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Retrato de Mbombo, divindade africana
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Mbombo

O Criador que Vomitou o Mundo

Domínio
Criação, Vazio e Luz
Alinhamento
Neutro e Bom
Elemento
Luz
Relíquias do Poder
Sol da Primeira Dor
Falar com Mbombo

O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Povos africanos
Região
África subsaariana
Período
antiguidade – presente

Estas divindades reúnem tradições de diversos povos da África subsaariana, dos bantos aos akan e dogon. Cultuadas por meio de ritos ancestrais, máscaras e tambores, ligam as comunidades aos espíritos da natureza e aos antepassados. Muitas dessas crenças seguem vivas tanto na África quanto nas religiões da diáspora.

Sociedades de máscaras, como as dos dogon e dos bambara, dão corpo aos espíritos em danças cerimoniais. Ritos de iniciação marcam a passagem à vida adulta, e oferendas de água, grãos e animais mantêm o elo com os ancestrais e os espíritos da natureza.

Em poucas palavras

Mbombo (também documentado na literatura etnográfica sob a forma Bumba) é o demiurgo primordial e divindade criadora na cosmogonia do povo Kuba (subgrupo Bushoong), situado na confluência dos rios Kasai e Sankuru, na República Democrática do Congo. Segundo as tradições orais registradas no início do século XX pelo antropólogo Emil Torday, antes do início dos tempos existiam unicamente trevas e águas primordiais, sobre as quais pairava Mbombo, uma entidade descrita como de estatura colossal e compleição clara. Abalado por violentas dores estomacais, Mbombo vomitou sucessivamente o Sol, a Lua, as estrelas e nove criaturas fundamentais, incluindo o leopardo, a águia-cristada, o crocodilo, o peixe pequeno, a tartaruga, o relâmpago, a garça-branca, o escaravelho e a cabra, culminando na emissão dos seres humanos. Essas criaturas primárias geraram os demais animais e insetos da terra, enquanto os filhos de Mbombo concluíram a fixação da vegetação e o soterramento das areias áridas. Após afastar o relâmpago belicoso para o firmamento e transmitir aos homens a técnica de extrair fogo pela fricção da madeira, Mbombo retirou-se para a esfera celeste, deixando a organização sociopolítica e dinástica aos cuidados do herói civilizador Woot.

7 min de leitura · Revisado em 28 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

O sol, a lua, as águas primordiais e o gigante branco

Família

Mbombo
Filhos
Nyonye NganaChongandaChedi Bumba
Genealogia segundo Emil Torday & T. A. Joyce (1910); Emil Torday (1911); Jan Vansina (1978); Harold Scheub (2000)

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Torday, Emil & Joyce, Thomas Athol, Notes ethnographiques sur les peuples communément appelés Bakuba, ainsi que sur les peuplades apparentées, les Bushongo. tradução: Bruxelles: Annales du Musée du Congo Belge, Ethnographie, Anthropologie, Sér. 4, t. 2, fasc. 1, 1910. ler
  • Torday, Emil, Bushongo Mythology. tradução: Folklore, Vol. 22, No. 1, 1911, pp. 41-47. ler

Estudos

  • Vansina, Jan, The Children of Woot: A History of the Kuba Peoples. Madison: The University of Wisconsin Press, 1978. abrir
  • Scheub, Harold, A Dictionary of African Mythology: The Mythmaker's Mind. Oxford: Oxford University Press, 2000. abrir
  • MacGaffey, Wyatt, Kongo Political Culture: The Conceptual Challenge of the Particular. Paris: Éditions de l'EHESS / Indiana University Press, 2000. abrir
  • de Heusch, Luc, Essai sur la mythologie bantoue. Journal des Africanistes / OpenEdition Journals, 2014. abrir

Nome e epítetos

O teônimo Mbombo (ou Bumba) provém da língua bushoong e relaciona-se à raiz linguística bantu que denota modelar, inchar, projetar ou expelir a criação.

Nas fontes antigas

Notes ethnographiques sur les peuples communément appelés Bakuba, ainsi que sur les peuplades apparentées, les Bushongo, 1910.

Os mitos

A Regurgitação Cósmica do Sol, dos Astros e dos Seres Vivos. Conforme o mito cosmogônico registrado por Emil Torday entre os anciãos bushoong, no princípio dos tempos a Terra era inteiramente desprovida de luz, sendo co…

Culto e arqueologia

Diferente dos espíritos locais da natureza (ngesh) e dos ancestrais dinásticos da linhagem real, Mbombo não recebia culto votivo contínuo, nem dispunha de templos fixos, irmandades sacerdotais, sacrifícios regulares ou…

Como era representado

Na sofisticada produção escultórica e têxtil do povo Kuba, célebre pelas estátuas memoriais régias (ndop), máscaras de madeira entalhada e tecidos de ráfia bordados, não existem estátuas antropomórficas ou imagens sagra…

O que os estudiosos discutem

Metáfora Fisiológica da Criação: Digestão versus Regurgitação. Antropólogos estruturalistas, em especial Luc de Heusch em 'Le roi ivre' (1972), debateram o significado do mito da criação por regurgitação na África Centr…

Depois da Antiguidade

Na história das religiões comparadas e nos manuais clássicos de mitologia africana, como os estudos de Harold Scheub, Joseph Campbell e Mircea Eliade, a cosmogonia de Mbombo é frequentemente destacada como um dos exempl…

Você sabia?

No relato compilado por Emil Torday, as formigas brancas (cupins) desempenham um papel de destaque ético na cosmogonia, sendo os únicos animais que realizam um funeral e enterro para o filho falecido da divindade criado…

Relíquia do Códice

Sol da Primeira Dor. O sol e a lua que ele expeliu do próprio corpo, dando início à luz e a toda a criação.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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