David Nutt; Melbourne: Melville, Mullen & Slade, 1896. ler
  • Parker, K. Langloh, The Euahlayi Tribe: A Study of Aboriginal Life in Australia. tradução: London: Archibald Constable and Company, 1905. ler
  • Parker, K. Langloh, More Australian Legendary Tales. tradução: London: David Nutt; Melbourne: Melville, Mullen & Slade, 1898. ler

Estudos

  • Norris, Ray P., Dawes Review 5: Australian Aboriginal Astronomy and Navigation. Publications of the Astronomical Society of Australia, 33, e039, 2016. abrir
  • Hamacher, Duane W. & Norris, Ray P., Eclipses in Australian Aboriginal Astronomy. Journal of Astronomical History and Heritage, 14(2), pp. 103–114, 2011. abrir
  • Fuller, Robert S., Norris, Ray P. & Trudgett, Michelle, The Astronomy of the Kamilaroi and Euahlayi Peoples and their Neighbours. Australian Aboriginal Studies / arXiv:1311.0076, 2014. abrir
  • Reed, A. W., Aboriginal Stories of Australia. Sydney: A.H. & A.W. Reed / New Holland Publishers, 1965. abrir

Nome e epítetos

O teônimo aborígene Yhi (pronunciado de forma aproximada como 'I-ai' ou 'I-hi') provém do vocábulo que designa o Sol nas línguas do subgrupo Pama-Nyungan faladas no noroeste de Nova Gales do Sul, em particular o Yuwaala…

Nas fontes antigas

Australian Legendary Tales: Folk-lore of the Noongahburrahs, 1896. Obra pioneira de Catherine Langloh Parker recolhendo narrativas orais diretamente dos falantes nativos da bacia do rio Narran.

Os mitos

O Despertar da Terra Adormecida no Tempo do Sonho. Conforme preservado nas tradições orais dos povos da bacia do rio Narran compiladas por K. Langloh Parker e vulgarizadas na literatura etnográfica por A. W.

Culto e arqueologia

A vida cerimonial vinculada a Yhi não envolvia santuários estruturais fechados, sacerdócios hierárquicos formalizados ou sacrifícios votivos materiais, elementos alheios à ontologia das sociedades tradicionais do sudest…

Como era representado

No registro material e arqueológico, a presença visual de Yhi e das entidades solares aborígenes expressa-se através de círculos concêntricos e raios gravados em petróglifos em arenito, pinturas rupestres em ocre minera…

O que os estudiosos discutem

A Polaridade de Gênero Solar e Lunar na Antropologia Australiana. Um debate persistente entre antropólogos comparatistas diz respeito à distribuição geográfica dos gêneros dos astros: enquanto as mitologias indo-europei…

Depois da Antiguidade

Na Austrália contemporânea, o mito de Yhi é amplamente celebrado como um dos pilares mais luminosos do patrimônio imaterial das Primeiras Nações.

Você sabia?

Diferente de muitas tradições do hemisfério norte onde o sol é homem e a lua é mulher, entre os povos aborígenes australianos o Sol é invariavelmente uma mulher calorosa e a Lua um homem errante.

Relíquia do Códice

Primeira Luz da Aurora. O brilho com que despertou o mundo adormecido, fazendo brotar a vida por onde quer que sua luz tocava.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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