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Retrato de Inari, divindade japonesa
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Inari

A Divindade do Arroz e da Fortuna

Domínio
Arroz, Prosperidade e Comércio
Alinhamento
Neutro e Bom
Elemento
Terra
Relíquias do Poder
Chave do Celeiro de Arroz
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O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Japoneses
Região
Arquipélago do Japão
Período
c. 500 a.C. – presente

Os kami do xintoísmo são cultuados no Japão desde tempos imemoriais, em milhares de santuários espalhados pelo arquipélago. A família imperial reivindica descendência direta da deusa do sol Amaterasu, e o culto convive com o budismo trazido do continente. Festivais (matsuri) e ritos de purificação mantêm vivas essas crenças até hoje.

Os matsuri enchem as ruas com procissões de santuários portáteis (mikoshi), tambores e danças. O grande santuário de Ise, dedicado a Amaterasu, é reconstruído a cada vinte anos, e no hatsumode milhões visitam os santuários no ano novo para pedir bênçãos.

Em poucas palavras

Inari (Inari-no-Kami, venerado sob a escrita sagrada 稲荷神 e identificado teologicamente com Ukanomitama-no-Mikoto e Toyouke-hime) é o kami protetor do arroz, da agricultura irrigada, da prosperidade comercial e do artesanato fabril no Japão. Sua presença é uma das mais onipresentes e multifacetadas do arquipélago nipônico, manifestando-se liturgicamente sob aspectos masculinos (um venerável ancião carregando feixes de arroz dourado), femininos (uma graciosa deusa nutridora portadora de sementes e joias) ou andróginos transcendentais. Os animais mensageiros sagrados (tsukawashime) de Inari são raposas brancas espectrais (byakko), que guardam os acessos dos santuários portando a joia dos desejos (hōju) e a chave do celeiro sagrado na boca ou cauda. Fundado historicamente no ano 711 d.C. pelo clã nobre de imigrantes continentais Hata no monte Inari, o santuário matriz Fushimi Inari Taisha em Kyoto consagrou-se como o centro espiritual de uma rede que ultrapassa trinta mil santuários espalhados pelo território japonês, célebre pelas galerias ondulantes de milhares de portais torii vermelhão (Senbon Torii) doados por camponeses, guildas medievais e corporações modernas em ação de graças por colheitas fartas e sucesso nos empreendimentos.

9 min de leitura · Revisado em 29 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

Raposa kitsune, os feixes de arroz, os portões torii vermelhos e a joia

Família

Pais
Susanoo-no-Mikoto (em sua identificação canônica como Ukanomitama no Kojiki)Kamuoichihime (deusa ancestral dos mercados rurais)
Irmãos
Otoshi-no-Kami (divindade protetora das safras anuais)
Inari
Genealogia segundo Yamashiro no Kuni Fudoki (fragmento em Shaku Nihongi); Kojiki, Livro 1 (seção 7); Nihon Shoki, Livro 1; Engishiki (Livro 8 e Jinmyocho)

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Kadobe no Omi (comp.) / Michiko Y. Aoki (trans.), Yamashiro no Kuni Fudoki (em Records of Wind and Earth: A Translation of Fudoki). tradução: Michiko Yamaguchi Aoki, Association for Asian Studies, Ann Arbor, 1997. ler
  • O no Yasumaro (comp.) / Basil Hall Chamberlain (trans.), The Kojiki: Records of Ancient Matters (Livro 1, Seção 7: Genealogia de Ukanomitama). tradução: Basil Hall Chamberlain, Transactions of the Asiatic Society of Japan, Tokyo, 1919. ler
  • Príncipe Toneri (comp.) / William George Aston (trans.), Nihongi: Chronicles of Japan from the Earliest Times to A.D. 697 (Livro 1). tradução: William George Aston, Kegan Paul, Trench, Trübner & Co., London, 1896. ler
  • Corte Imperial de Heian / Donald L. Philippi (trans.), Norito: A Translation of the Ancient Japanese Ritual Prayers (Engishiki, Livro 8). tradução: Donald L. Philippi, Princeton University Press, Princeton, 1990. ler

Estudos

  • William George Aston, Shinto: The Way of the Gods. Longmans, Green, and Co., London, 1905. abrir
  • Daniel Clarence Holtom, The National Faith of Japan: A Study in Modern Shinto. Kegan Paul, Trench, Trubner & Co., London, 1938. abrir
  • Carmen Blacker, The Catalpa Bow: A Study of Shamanistic Practices in Japan. George Allen & Unwin, London, 1975. abrir
  • Helen Hardacre, Shinto: A History. Oxford University Press, New York, 2017. abrir

Nome e epítetos

O teônimo Inari (稲荷) é etimologicamente explicado nos anais antigos e na erudição do período Edo como uma elisão fonética de 'ine-nari' (salientado como 稲生り, o brotar do arroz) ou 'ine-o-ou' (稲を負う, o ato de carregar fei…

Nas fontes antigas

Yamashiro no Kuni Fudoki (山城国風土記, itsubun), C. 713 d.C.. Contém o relato seminal da fundação do culto no ano 711 d.C.

Os mitos

O Mochi Alvejado e a Metamorfose no Cisne Branco de Fushimi. Conforme o célebre fragmento do Yamashiro no Kuni Fudoki preservado no Shaku Nihongi, um potentado chamado Hata no Irogu, ancestral do clã de imigrantes Hata…

Culto e arqueologia

O culto a Inari representa a mais ampla e flexível manifestação devocional da religiosidade japonesa, integrando cultos agrários ancestrais, ritos comunitários de fertilidade, corporativismo comercial e magia esotérica.…

Como era representado

A iconografia de Inari desdobra-se em arquétipos complementares normatizados pela tradição religiosa. Na arte xintoísta clássica, ele surge como um ancião reverendo de barba alva esvoaçante (Inari Okina), portando um ch…

O que os estudiosos discutem

. No âmbito dos estudos históricos e acadêmicos modernos (notadamente nas análises de Helen Hardacre, Daniel Clarence Holtom e Carmen Blacker), a evolução de Inari tem sido apontada como o exemplo mais prodigioso de mal…

Depois da Antiguidade

A imagem de Inari e suas raposas mágicas moldou indelevelmente a literatura folclórica, as artes cênicas e a cultura de massa do Japão.

Você sabia?

O santuário Fushimi Inari Taisha em Kyoto possui mais de dez mil portais torii de madeira avermelhada espalhados ao longo dos quatro quilômetros de trilhas da montanha; cada um desses portais foi financiado individualme…

Relíquia do Códice

Chave do Celeiro de Arroz. Uma chave sagrada guardada pelas raposas kitsune, símbolo da abundância e da prosperidade.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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