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Retrato de Xiwangmu, divindade chinesa
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Xiwangmu

A Rainha Mãe do Oeste

Domínio
Imortalidade e Destino
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Elemento
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Relíquias do Poder
Pêssegos da Imortalidade
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O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Chineses
Região
China
Período
c. 1600 a.C. – presente

As divindades chinesas reúnem tradições do taoismo, do budismo e da religião popular, cultuadas há milênios em toda a China. Presididas pelo Imperador de Jade, formam uma vasta burocracia celeste que espelha o império terreno. São honradas em templos, no Ano Novo Chinês e nos altares dos lares e ancestrais.

O Ano Novo Chinês saúda os deuses com fogos, leões dançantes e oferendas ao Deus da Cozinha, que sobe ao céu para relatar a conduta da família. O Festival do Barco-Dragão honra o poeta Qu Yuan, e no Qingming as famílias varrem os túmulos e cultuam os ancestrais.

Em poucas palavras

Xiwangmu (西王母, a Rainha Mãe do Ocidente) é uma das divindades mais antigas, veneradas e transformadas de todo o panteão chinês, atuando como a soberana máxima da imortalidade, do princípio primordial Yin e das montanhas místicas de Kunlun. Mencionada precocemente em inscrições oraculares em osso da dinastia Shang sob a designação de Mãe Ocidental (Ximu), sua representação no arcaico 'Shan Hai Jing' ('Clássico das Montanhas e Mares', séculos IV–III a.C.) retratava-a como uma entidade xamânica terrível e selvagem no Monte de Jade (Yushan), provida de dentes de tigre, cauda de leopardo, cabelos desgrenhados e adornada com o toucado ritual sheng, senhora responsável por governar os flagelos celestes e as cinco punições cósmicas. Ao longo do período dos Reinos Combatentes e da dinastia Han, a figura passou por profunda mutação teológica e civilizatória: em obras como o 'Mu Tianzi Zhuan' e o 'Huainanzi', converteu-se na soberana paradisíaca do Lago de Jaspe (Yaochi) em Kunlun, guardiã dos pêssegos divinos da longevidade e dispensadora do elixir da imortalidade procurado pelo arqueiro Yi e cobiçado por monarcas humanos. No taoísmo medieval Shangqing e no 'Han Wudi Neizhuan', consolidou-se como a mestra suprema da transcendência espiritual, entronizada ao lado de sua contraparte Yang, Dongwanggong, orientando a assembleia dos imortais e concedendo revelações sagradas àqueles que purificam sua mente e conduta ética.

10 min de leitura · Revisado em 29 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

Os pêssegos da imortalidade, o tigre, a fênix e o monte Kunlun

Família

Xiwangmu
Uniões
Dongwanggong (Rei Pai do Oriente, contraparte Yang complementar na cosmologia taoísta dos Cinco Elementos)
Genealogia segundo Shan Hai Jing 2 e 12; Mu Tianzi Zhuan 3; Huainanzi 6; Zhuangzi 6; Han Wudi Neizhuan; Bowu Zhi 8

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Anônimo, Shan Hai Jing (山海經 / The Classic of Mountains and Seas), Livros 2 e 12. tradução: Anne Birrell, The Classic of Mountains and Seas, New York: Penguin Books, 1999.
  • Anônimo (descoberto no túmulo de Ji em 279 d.C.), Mu Tianzi Zhuan (穆天子傳 / The Tale of King Mu, Son of Heaven), Capítulo 3. tradução: Edição Sibu Congkan (Chinese Text Project). ler
  • Liu An (劉安) et al., Huainanzi (淮南子), Capítulo 6 (Lanmingxun / 覽冥訓). tradução: John S. Major et al., The Huainanzi: A Guide to the Theory and Practice of Government in Early Han China, New York: Columbia University Press, 2010. ler
  • Zhuang Zhou (莊周), Zhuangzi (莊子), Capítulo 6 (Da Zongshi / 大宗師). tradução: Burton Watson, The Complete Works of Zhuangzi, New York: Columbia University Press, 2013. ler
  • Atribuído a Ban Gu (tradição taoísta das Seis Dinastias), Han Wudi Neizhuan (漢武帝內傳 / The Esoteric Biography of Emperor Wu of Han). tradução: Suzanne E. Cahill, Transcendence & Divine Passion: The Queen Mother of the West in Medieval China, Stanford: Stanford University Press, 1993.

Estudos

  • Suzanne E. Cahill, . Stanford University Press, 1993.
  • Anne Birrell, . Johns Hopkins University Press, 1993. abrir
  • Michael Loewe, . George Allen & Unwin, 1979. abrir
  • Robert Ford Campany, . University of California Press, 2002. abrir
  • Jean M. James, . Artibus Asiae Publishers, 1995. abrir

Nome e epítetos

O teônimo chinês Xiwangmu (西王母) é composto pelos caracteres Xi (西, 'oeste' ou 'ocidente', direção cardinal associada na cosmologia correlativa ao elemento Metal, ao outono e ao princípio cósmico Yin), Wang (王, 'rei', 's…

Nas fontes antigas

Shan Hai Jing (山海經), Séculos IV–II a.C.. Descreve Xiwangmu com cauda de leopardo, dentes de tigre, emitindo assobios agudos e ostentando o toucado sheng sobre o monte Yushan. Mu Tianzi Zhuan (穆天子傳), c. Século IV a.C.

Os mitos

A Entidade Xamânica Primordial do Monte de Jade (Shan Hai Jing). Nos estratos mais remotos do 'Shan Hai Jing' (capítulos 2 e 12), Xiwangmu habita a gruta de Yushan, uma cordilheira rochosa a oeste do mundo conhecido.

Culto e arqueologia

O culto a Xiwangmu conheceu momentos de intensa efervescência social e devoção estatal na história chinesa. No ano 3 a.C., durante o reinado do imperador Ai da dinastia Han, um movimento milenarista popular de massas va…

Como era representado

A iconografia de Xiwangmu sintetiza a transição entre o xamanismo arcaico e a corte imperial chinesa. Nos relevos funerários da dinastia Han, ela é figurada frontalmente, sentada majestosamente sobre um trono composto p…

O que os estudiosos discutem

A Evolução Tipológica: Do Monstro Terrível à Matrona Celestial. A sinóloga Suzanne E. Cahill ('Transcendence & Divine Passion', 1993) e Anne Birrell analisam o processo de domesticação e aculturação religiosa pelo qual…

Depois da Antiguidade

Xiwangmu permanece como um dos símbolos mais poderosos da mitologia e da cultura visual chinesa. Na literatura clássica, a festa dos pêssegos de imortalidade em seu palácio (Pantaohui) serve de cenário motor para o conf…

Você sabia?

O toucado cerimonial 'sheng' usado por Xiwangmu desde os textos do Shan Hai Jing representava originalmente o instrumento de fiar tecidos e tornou-se um símbolo geométrico de equilíbrio cósmico nos túmulos Han.

Relíquia do Códice

Pêssegos da Imortalidade. Pêssegos divinos que amadurecem a cada três mil anos e concedem a vida eterna a quem os come.

O resto deste pergaminho está selado

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