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Retrato de Tāwhirimātea, divindade polinésia
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Polinésios

Tāwhirimātea

O Deus das Tempestades

Domínio
Tempestades, Ventos e Clima
Alinhamento
Caótico e Neutro
Elemento
Ar
Relíquias do Poder
Legião dos Ventos
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O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Povos polinésios
Região
Ilhas do Pacífico
Período
c. 1000 a.C. – presente

Os deuses polinésios eram cultuados pelos navegadores que colonizaram as ilhas do Pacífico, do Havaí à Nova Zelândia e à Ilha de Páscoa. Honravam-nos em plataformas sagradas (marae) e no conceito de mana, o poder espiritual. Seus mitos, como os do herói Maui, ainda são contados entre maoris e havaianos.

Nos marae, plataformas sagradas de pedra, sacerdotes ofereciam primícias e invocavam os deuses antes de pescas e guerras. O sistema de kapu (tabu) regia o que era sagrado e proibido, e no Havaí o hula nasceu como dança devocional a deusas como Pele e Laka.

Em poucas palavras

Tāwhirimātea (frequentemente designado de modo abreviado como Tāwhiri) é a divindade primordial dos ventos, tempestades, furacões, nuvens e fenômenos meteorológicos na tradição maori de Aotearoa. Nascido da união entre Ranginui (Pai Céu) e Papatūānuku (Mãe Terra), foi o único filho que rejeitou categoricamente a proposta de apartar seus genitores durante a deliberação dos deuses aprisionados na escuridão original. Após a separação violenta consumada por Tāne, Tāwhirimātea subiu aos céus para consolar seu pai, estabelecendo-se nos refúgios celestes onde gerou uma formidável linhagem de ventos cardeais, redemoinhos furiosos, nuvens tempestuosas e aguaceiros torrenciais. Movido por cólera diante da ofensa cometida contra os progenitores, desceu em turbilhões impetuosos sobre a terra: quebrou os troncos gigantescos das florestas de Tāne, açoitou os oceanos governados por Tangaroa a ponto de dispersar seus descendentes e forçou a Mãe Terra a sepultar Rongo e Haumia sob o solo protetor. Ao defrontar-se com Tūmatauenga, encontrou resistência inamovível, pois o deus humano sustentou o embate sem recuar. Como Tūmatauenga não conseguiu derrotá-lo nem reduzi-lo a alimento cozido (noa), Tāwhirimātea permaneceu como o eterno antagonista cósmico da humanidade, fustigando as comunidades e as navegações oceânicas por meio de temporais e ventanias. Na tradição oral de Aotearoa ligada ao ano-novo maori, o conjunto estelar de Matariki (as Plêiades) representa literalmente os olhos arrancados de Tāwhirimātea, que os estraçalhou em lágrimas de revolta e os arremessou contra o peito do firmamento.

8 min de leitura · Revisado em 28 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

Os ventos, as nuvens de tempestade, o relâmpago e o furacão

Família

Irmãos
TāneTangaroa (atua dos mares e criaturas marinhas)TūmatauengaRongomātāne (atua das colheitas de kūmara e da paz)Haumia-tiketike (atua dos alimentos silvestres e raízes de samambaia)Rūaumoko (atua dos sismos telúricos e erupções subterrâneas)
Tāwhirimātea
Filhos
Os ventos cardeais: Tūāraki (norte), Tonga (sul), Marangai (leste) e Hauāuru (oeste)As nuvens celestes: Aonui, Aopōuri, Aowhētuma, Aowhēkere, Aokanapanapa, Aotakawe e outrasAs chuvas e vapores: Uanui (chuva torrencial), Uaroa (chuva contínua), Uawhatu (granizo), Haumaringi (névoa) e Tōmairangi (orvalho leve)
Genealogia segundo Sir George Grey, Polynesian Mythology (1855, cap. 1); Basil Keane, Te Ara – the Encyclopedia of New Zealand (2022); Edward Tregear (1891); Elsdon Best (1924)

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Grey, Sir George, Polynesian Mythology, and Ancient Traditional History of the New Zealand Race. tradução: London: John Murray, Albemarle Street, 1855. ler
  • Whatahoro, H. T. / Smith, S. Percy (trans.), The Lore of the Whare-wānanga (Te Kauwae-runga: Celestial Teachings). tradução: New Plymouth: Polynesian Society, 1913. ler
  • Shortland, Edward, Maori Religion and Mythology: With Notes on the Land Tenure of the New Zealanders. tradução: London: Longmans, Green, and Co., 1882. ler

Estudos

  • Keane, Basil, Tāwhirimātea – the weather – Origins of the weather. Te Ara – the Encyclopedia of New Zealand, 2022. abrir
  • Tregear, Edward, The Maori-Polynesian Comparative Dictionary. Wellington, N.Z.: Lyon and Blair, Lambton Quay, 1891. abrir
  • Best, Elsdon (Dominion Museum), The Maori As He Was: Early Culture. Wellington: Dominion Museum, 1924. abrir

Nome e epítetos

O teônimo Tāwhirimātea articula raízes polinésias arcaicas: o elemento verbal tāwhiri indica o ato de soprar suavemente, acenar, girar, incitar ou agitar em espiral, enquanto mātea sugere amplitude clara, força desimped…

Nas fontes antigas

Polynesian Mythology, 1855. Texto maori de Wiremu Maihi Te Rangikāheke com a revolta de Tāwhiri e a criação de suas tormentas. The Lore of the Whare-wānanga, 1913.

Os mitos

A Recusa ao Rompimento e o Retiro no Firmamento. Durante o confinamento dos filhos divinos no abraço escuro de Ranginui e Papatūānuku, quando as deliberações sobre a conquista da luz se intensificaram, Tāwhirimātea colo…

Culto e arqueologia

Na sociedade maori tradicional, Tāwhirimātea não recebia adoração em templos construídos nem através de representações antropomórficas fixas; seu culto manifestava-se por meio de rigorosa disciplina ritual conduzida por…

Como era representado

Diferente de deuses terrestres que eram frequentemente esculpidos em relevos de madeira de tōtara nos pilares das casas comunais, Tāwhirimātea raramente aparece personificado em figuras isoladas de corpo inteiro na talh…

O que os estudiosos discutem

A Relação Ambivalente no Whare-wānanga: Oponente e Auxiliar de Tāne. Historiadores da religião polinésia analisam uma aparente contradição entre a narrativa popular de Grey (1855) e os textos esotéricos do Whare-wānanga…

Depois da Antiguidade

Na Nova Zelândia moderna, Tāwhirimātea ocupa lugar preeminente na conscientização meteorológica, na educação indígena e nas artes públicas.

Você sabia?

A constelação das Plêiades (Matariki), cujo nascer helíaco no inverno marca o início do ano-novo maori, deriva segundo a mitologia do momento em que Tāwhirimātea arrancou os olhos e os lançou ao céu em sinal de protesto…

Relíquia do Códice

Legião dos Ventos. Os muitos filhos-ventos que ele envia em todas as direções para açoitar o céu e o mar.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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