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Retrato de Pariacaca, divindade inca
Incas
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Incas

Pariacaca

O Deus das Águas e Tempestades

Domínio
Água, Tempestade e Montanhas
Alinhamento
Neutro
Elemento
Água
Relíquias do Poder
Cinco Ovos de Falcão
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O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Incas
Região
Cordilheira dos Andes
Período
séc. XV – XVI

Os deuses incas eram cultuados ao longo dos Andes, do atual Peru ao Chile, a partir da capital sagrada de Cusco. O imperador (Sapa Inca) era tido como filho do sol Inti, e o povo honrava a terra-mãe Pachamama com oferendas. O culto foi reprimido após a conquista espanhola, mas persiste em tradições andinas vivas.

O Inti Raymi, a Festa do Sol, reunia o império em Cusco no solstício de inverno — e é reencenado até hoje. O templo de Coricancha tinha paredes cobertas de ouro, e oferendas à Pachamama seguem vivas nos Andes, com folhas de coca e despachos rituais.

Em poucas palavras

Pariacaca (na ortografia quíchua normalizada Pariyaqaqa, significando etimologicamente 'penhasco avermelhado' ou 'rocha cor de cinza-avermelhada') é a suprema divindade das tempestades, das chuvas torrenciais, dos picos nevados e dos sistemas de irrigação hidráulica dos povos Yauyos, reverenciada em toda a serra central peruana e incorporada com grande reverência ao panteão do Império Inca (Tawantinsuyu). Sua mitologia e teologia constituem o ciclo mais detalhado e autêntico de toda a literatura andina autóctone graças ao Manuscrito de Huarochirí, redigido em língua quíchua por volta de 1608 sob encomenda do extirpador de idolatrias Francisco de Ávila. O texto registra que Pariacaca nasceu no cume do monte Condorcoto a partir de cinco ovos que se transformaram em cinco falcões e, sucessivamente, em cinco homens valorosos que personificavam a mesma potência divina. Como herói civilizador, Pariacaca confrontou o antigo senhor do fogo e devorador de carne humana, Huallallo Carhuincho, expulsando-o para a bacia amazônica mediante o arremesso de chuvas torrenciais vermelhas e amarelas, granizos devastadores e relâmpagos contínuos. Após sua vitória cosmológica, o deus transformou-se no imponente maciço nevado de Pariacaca (5.750 metros de altitude), ensinou as comunidades a abrirem canais de pedra e fixou normas rituais de trabalho comunitário e reciprocidade para a gestão das águas.

5 min de leitura · Revisado em 28 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

O falcão, a montanha nevada, a chuva e o vento

Família

Irmãos
Os quatro irmãos divinos nascidos conjuntamente dos cinco ovos no Condorcoto
Pariacaca
Uniões
Chaupi Ñamca (divindade feminina primordial da província de Huarochirí)
Filhos
Chuquiuso e diversas huacas guardiãs de lagoas e canais agrícolas
Genealogia segundo Manuscrito de Huarochirí (c. 1608, caps. 5 a 16); Instrucción de Cristóbal de Albornoz (c. 1582); Tratado de Francisco de Ávila (1648)

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Anônimo de Huarochirí, Manuscrito de Huarochirí (Ritos y tradiciones de Huarochirí). tradução: Edição e tradução de Gerald Taylor, Instituto Francés de Estudios Andinos, Lima, 1999.
  • Cristóbal de Albornoz, Instrucción para descubrir todas las guacas del Pirú y sus camayos y haziendas. tradução: Edição de Pierre Duviols, Journal de la Société des Américanistes, Paris, 1967.
  • Francisco de Ávila, Tratado y relación de los errores, falsos dioses, y outras supersticiones. tradução: Edição facsimilar em 'Dioses y hombres de Huarochirí', IEP, Lima, 1966.

Estudos

  • Frank Salomon & George L. Urioste, The Huarochirí Manuscript: A Testament of Ancient and Colonial Andean Religion. University of Texas Press, 1991.
  • Gerald Taylor, Ritos y tradiciones de Huarochirí: Manuscrito quechua de comienzos del siglo XVII. Instituto Francés de Estudios Andinos / BCRP, 1999.
  • Pierre Duviols & José María Arguedas, Dioses y hombres de Huarochirí: Narración quechua recogida por Francisco de Ávila. Instituto de Estudios Peruanos, 1966.

Nome e epítetos

O teônimo na língua quíchua central é Pariyaqaqa, formado pela união do substantivo paria (que designa uma tonalidade avermelhada, ocre ou a cor característica da plumagem de pássaros andinos e do sulfeto de mercúrio) e…

Nas fontes antigas

Manuscrito de Huarochirí, C. 1608 d.C.. A narrativa nativa mais extensa e insubstituível em língua quíchua, preservando os mitos de Pariacaca, Chuquiuso, Huallallo e os ritos de irrigação.

Os mitos

A Gênese no Monte Condorcoto e o Julgamento da Aldeia Ingrata. O capítulo 5 do Manuscrito de Huarochirí relata que em tempos anteriores à ordem incaica, repousavam no monte Condorcoto cinco ovos extraordinários gerados…

Culto e arqueologia

O culto a Pariacaca centralizava-se no santuário de altitude situado nas encostas do maciço nevado, adjacente à histórica escadaria de pedra do Caminho Inca (o passo de Escalerilla) que ligava Jauja ao litoral.

Como era representado

A corporificação visual de Pariacaca é a própria silhueta imponente do nevado com seus picos gêmeos cobertos por gelo eterno e névoas densas.

O que os estudiosos discutem

A Transição Ecológica e Paleoclimática refletida no Mito. Etno-historiadores como Pierre Duviols e geógrafos históricos interpretam a contenda épica entre Huallallo (o fogo e a seca) e Pariacaca (a chuva e o granizo) co…

Depois da Antiguidade

Pariacaca é universalmente celebrado como a divindade patrona da literatura andina originária, graças à monumental tradução do manuscrito realizada por José María Arguedas em 1966.

Você sabia?

O Caminho Inca que cruza o passo de Pariacaca inclui um trecho monumental com cerca de dois mil degraus de pedra talhados à beira de abismos verticais, construído pelo Estado inca para facilitar as procissões rituais at…

Relíquia do Códice

Cinco Ovos de Falcão. Os cinco ovos de onde nasceram os falcões que se tornaram o deus, senhores da chuva e do vento.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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