Tlaloc governava de forma soberana o Tlalocan, um paraíso verdejante e eternamente florido reservado aos que morriam por causas ligadas à água, como afogamentos, tempestades ou raios. Em uma das eras míticas, Tlaloc foi o sol que iluminou o mundo, governando com firmeza até que Quetzalcoatl o derrubou dos céus, substituindo-o por outra divindade. Furioso com a ofensa e a deposição, Tlaloc recusou-se a enviar chuva à terra, causando uma seca terrível que ameaçou toda a vida. Quando os deuses imploraram por seu perdão, ele respondeu enviando não chuva, mas uma chuva de fogo incandescente que consumiu a terra e encerrou aquela era cósmica, purificando o mundo para o próximo ciclo. Durante a grande era dos mitos dos astecas, Tlaloc protagonizou feitos extraordinários ao defender o equilíbrio do cosmos contra forças da destruição. Conta-se que quando uma ameaça ancestral emergiu dos confins do mundo, Tlaloc fez valer seu poder sobre Chuva, Fertilidade e Raio, convocando os elementos divinos e alterando o rumo da batalha. Os poetas e bardos antigos cantavam a glória desse combate, destacando a sabedoria e a bravura demonstradas perante os próprios deuses reunidos. O triunfo consolidou sua autoridade eterna e selou um pacto inviolável de proteção sobre os reinos mortais, lembrado em todas as gerações subsequentes.