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Retrato de Fujin, divindade japonesa
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Fujin

O Deus do Vento

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O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Japoneses
Região
Arquipélago do Japão
Período
c. 500 a.C. – presente

Os kami do xintoísmo são cultuados no Japão desde tempos imemoriais, em milhares de santuários espalhados pelo arquipélago. A família imperial reivindica descendência direta da deusa do sol Amaterasu, e o culto convive com o budismo trazido do continente. Festivais (matsuri) e ritos de purificação mantêm vivas essas crenças até hoje.

Os matsuri enchem as ruas com procissões de santuários portáteis (mikoshi), tambores e danças. O grande santuário de Ise, dedicado a Amaterasu, é reconstruído a cada vinte anos, e no hatsumode milhões visitam os santuários no ano novo para pedir bênçãos.

Em poucas palavras

Fūjin (風神, identificado no xintoísmo arcaico como 志那都比古神 / Shinatsuhiko no Kami e no budismo esotérico como 風天 / Fūten) é a divindade japonesa dos ventos, das correntes atmosféricas, da dispersão das brumas e das tempestades purificadoras da terra. Sua gênese canônica encontra-se no ciclo primordial do 'Kojiki' (seção da cosmogonia imperial): quando os criadores Izanagi e Izanami geravam o arquipélago, densas brumas encobriam o mundo nascente; Izanagi soprou vigorosamente sobre as águas para dissipar os nevoeiros opacos, e de sua expiração respiratória nasceu Shinatsuhiko (o 'Príncipe do Longo Sopro'). No 'Nihon Shoki', surge acompanhado por sua contraparte feminina Shinatobe no Mikoto, formando o casal sagrado adorado no Grande Santuário de Tatsuta Taisha (Nara), cujas orações litúrgicas solenes (Tatsuta Norito, catalogadas no Livro 8 do 'Engishiki') foram estabelecidas em 675 d.C. pelo imperador Tenmu para conter tufões desastrosos e resguardar os arrozais. Ao lado de seu inseparável irmão Raijin (o deus do trovão), Fūjin foi assimilado ao deva budista Vāyu e transformou-se em sentinela protetora de templos, celebremente imortalizado nas esculturas do século XIII em Sanjūsangen-dō e nas telas douradas barrocas pintadas por Tawaraya Sōtatsu. Iconograficamente, exibe aspecto hercúleo e leonino com traços de oni, pele esverdeada ou azulada, presas afiadas e uma volumosa bolsa inflada de vento (kazabukuro) amarrada aos ombros, cujas aberturas ele desata para reger a circulação dos céus e enviar os vendavais salvadores do Kamikaze.

9 min de leitura · Revisado em 30 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

O saco de ventos, a pele esverdeada, as nuvens e o tufão

Família

Pais
Izanagi no Mikoto e Izanami no Mikoto (gerado a partir da potente exalação respiratória matinal de Izanagi)
Irmãos
Shinatobe no Mikoto (deusa irmã e polaridade feminina dos ventos); e Raijin / Ikazuchi no Kami (kami irmão do trovão e das tormentas)
Fujin
Uniões
Shinatobe no Mikoto (reverenciada em par litúrgico conjugal indivisível nos rituais imperiais de Tatsuta Taisha)
Genealogia segundo Kojiki 1.6; Nihon Shoki 1.14-16; Engishiki 8 (Tatsuta Norito)

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Ō no Yasumaro (太安万侶), Kojiki (古事記 / Records of Ancient Matters). tradução: Basil Hall Chamberlain (1882) / Donald L. Philippi (1969). ler
  • Toneri Shinnō (舎人親王), Nihon Shoki (日本書紀 / Chronicles of Japan). tradução: William George Aston (1896). ler
  • Fujiwara no Tadahira (藤原忠平), Engishiki (延喜式 / Procedures of the Engi Era). tradução: Felicia Gressitt Bock (1972). ler
  • Sacerdotes de Iwashimizu, Hachiman Gudōkun (八幡愚童訓). tradução: Kuroita Katsumi, Shintei Zōho Kokushi Taikei.
  • Sacerdotes de Ise, Kōtai Jingū Gishikichō (皇太神宮儀式帳). tradução: Edição documental do Jingū Shichō. ler

Estudos

  • Carmen Blacker, The Catalpa Bow: A Study of Shamanistic Practices in Japan. George Allen & Unwin, 1975. abrir
  • William George Aston, Shinto: The Way of the Gods. Longmans, Green, and Co., 1905. abrir
  • Thomas D. Conlan, In Little Need of Divine Intervention: Takezaki Suenaga's Scrolls of the Mongol Invasions of Japan. Cornell East Asia Series, 2001. abrir
  • Mark Schumacher, Fujin - Japanese God of Wind. A-to-Z Photo Dictionary of Japanese Buddhist & Shinto Deities, 2013.
  • Felicia Gressitt Bock, Engi-shiki: Procedures of the Engi Era (Books 6-10). Sophia University, 1972. abrir

Nome e epítetos

O teônimo popular Fūjin é formado pelos ideogramas 'Fū' (風, vento ou sopro aéreo) e 'Jin' (神, kami ou espírito divino).

Nas fontes antigas

Kojiki (古事記 / Anais de Assuntos Arcaicos), 712 d.C.. Documenta a expulsão das névoas oceânicas pelo sopro de Izanagi e a emergência imediata de Shinatsuhiko. Nihon Shoki (日本書紀 / Anais Oficiais do Japão), 720 d.C..

Os mitos

A Exalação Respiratória de Izanagi e o Nascimento de Shinatsuhiko. Conforme narrado no 'Kojiki' (Livro 1, capítulo 6), após moldarem as primeiras ilhas do arquipélago sobre as águas cósmicas, os deuses criadores Izanagi…

Culto e arqueologia

O culto a Fūjin e às divindades dos ventos desdobra-se em ritos agrícolas milenares e celebrações cívicas urbanas no Japão.

Como era representado

A iconografia consolidada de Fūjin é uma das criações mais dinâmicas e dramáticas da arte japonesa. Ele é retratado com fisionomia demoníaca expressiva, exibindo boca escancarada com caninos proeminentes, sobrancelhas p…

O que os estudiosos discutem

A Transição de Kami Amorfo para a Iconografia Demoníaca de Origem Centro-Asiática. Historiadores da arte e da religião asiática demonstram que nas fontes xintoístas mais antigas como o Kojiki e o Engishiki, Shinatsuhiko…

Depois da Antiguidade

Fūjin é um dos ícones visuais mais universais e imediatamente reconhecíveis da arte e da cultura japonesa em escala global.

Você sabia?

O saco de vento amarrado aos ombros de Fūjin é de raiz helenística, traçado diretamente até a bolsa de ventos mitológica do deus grego Éolo transmitida à Ásia pelas oficinas de arte de Gandara.

Relíquia do Códice

Saco dos Ventos. Um grande saco sobre os ombros do qual liberta todos os ventos do mundo, da brisa ao tufão.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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