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Retrato de Hina, divindade polinésia
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Polinésios

Hina

A Deusa da Lua

Domínio
Lua, Maré e Artesanato
Alinhamento
Neutro e Bom
Elemento
Água
Relíquias do Poder
Tecido de Casca (Tapa)
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O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Povos polinésios
Região
Ilhas do Pacífico
Período
c. 1000 a.C. – presente

Os deuses polinésios eram cultuados pelos navegadores que colonizaram as ilhas do Pacífico, do Havaí à Nova Zelândia e à Ilha de Páscoa. Honravam-nos em plataformas sagradas (marae) e no conceito de mana, o poder espiritual. Seus mitos, como os do herói Maui, ainda são contados entre maoris e havaianos.

Nos marae, plataformas sagradas de pedra, sacerdotes ofereciam primícias e invocavam os deuses antes de pescas e guerras. O sistema de kapu (tabu) regia o que era sagrado e proibido, e no Havaí o hula nasceu como dança devocional a deusas como Pele e Laka.

Em poucas palavras

Hina (também conhecida sob as variantes Sina em Samoa e Tonga, Ina nas Ilhas Cook e Hine-te-iwaiwa entre os maoris de Aotearoa) é a arquetípica divindade feminina primordial da lua, dos ciclos reprodutivos, da confecção do tecido sagrado de entrecasca (kapa ou tapa), do parto e dos recifes costeiros em todo o triângulo polinésio. Personificando a dignidade e a autonomia das mulheres de alta linhagem, Hina surge em múltiplos ciclos mitológicos: no Havaí, sob o nome de Hina-hanaia-i-ka-malama ('A Mulher que Trabalha na Lua'), ela escapou das restrições e dos tabus terrenos ao subir pelo arco-íris até a lua, onde estabeleceu sua morada eterna batendo ritmicamente a entrecasca de amoreira-papel para forrar o firmamento com nuvens luminosas. Em narrativas compartilhadas de Rarotonga, Mangareva e Nova Zelândia, é associada ao mito de origem do coqueiro a partir da cabeça decapitada do deus-enguia Tuna, que por ela se apaixonara. Entre os maoris, sob o título sagrado de Hine-te-iwaiwa, ela é venerada como a deusa protetora inaugural do parto seguro, dos ritos femininos de passagem e da arte cerimonial da tecelagem de mantos de linho (harakeke), presidindo a esfera de restauração e acolhimento das mães e recém-nascidos.

8 min de leitura · Revisado em 28 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

A lua, o malho de tecer tapa, a maré e a cabaça

Família

Pais
Varia conforme a tradição insular: filha de Mahina (a Lua) ou gerada nas linhagens primordiais de Wakea
Hina
Uniões
Tinirau / Sinilau (senhor dos peixes e oceanos na tradição pan-polinésia)ʻAikanaka (chefe terreno no ciclo genealógico havaiano de Maui)
Filhos
MāuiPuna e Hema (ancestrais e navegadores dos ciclos heróicos)
Genealogia segundo Martha Beckwith, Hawaiian Mythology (1940, cap. 15); W. D. Westervelt, Legends of Ma-ui (1910, caps. 13 e 15); Sir George Grey, Polynesian Mythology (1855); Edward Tregear (1891)

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Beckwith, Martha Warren, Hawaiian Mythology. tradução: New Haven: Yale University Press, 1940 (reprinted Honolulu: University of Hawaii Press, 1970). ler
  • Westervelt, William Drake, Legends of Ma-ui — a Demi God of Polynesia, and of His Mother Hina. tradução: Honolulu: The Hawaiian Gazette Co., 1910. ler
  • Grey, Sir George, Polynesian Mythology, and Ancient Traditional History of the New Zealand Race. tradução: London: John Murray, Albemarle Street, 1855. ler
  • Shortland, Edward, Maori Religion and Mythology: With Notes on the Land Tenure of the New Zealanders. tradução: London: Longmans, Green, and Co., 1882. ler

Estudos

  • Tregear, Edward, The Maori-Polynesian Comparative Dictionary. Wellington, N.Z.: Lyon and Blair, Lambton Quay, 1891. abrir
  • Best, Elsdon (Dominion Museum), The Maori As He Was: Early Culture. Wellington: Dominion Museum, 1924. abrir

Nome e epítetos

O teônimo Hina deriva da raiz proto-polinésia reconstruída *sina, que significa originalmente 'branco', 'grisalho', 'brilhante', 'prateado' ou 'radiante', aludindo diretamente à claridade prateada do luar.

Nas fontes antigas

Hawaiian Mythology, 1940. Documentação comparativa sistemática sobre os mitos de Hina na lua, suas genealogias no Havaí e variantes no Taiti e Samoa. Legends of Ma-ui — a Demi God of Polynesia, 1910.

Os mitos

A Ascensão à Lua e a Batida do Tecido Celestial. Conforme documentado por Martha Beckwith e William D. Westervelt nas tradições de Maui e do Havaí, Hina vivia na terra cuidando de sua família e trabalhando incansavelmen…

Culto e arqueologia

Na vida comunitária tradicional do Pacífico pré-europeu, o culto a Hina era eminentemente doméstico, íntimo e feminino, embora essencial para a coesão social de toda a aldeia.

Como era representado

Na cultura material da Polinésia, a presença de Hina é identificada através de símbolos femininos e lunares. Nas ilhas havaianas, petróglifos em superfícies de lava basáltica representam figuras antropomórficas com braç…

O que os estudiosos discutem

A Multiplicidade de Figuras Hina: Uma Divindade Única ou Panteão Feminino Coletivo. Antropólogos como Martha Beckwith e Katharine Luomala examinam se Hina representa uma deusa cósmica unitária que assumiu diferentes rou…

Depois da Antiguidade

Na cultura contemporânea do Pacífico e no Havaí moderno, Hina permanece como poderoso símbolo de força feminina, resiliência cultural e preservação dos saberes ancestrais.

Você sabia?

Nas noites de lua cheia, as sombras visíveis nas crateras lunares eram interpretadas pelos povos polinésios como a figura de Hina sentada batendo entrecasca de amoreira ao lado de sua cabaça d'água.

Relíquia do Códice

Tecido de Casca (Tapa). O pano sagrado que ela tece na lua, cujo bater do malho ecoa nas noites do Pacífico.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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