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Retrato de Chicomecóatl, divindade asteca
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Astecas

Chicomecóatl

A Deusa do Milho e do Sustento

Domínio
Milho, Colheita e Sustento
Alinhamento
Neutro e Bom
Elemento
Terra
Relíquias do Poder
Duplas Espigas Sagradas
Falar com Chicomecóatl

O Códice completo

5 seções desta ficha estão abertas para todo mundo: o resumo, o povo, os símbolos, a linhagem e as fontes. As outras 9 (Nome e epítetos, Nas fontes antigas, Os mitos, Culto e arqueologia, Como era representado, O que os estudiosos discutem, Depois da Antiguidade, Você sabia?, Relíquia do Códice) fazem parte do Códice completo: o PRO abre o estudo inteiro das 500 divindades, e sem assinatura você lê uma ficha completa por dia, igual no app.

O Povo

Povo
Astecas (mexicas)
Região
México central
Período
séc. XIV – XVI

Os deuses astecas eram cultuados pelo povo mexica a partir de sua capital, Tenochtitlán, no centro do México. Acreditavam que o sol só se movia se alimentado com sangue, o que levou aos célebres sacrifícios no alto de templos-pirâmide. Seu mundo foi interrompido pela conquista espanhola no século XVI.

O calendário ritual de 18 meses trazia festas como o Toxcatl, em que um jovem vivia um ano como encarnação de Tezcatlipoca. A cada 52 anos, a Cerimônia do Fogo Novo apagava todas as chamas do império, reacesas de uma única fogueira para impedir o fim do mundo.

Em poucas palavras

Chicomecóatl (na ortografia náuatle clássica Chicōmēcōātl, que se traduz literalmente como 'Sete Serpente', nome calendárico do dia propício do milho) é a suprema divindade mexica da agricultura, dos grãos maduros armazenados e de todos os mantimentos vegetais que sustentavam a vida nas terras altas mesoamericanas. Conforme atestam Frei Bernardino de Sahagún no Livro 1 do Códice Florentino e Frei Diego Durán em sua Historia de las Indias de Nueva España (1579), Chicomecóatl regia tanto a fartura nos celeiros quanto a escassez durante os anos de seca ou geadas destrutivas. Em sua manifestação como espiga madura e seca, ela formava um par conceitual e teológico com Xilonen, a donzela do milho terno e verdejante. Durante o quarto mês solar do calendário mexica, Huey Tozoztli ('A Grande Vigília'), moças nobres e camponesas participavam de procissões solenes até seu templo levando feixes de espigas de milho amarradas em mantas vermelhas para serem abençoadas como sementes para o próximo plantio. Já no décimo primeiro mês, Ochpaniztli ('A Limpeza das Vias'), uma donzela atuava como ixiptla (personificação viva) da deusa, sendo sacrificada ao entardecer para que seu sangue fertilizasse o solo e seus grãos sagrados de quatro cores fossem espalhados aos quatro cantos do mundo.

6 min de leitura · Revisado em 30 de setembro de 2026 · Como pesquisamos

Símbolos sagrados

As espigas de milho, o sol-escudo, o vaso de sementes e a cor vermelha

Família

Irmãos
CenteotlXilonen
Chicomecóatl
Genealogia segundo Códice Florentino (Livro 1, cap. 8; Livro 2, caps. 23 e 30); Diego Durán (Historia de las Indias, 1579, cap. XIII); Códice Borbónico; Códice Magliabechiano

Fontes e leituras

Fontes primárias

  • Fray Bernardino de Sahagún, Códice Florentino: Livro 1 (Capítulo 8) e Livro 2 (Festividades Agrícolas). tradução: Arthur J. O. Anderson e Charles E. Dibble, Florentine Codex: Book 1 - The Gods (University of Utah Press, Salt Lake City, 1970). ler
  • Fray Diego Durán (Edição Crítica de Ángel María Garibay), Libro de los Ritos y Ceremonias en las Fiestas de los Dioses (cap. XIII). tradução: Ed. de Ángel María Garibay K., Editorial Porrúa (Biblioteca Porrúa, México, 1967/1984, tomo I). ler
  • Tlacuilos Autóctones do Altiplano Central, Códice Borbónico (Páginas 29 e 30: Ritos de Huey Tozoztli). tradução: Ferdinand Anders e Maarten Jansen, Códice Borbónico: Libro del Ciuacoatl (Fondo de Cultura Económica, México, 1991). ler
  • Escribas Nahuas de Tepeapulco, Primeros Memoriales de Sahagún (Fólio 261r: Atavios de Chicomecoatl). tradução: Thelma D. Sullivan, Primeros Memoriales: Paleography and English Translation (Univ. of Oklahoma Press, 1997). ler

Estudos

  • Doris Heyden, Chicomecoatl: Ensayos sobre la diosa del maíz y la cosmovisión agraria nahua. Instituto Nacional de Antropología e Historia (INAH), México, 1983. abrir
  • Eduard Seler, Las imágenes de los dioses en el Códice Borbónico (comentários às festas agrícolas). Fondo de Cultura Económica, Cidade do México, 1963. abrir
  • Johanna Broda, Templo Mayor: Ritos agrícolas y cosmovisión mexica (estudo de Huey Tozoztli). Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), México, 1991. abrir
  • Leonardo López Luján e Guilhem Olivier, El sacrificio humano en la tradición religiosa mesoamericana (capítulo sobre Ochpaniztli). INAH e UNAM, Cidade do México, 2010. abrir

Nome e epítetos

O teônimo Chicōmēcōātl provém do numeral chicōme ('sete') e do substantivo cōātl ('serpente'), traduzindo-se fielmente como 'Sete Serpente'.

Nas fontes antigas

Códice Florentino (Fray Bernardino de Sahagún), 1575–1577 d.C.. Documenta a descrição e atavios da deusa, a procissão das espigas de sementes e os cantos litúrgicos entoados diante de seu altar.

Os mitos

A Bênção dos Grãos em Huey Tozoztli e o Despertar da Seiva. Conforme descrito minuciosamente por Sahagún no Livro 2 do Códice Florentino, durante o festival de Huey Tozoztli, os agricultores retiravam de seus celeiros d…

Culto e arqueologia

O culto a Chicomecóatl era universal em todos os níveis da sociedade mexica, desde os camponeses mais humildes dos calpolli até o palácio imperial dos tlatoque.

Como era representado

A iconografia de Chicomecóatl é inconfundível na arte mexica e nos relevos em pedra vulcânica preservados no Museu Nacional de Antropologia do México e no Museu do Templo Maior.

O que os estudiosos discutem

A Relação Tríplice: Chicomecóatl, Xilonen e Centéotl. Antropólogos e especialistas em religião náuatle, como Eduard Seler e Alfredo López Austin, discutem a fronteira teológica entre as divindades do milho.

Depois da Antiguidade

Na cultura contemporânea do México, Chicomecóatl é celebrada como o símbolo máximo da soberania alimentar, da biodiversidade das variedades nativas de milho crioulo (maíz criollo) e da dignidade milenar dos povos agricu…

Você sabia?

As raízes aéreas que brotam no primeiro nó da haste do milho maduro eram comparadas pelos astecas às garras e pernas protetoras de Chicomecóatl, ancorando a planta firme no solo contra os ventos e tempestades.

Relíquia do Códice

Duplas Espigas Sagradas. As espigas de milho que ela ergue em cada mão, símbolo da fartura que alimenta todo o povo.

O resto deste pergaminho está selado

As lendas, o mito, o culto e as relíquias fazem parte do Códice completo. Você pode abrir 1 ficha completa de graça por dia; para abrir todas as 500 divindades sem limite e sem anúncios, assine o Codex PRO.

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